Hoje é 13 de julho, dia do rock, bebê!
Se há um ritmo musical que mereça uma efeméride, é o rock'n roll. Mais do que um ritmo musical, um estilo de vida, o rock se multiplicou, deu dezenas de crias, fabricou centenas de ídolos, viu várias épocas e estilos, e rendeu milhares de histórias, algumas das quais viraram filmes.
E é nesse pique que surge mais um infame top-10 casa do Capita, dedicado aos filmes mais rock"n roll do cinema!
À lista, baby:
10 - The Wonders - O Sonho Não Acabou (Tom Hanks, 1996)
A história dos Oneders, bandinha de colégio que encontra o rumo do sucesso quando o baterista original quebra o braço e o substituto Guy (Tom Everett Scott) acrescenta uma batida rápida de rock na balada romântica "That Thing You Do", tornando a música uma febre no ano de 1964.
O fofo filme dirigido por Tom Hanks mostra a meteórica trajetória da banda de um sucesso só, que como tantas outras, nasceu e morreu pegando carona no sucesso da Beatlemania.
9 - A Fera do Rock (Jim McBride, 1989)
Boa fita biográfica, A Fera do Rock tem um aplicado Dennis Quaid dando vida a Jerry Lee Lewis, um dos melhores e mais controversos músicos dos anos cinquenta.
O cantor e pianista famoso pelo sucesso Great Balls of Fire era um tremendo arranjador de bolo que tinha problemas com álcool, mulheres e chegou a se casar com a prima de treze anos (interpretada pelo então pitéuzinho Winona Ryder).
Se tem imagem mais rock'n roll que Lewis de terno vermelho agredindo um piano em chamas, eu ainda não vi.
8 - Johnny & June (James Mangold, 2005)
A ótima fita biográfica sobre Johnny Cash (interpretado brilhantemente por Joaquin Phoenix, indicado ao Oscar) é um apanhado de grandes canções e atuações (que incluem a vencedora do Oscar Reese Whiterspoon como June Carter) contando a história do homem de preto que, por mais que fosse um cantor de country, viveu uma vida cem por cento rock'n roll.
Sob a lente do diretor James Mangold conhecemos um homem atribulado, cheio de vícios e fraquezas, que tinha apenas duas certezas na vida: A música e June.
Excelente.
7 - La Bamba (Luis Valdez, 1987)
O debut de Lou Diamond-Phillips foi no papel de Richie Valens, o jovem prodígio do rock que destruiu as paradas de sucesso com La Bamba no fim da década de 50.
O longa conta a trajetória do moleque desde seu trabalho em fazendas, até sua ascensão ao estrelado passando pela relação complicada com o irmão mais velho Bob, até sua morte prematura aos dezessete anos, em um acidente de avião que também matou Buddy Holly.
A primeira vez que dancei com uma guria, foi ao som de Donna. Clássico absoluto.
6 - The Commitments - Loucos Pela Fama (Alan Parker, 1991)
A história de Jimmy Rabitte (Robert Arkins) para formar "A Banda que Trabalha Mais Duro no Mundo", The Commitments, e levar soul ao povo da Irlanda poderia ser apenas mais uma fita clichê sobre a ascensão e queda de uma banda, mas graças a um elenco formado quase que inteiramente por desconhecidos que sumiram em seus papéis e ao diretor Alan Parker, o longa se tornou uma referência em termos de musicais, além de ter dado origem a uma grande banda na vida real.
5 - Escola de Rock (Richard Linklater, 2005)
A contagiante comédia musical surgida de uma insuspeita trinca formada pelo diretor Rihard Linklater, o roteirista Mike White, e o astro Jack Black é dessas coisas que sempre que está passando na TV, vale parar pra assistir.
O roqueiro frustrado e falido Dewey Finn passa-se por professor substituto para pagar o aluguel, no colégio Horace Green, descobre o talento musical de seus alunos da quinta série, e resolve transformá-los em seu grupo de rock para vencer o concurso Batalha das Bandas.
Com uma trilha sonora épica, incluindo canções de The Doors, The Clash, Led Zeppelin, The Who, David Bowie e AC/DC, o longa ainda acerta na escolha do elenco infantil, todos músicos de verdade, que no final do filme fazem um espetáculo de acompanhar de air guitar em punho.
4 - Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)
O grande filme da carreira de Cameron Crowe, Quase Famosos mostra o moleque de 15 anos William Miller (Patrick Fugit), que consegue ser contratado pela revista Rolling Stone para cobrir a turnê da banda Stillwater, um amálgama de grandes bandas de rock dos anos setenta que Crowe (que conforme o protagonista falsificou sua entrada no mundo do jornalismo para trabalhar na afamada revista) costumava cobrir.
Uma perfeta mistura de comédia e drama embalada por grandes canções e com grandes atuações de um elenco que incluía Phillip Seymour Hoffman, Billy Crudup, Frances McDormant e uma deliciosa Kate Hudson, faturou um Oscar de melhor roteiro, e ganhou cadeira catina na lista de preferidos de muita gente.
3 - Isto É Spinal Tap (Rob Reiner, 1984)
O documentário falso sobre a famosa banda de heavy metal inglesa Spinal Tap e seu tour pelos Estados Unidos em uma tentativa de ter um grande retorno aos holofotes é dessas coisas obrigatórias.
A egocêntrica banda inglesa formada por três roqueiros que estão longe de ser das criaturas mais brilhantes do mundo (Christopher Guest, Michael McKean e Harry Shearer) é acompanhada pelo amigo e cineasta Marty DiBergi (o diretor do longa, Rob Reiner) em sua turnê americana, e filmados o tempo todo.
Os roqueiros brigam, se desentendem e mergulham rumo à crise enquanto realizam suas gloriosas apresentações num show de comédia e rock'n roll inspiradíssimo por um elenco que improvisou e escreveu muito do próprio material.
Clássico cult máximo, Isso É Spinal Tap se tornou um dos mais divertidos retratos do pedestal de pretensão dos heróis do rock.
Obrigatório.
2 - Prisioneiro do Rock and Roll (Richard Thorpe, 1957)
O rei do Rock, Elvis Presley, estrelou impressionantes 30 filmes entre o fim da década de 50 e a metade dos anos 60, nenhum deles porém, foi tão importante quanto Prisioneiro do Rock and Roll (Jailhouse Rock, no original).
Na fita, Elvis interpreta o jovem Vince Everett, cumprindo um ano de prisão por homicídio culposo. Na penitenciária, ele conhece um ex-cantor de música country que lhe ensina tudo sobre o negócio da música.
Decidido a se tornar um artista ao sair da prisão, Vince é derrubado pelos donos de gravadoras e empresários até decidir começar seu próprio selo, mas ao alcançar o sucesso e a fama, sua ganância e rebeldia podem fazê-lo esquecer daqueles que o ajudaram a chegar onde chegou.
Se Elvis fez mais de trinta filmes em pouco menos de dez anos, isso certamente não advoga em favor da qualidade das fitas. Prisioneiro do Rock and Roll é uma das raras exceções desse balaio, com um diretor de verdade oferecendo ao rei a possibilidade de interpretar um herói rebelde e falho.
Pelo valor histórico do filme, merece demais ser assistido.
1 - Os Reis do Ié-ié-ié (Richard Lester, 1964)
Assim como Prisioneiro do Rock and Roll, Os Reis do Ié-ié-ié não é, nem de longe um grande filme. O longa dirigido pelo britânico Richard Lester, que cometeu a metade ruim de Superman II - A Aventura Continua e Superman III, é apenas um caça-níqueis sem-vergonha feito para faturar em cima da Beatlemania quando da chegada dos rapazes de Liverpool aos Estados Unidos, quando se tornariam o fenômeno mundial que se tornaram em 64.
Mas ainda assim, a despretensiosa comédia estrelando os Fab Four como eles próprios, tinha lá seu charme.
O longa acompanhava um "dia normal" na vida dos rapazes, quando eles viajavam de trem de Liverpool a Londres, onde participariam de um programa de TV. Durante a viagem, passavam por diversas desventuras que iam das confusões em que se metia o avô de Paul, que os acompanhava na viagem, o assédios das tietes, e o sumiço de Ringo, que quase colocava o show do quarteto a perder.
A matinê absolutamente banal é um deleite de se assistir em grande parte por conta dos Beatles, interpretando divertidas versões de si próprios (Ringo avoado, John espertinho...), em um filme que, por mais banal que fosse, gerou o mesmo impacto que praticamente tudo o que os Beatles fizeram gerou, influenciando gerações de roqueiros, atores de cinema, comediantes e até desenhos animados.
Obrigatório para fãs de rock de qualquer idade.
Bem vindos a casa do Capita. O pequeno lar virtual de um nerd à moda antiga onde se fala de cinema, de quadrinhos, literatura, videogames, RPG (E não me refiro a reeducação postural geral.) e até de coisas que não importam nem um pouco. Aproveite o passeio.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
Trailer 2 de Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Agora sim, estamos conversando:
Quase simultaneamente ao painel do longa de atira a primeira pedra no universo cinematográfico compartilhado da DC, o segundo trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça caiu na rede, inclusive com versão legendada.
A prévia estendida de pouco mais de três minutos e meio mostra várias cenas inéditas, incluindo as primeiras cenas da Mulher-Ma"g"ravilha em ação.
Veja:
Bastante superior à primeira prévia, esse segundo trailer dá diversas dicas a respeito do que esperar do filme, incluindo uma enormidade de pistas sobre a trama do longa metragem que unirá dois dos três super-heróis mais famosos dos quadrinhos.
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O trailer abre com o Superman (Henry Cavill) chegando à uma audiência do senado norte-americano sobre os eventos de O Homem de Aço que devastaram Metrópolis, lá, o herói é hostilizado por parte da população, embora ao longo da prévia, ele também seja mostrado recebendo o carinho, as súplicas e até a veneração de parte da população, salvando pessoas de incêndios, enchentes e explosões.
O herói parece incerto a respeito de seu papel no mundo, sendo lembrado por Lois (Amy Adams) de que ele significa esperança para muita gente, e sendo aconselhado por Martha Kent (Diane Lane), a fazer o que quiser, salvar o mundo, ou não, pois não deve nada à Terra.
A coisa parece mudar de figura quando o trailer aventa que Clark Kent está investigando o Batman, a quem se refere como "um reino de terror de um homem só", e é aconselhado por Perry White (Laurence Fishburne) a deixar isso pra lá.
Bruce Wayne (Ben Affleck) é apresentado em Metrópolis, numa cena de O Homem de Aço, durante a luta entre Superman e Zod, a inserção inicial do personagem termina com a revelação de que um dos (trocentos) prédios destruídos, pertencia às empresas Wayne.
Um recorte de jornal com a notícia sobre a devastação da torre Wayne rabiscado com os dizeres "você deixou sua família morrer", deixa o bilionário puto da vida enquanto Alfred (Jeremy Irons) diz seu texto do trailer anterior sobre bons homens tornando-se cruéis.
Surge Lex Luthor (Jesse Eisenberg).
O vilão recebe a senadora (Holly Hunter) que chefia a investigação sobre os eventos de Metrópolis, fala sobre demônios que vêm do céu, e parece receber acesso ao cadáver preservado de Zod enquanto um Superman enfurecido se ajoelha diante do seu arqui-inimigo.
O Batsinal é ativado e o pau canta, inclusive com a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) caindo na porrada.
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O trailer é cheio de pistas, insinuações e easter eggs, há um uniforme de Robin pichado com a inscrição "Hahaha, a piada é por sua conta, Batman", aludindo à Morte na Família, a saga onde o Coringa assassina o Robin Jason Todd.
Temos um breve vislumbre de uma ruína que pode ser a mansão Wayne abandonada, Batman e Mulher-Maravilha trocam olhares em suas identidades civis, aventando a possibilidades de que eles talvez já se conheçam, Luthor parece conhecer os efeitos da Kryptonita sobre o Superman (Quem sabe os descubra estudando o cadáver de Zod?), e a impressão de que o vilão careca está manipulando os dois heróis é bastante palpável.
Deve haver ao menos um flashback contando a origem do Batman (com Jeffrey Dean Morgan interpretando Thomas Wayne), e o Alfred de Jeremy Irons talvez seja "muito mais do que apenas um mordomo" de acordo com a declaração do ator britânico, porque simplesmente não é um mordomo?
Ainda resta saber de onde vêm o exército de soldados com insígnias do Superman no braço (um apoio do "aliado" Luthor para ajudar o Superman?), quanto tempo o maior detetive do mundo levará para perceber quem é o vilão da história, e qual o papel da princesa Diana na história?
Enquanto o filme não sai, vamos torcer para que o ótimo trailer não seja um engodo como as ótimas prévias de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado e Lanterna Verde.
Quase simultaneamente ao painel do longa de atira a primeira pedra no universo cinematográfico compartilhado da DC, o segundo trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça caiu na rede, inclusive com versão legendada.
A prévia estendida de pouco mais de três minutos e meio mostra várias cenas inéditas, incluindo as primeiras cenas da Mulher-Ma"g"ravilha em ação.
Veja:
Bastante superior à primeira prévia, esse segundo trailer dá diversas dicas a respeito do que esperar do filme, incluindo uma enormidade de pistas sobre a trama do longa metragem que unirá dois dos três super-heróis mais famosos dos quadrinhos.
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O trailer abre com o Superman (Henry Cavill) chegando à uma audiência do senado norte-americano sobre os eventos de O Homem de Aço que devastaram Metrópolis, lá, o herói é hostilizado por parte da população, embora ao longo da prévia, ele também seja mostrado recebendo o carinho, as súplicas e até a veneração de parte da população, salvando pessoas de incêndios, enchentes e explosões.
O herói parece incerto a respeito de seu papel no mundo, sendo lembrado por Lois (Amy Adams) de que ele significa esperança para muita gente, e sendo aconselhado por Martha Kent (Diane Lane), a fazer o que quiser, salvar o mundo, ou não, pois não deve nada à Terra.
A coisa parece mudar de figura quando o trailer aventa que Clark Kent está investigando o Batman, a quem se refere como "um reino de terror de um homem só", e é aconselhado por Perry White (Laurence Fishburne) a deixar isso pra lá.
Bruce Wayne (Ben Affleck) é apresentado em Metrópolis, numa cena de O Homem de Aço, durante a luta entre Superman e Zod, a inserção inicial do personagem termina com a revelação de que um dos (trocentos) prédios destruídos, pertencia às empresas Wayne.
Um recorte de jornal com a notícia sobre a devastação da torre Wayne rabiscado com os dizeres "você deixou sua família morrer", deixa o bilionário puto da vida enquanto Alfred (Jeremy Irons) diz seu texto do trailer anterior sobre bons homens tornando-se cruéis.
Surge Lex Luthor (Jesse Eisenberg).
O vilão recebe a senadora (Holly Hunter) que chefia a investigação sobre os eventos de Metrópolis, fala sobre demônios que vêm do céu, e parece receber acesso ao cadáver preservado de Zod enquanto um Superman enfurecido se ajoelha diante do seu arqui-inimigo.
O Batsinal é ativado e o pau canta, inclusive com a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) caindo na porrada.
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O trailer é cheio de pistas, insinuações e easter eggs, há um uniforme de Robin pichado com a inscrição "Hahaha, a piada é por sua conta, Batman", aludindo à Morte na Família, a saga onde o Coringa assassina o Robin Jason Todd.
Temos um breve vislumbre de uma ruína que pode ser a mansão Wayne abandonada, Batman e Mulher-Maravilha trocam olhares em suas identidades civis, aventando a possibilidades de que eles talvez já se conheçam, Luthor parece conhecer os efeitos da Kryptonita sobre o Superman (Quem sabe os descubra estudando o cadáver de Zod?), e a impressão de que o vilão careca está manipulando os dois heróis é bastante palpável.
Deve haver ao menos um flashback contando a origem do Batman (com Jeffrey Dean Morgan interpretando Thomas Wayne), e o Alfred de Jeremy Irons talvez seja "muito mais do que apenas um mordomo" de acordo com a declaração do ator britânico, porque simplesmente não é um mordomo?
Ainda resta saber de onde vêm o exército de soldados com insígnias do Superman no braço (um apoio do "aliado" Luthor para ajudar o Superman?), quanto tempo o maior detetive do mundo levará para perceber quem é o vilão da história, e qual o papel da princesa Diana na história?
Enquanto o filme não sai, vamos torcer para que o ótimo trailer não seja um engodo como as ótimas prévias de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado e Lanterna Verde.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Rapidinhas do Capita:
E depois de anunciar Joe Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro na segunda temporada da excepcional série do Demolidor do Netflix, a produção do seriado juntou um novo nome ao elenco da série, já que Elektra Natchios também está chegando a Hell's Kitchen:
A escolhida para dar vida à ninja assassina grega mais atraente dos quadrinhos foi a atriz francesa Elodie Yung, que pôde ser vista recentemente em G.I. Joe: Retaliação, no papel de Jynx.
A atriz de ascendência franco cambojana que chegou a estar ligada ao papel de Mulher-Maravilha no início da seleção que culminou com Gal Gadot vestindo o top vermelho e dourado tem o tipo de rosto anguloso e formas esguias perfeitas para dar vida à matadora criada por Frank Miller, e no filme meia boca dos comandos em ação deixou duas coisas bem claras:
Sabe chutar bundas, e fica muito bem de vermelho.
A segunda temporada de Demolidor deve estrear em abril de 2016.
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E enquanto a segunda temporada da série do Demo dá seus primeiros passos com Matt e Foggy andando calmamente pelas ruas de Nova York, A.K.A. Jessica Jones está a todo o vapor.
As filmagens da temporada também ocorrem em Nova York, e a série, com os mesmos treze episódios de Demolidor, deve estrear ainda no segundo semestre.
A.K.A. Jessica Jones conta a história de uma ex-super-heroína de carreira curta que, após uma tragédia, abandona a capa, passando a ganhar a vida como detetive particular.
A personagem título será vivida por Krysten Ritter, de Breaking Bad.
Além de Ritter, o elenco conta ainda com Mike Colter como Luke Cage, e eu realmente torço para que em algum momento ele apareça vestindo uma camisa de seda amarela e uma tiara:
Além de Carrie-Anne Moss como Harper, e o ex-Doutor Who, David Tennant, como Jebediah Killgrave, o Homem Púrpura:
A.K.A. Jessica Jones fará a ponte entre a série do Demolidor e a de Punho de Ferro, que seguirá para a série solo de Luke Cage. Após as primeiras temporadas de todos os programas, haverá Os Defensores, juntando todos os heróis (e eu adoraria que o Homem-Aranha estivesse inserido aqui, e não em Os Vingadores...).
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Resenha DVD: Um Momento Pode Mudar Tudo
Já há algum tempo comenta-se sobre a produção de uma versão norte americana do filme francês Intocáveis, estrelado por François Cluzet e Omar Sy. Assim que essa notícia foi divulgada, imaginei uma versão hollywoodiana do longa estrelada por Bill Murray e Queen Latifah, dirigida por Shawn Levy, e esse era o cenário menos pior que eu podia imaginar pro remake.
Abro falando disso por que, assim que vi o primeiro trailer de Um Momento Pode Mudar Tudo, achei que estivesse diante da versão falada em inglês de Intocáveis.
Lá estavam os opostos completos, a pessoa endinheirada, formal e cheia de regras presa à uma cadeira de rodas, e sua cuidadora, à revelia da vontade de seus entes queridos, uma duranga irresponsável e inexperiente, mas cheia de joy de vivre, e a inevitável conexão entre esses dois opostos mudando as vidas de ambos para melhor...
Mas não.
Um Momento Pode Mudar Tudo não era um remake de Intocáveis. Na verdade, o longa dirigido por George C. Wolfe, tem uma qualidade algo genérica de drama feito para a TV. Fosse um telefilme evangélico estrelado por Kirk Cameron cheio de menções à bíblia, eu não teria me surpreendido. Fosse uma sessão da tarde cheia de atores desconhecidos, absolutamente genérica, e eu não teria me surpreendido.
O que me surpreendeu foi ver Hillary Swank estrelando o longa.
Ora vamos, se Hillary Swank nunca se tornou uma super-estrela de Hollywood (talvez por não ser exatamente bonita. Todo mundo deve lembrar daquele clássico episódio de The Office em que os funcionários da Dundler Mifflin não conseguem decidir se a atriz é atraente, ou não), não é de graça que a guria tem dois Oscars na estante de casa. Jamais faltou talento para a estrela de Meninos Não Choram e Menina de Ouro, mas talvez tenha faltado parcimônia na hora de escolher seus projetos.
E o início de Um Momento Pode Mudar Tudo, dá a impressão de que esse é mais um projeto mal escolhido da talentosa Hillary.
O longa abre com Kate (Swank) e seu marido Evan (Josh Duhamel) fazendo um amorzinho gostoso no chuveiro no dia do aniversário de 35 anos da moça.
O casal, obviamente bem-sucedido financeiramente, vivendo em uma estilosa casa, preparando coquetéis com canapés de vieiras e fazendo recitais de piano para os amigos, até que, durante sua performance, ela é incapaz de acertar as teclas com a categoria habitual. Sua mão treme, e ela parece perceber que há algo de errado.
Corta para um ano e meio mais tarde.
Kate está bastante debilitada. Incapaz de tomar banho sozinha, de se locomover sem auxílio, e até de se vestir sem ajuda.
Evan descobre que ela demitiu sua enfermeira por "fazê-la se sentir uma paciente", e vai entrevistar uma possível substituta.
Surge Bec (Emmy Rossum), universitária porra-louca, bebe, fuma, usa drogas, irresponsável tem um caso com um professor casado, trepa com desconhecidos de quem tenta se livrar na manhã seguinte enquanto gargareja Listerine saindo de casa vestida como uma grunge que não sabe que os anos noventa acabaram.
Bec, seme xperiência relevante com pacientes de doenças degenerativas, chega atrasada pra entrevista de emprego, é pega fumando pelo patrão em potencial, não sabe usar um liquidificador e nem uma tábua de corte. Faz comentários inapropriados sobre a xpectativa de vida de uma paciente com ELS, e derruba Kate dentro da privada para cair na gargalhada.
Esse primeiro ato do longa é conduzido de maneira tão atabalhoada, que, confesso, quase desisti do filme.
Não há nenhuma razão plausível para Bec continuar no emprego depois de um primeiro dia tão merda. Existem, suponho, centenas de não-enfermeiras com algum senso de responsabilidade e humanidade, e que sabem que se deve fechar o liquidificador antes de ligá-lo.
Mas, por alguma razão, Bec é mantida no trabalho, chegando atrasada todos os dias, e mostrando-se absolutamente inapta para realizar qualquer tarefa, ou até mesmo se relacionar com Kate. Ao menos até Kate descobrir que Evan está tendo um caso, se separar do marido, e Bec se tornar a única pessoa em sua vida.
A partir daí, a cuidadora improvável se torna uma personagem manos bosta (embora ainda bastante bosta), e a relação entre as duas floresce de maneira mais crível, e até doce, enquanto Bec ajuda Kate a se soltar e aproveitar as pequenas coisas, e Kate supre a jovem com um senso de constância e responsabilidade.
A qualidade das atuações varia bastante entre os personagens e seus intérpretes.
Hillary Swank, claro, está ótima. Ainda que tenha seus arroubos de sofrimento hospitalar, ela dá show ao mostrar sofrimento quando se percebe incapaz de apertar a mão de alguém, ou quando a vestem de xadrez à revelia de sua vontade.
Emmy Possum é uma gracinha, coisa mais querida, mas sua personagem é mal-escrita demais para gerar a empatia que o filme pede.
Muito mais crível em sua falibilidade é o marido vivido por Duhamel (que se esforça), enquanto o Sr. Cara Legal Will vivido por Jason Ritter é carente de amor-próprio e auto-respeito pra ser levado a sério. Melhor sorte para Ernie Hudson e Loretta Devine, que interpretam um casal que também convive com ELS de maneira adorável.
O elenco ainda conta com uma ponta de Marcia Gay-Harden, especializando-se em papéis de megeras, Frances Fisher, Ed Begley Jr., Julian McMahon e Ali Larter.
Em suma, Um Momento Pode Mudar Tudo é um produto descartável, com um começo que carece de sutileza, personagens com níveis heterogêneos demais de profundidade, um roteiro irregular Jordan Roberts e Shana Feste, e uma direção ineficiente de George C. Wolfe.
Por sorte, o segundo e o terceiro atos do filme, mais uma química razoável entre a ótima Hillary Swank e a delicinha Emmy Possum, seguram a onda, garantindo que o filme não seja perda total.
Assista se A Teoria de Tudo não estiver disponível na locadora.
"-Por que é que nós queremos aqueles que não nos veem, ao invés daqueles que veem?"
quinta-feira, 2 de julho de 2015
O Pacote Completo
Não houve palavra alguma. Nada.
Estavam de frente um para o outro, ele despido com a calça ainda presa a um de seus tornozelos, ela com o vestido reduzido a um laço em volta da cintura e sandálias de salto alto, ajoelhados sobre o colchão se beijando.
O pau dele roçava-lhe entre as pernas, e, de súbito, ele a segurou pela cintura e a virou de costas para si, colocando-a de quatro.
Colocou a mão esquerda espalmada sobre a bunda dela, empinada para cima, e com a direita, direcionou-se para dentro dela, molhada, ensopada, para recebê-lo em seu calor.
Agarrou-lhe a cintura com as duas mãos, uma de cada lado, e se pôs a mover o quadril.
Já haviam feito sexo antes, em várias posições. Inclusive de quatro, mas ali, naquele momento, algo estava diferente.
Uma sensação de urgência sugerida pelas roupas ainda presas aos corpos dos dois, que suavam e arfavam.
Havia algo ali que o fez perceber-se, literalmente, inapelavelmente, comendo a mulher a quem amava.
Não fazendo amor, fazendo sexo, ou transando.
No ato de colocá-la de costas e começar a penetrá-la com vontade e em silêncio, o sexo bonito e cúmplice que eles já haviam feito, ganhou um tempero animalesco que ainda não havia sido experimentado por ele.
Agora ali estava ele, agarrado à cintura miúda dela, sentindo o perfume gostoso que ela sempre usava se desvanecer em meio ao cheiro salgado de algo que não podia ser descrito em outra palavra que não uma deliciosa trepada.
Ela, tão tímida e delicada, ajeitava maliciosa as coxas firmes para se empinar mais, deixando as nádegas entreabertas de modo que ele podia ver seu pau entrando e saindo de dentro dela enquanto a segurava pela cintura com uma das mãos e pelo ombro com a outra para chegar mais fundo e meter mais forte.
Sentia a pele dela suando sob sua mão, a maciez quente de sua bucetinha de veludo ao redor do pau duro.
Estava na iminência de gozar, mas havia durado tão pouco.
Eles que eram tão das preliminares, bó, haviam começado a foder com sofreguidão quase de pronto ainda no sofá, mal haviam ficado brevemente com ele por cima na cama.
Foi fazendo movimentos mais lentos até parar por completo.
Ela olhou para trás, confusa.
-Precisamos parar, meu amor. - Ele disse. -Tô quase gozando. - Confessou.
Ela, a exemplo do que ele havia feito ao virá-la de quatro, também não disse palavra. Grunhiu brevemente, e se pôs a rebolar o quadril empinado de encontro ao púbis dele, contra seu pau duro dentro dela.
Ele perdeu a vergonha e o escrúpulo. Segurou-a com firmeza pela cintura e meteu com vontade. Não precisou de muito tempo. Cinco minutos, talvez menos, e explodiu em gozo dentro dela. Sentindo a viscosidade da própria porra se misturar à sua farta lubrificação natural.
Não conseguiu nem tombar para o lado. Caiu sobre os joelhos, arrancando o satisfeito pau de dentro dela.
Ela se ajoelhou, deliciosa, sentando-se sobre as pernas, com a bundinha virada pra ele, e enquanto desenrolava o vestido da cintura, o olhou, e sorriu o sorriso mais doce do mundo.
"Fodeu.", pensou ele, imaginando se alguém já se sentira tão enternecido após uma trepada com tanto tesão. "É o pacote completo.".
Ainda Assim...
Acorda de madrugada. A garganta dói.
Arranha tanto que parece as paredes da casa do Wolverine. Tem a sensação de que a mucosa do céu da boca descolou. Também dói. Tenta suspirar, mas o ar não passa pelas narinas. Óbvio que o céu da boca dói. O nariz tampado o obrigou a respirar pela boca. Imagina se os vizinhos do quarto andar ouviram seus roncos. Supõe que sim.
Senta na cama. A barriga reclama. Não é fome. É dor muscular. Decorrente da tosse. Calça as pantufas para ir ao banheiro, esbarra na banqueta coberta de lenços de papel ranhentos amassados. Anda até o banheiro. Cada passo reverbera na cabeça.
Nevralgia da grossa.
Abre a porta do banheiro, o ar que encana da janela basculante parece importado sem escalas de Hoth, o planeta de gelo de Star Wars.
"Está tão frio assim ou estou com febre?".
Vai fazer xixi. Tem a impressão de que o castraram durante o sono, de tão encolhido que está o pênis.
"Estou com febre.".
Olha pra baixo enquanto a urina sai do acanhado membro.
"Definitivamente com febre.".
Dá descarga, lava as mãos. A água o açoita gélida. Bochecha um bocado de água para aliviar a dor no céu da boca. Tiritando de frio.
Seca as mãos. Apaga a luz. Fecha a porta. Corre pro quarto.
Esbarra no banquinho, derrubando mais lenços amassados. Pinga um par de gostas nasais em cada narina, assoa o nariz com vontade. Tira as pantufas, ajeita as meias. Deita, se cobre ligeiro, abafado até o pescoço.
Antes de adormecer de novo pensa:
"Ainda assim... Mil vezes melhor do que o verão.".
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Resenha Game: Batman - Arkham Knight
Se existe um lugar onde os fãs do Batman de qualquer corrente podem se sentir à vontade para amar seu personagem sem encontrar qualquer tipo de mazela, esse lugar é a série de games Arkham.
Ao menos os capítulos desenvolvidos pela Rocksteady, Arkham Asylum e Arkham City, já que o prequel da Warner Montreal, Arkham Origins, não chegou a ser unanimidade como seus predecessores.
O estúdio inglês, aliado ao gênio criativo de Paul Dini, um dos grandes escritores de super-heróis da DC contemporânea, criaram um retrato do Batman à prova de fãs chatos.
Como o leitor deve saber, existem inúmeros fãs chatos do Batman.
Existem as pessoas que preferem essa ou aquela interpretação do homem morcego, e que torcem o nariz para as demais.
Existem os que não gostam do Batman falastrão de Frank Miller, os que odeiam George Clooney, Val Kilmer e Joel Schumacher pelo que eles fizeram ao Batman, aqueles que tem a cara de Adam West em um alvo de dardos na porta do banheiro e aqueles que se ouvirem falar sobre "a maldição do morcego" de Allan Grant, mais uma vez, vão perder as estribeiras. Existem, pasmem, até os caras que avacalham os Batman de Christian Bale e Christopher Nolan por ser "pouco Batman".
Há fãs de todos os tipos, mas nenhum deles têm do que se queixar com relação ao Batman da série Arkham.
O homem morcego engendrado pela equipe criativa do game é a quintessência do que o Batman deveria ser, é simplesmente perfeito. A combinação equilibrada dos talentos dedutivos, do artista marcial, da utilização dos gadgets, à aplicação de ciência embaladas num traje de morcego com o vozeirão de Kevin Conroy é Batman no pico do que significa ser Batman.
Isso havia ficado muito claro em Arkham Asylum e Arkham City, e teve seus relances no bom Arkham Origins, e explicava a ausência de unhas nas mãos dos nerds conforme se aproximava a data de lançamento (adiada duas vezes) de Batman - Arkham Knight, prometido último capítulo da série, que elevaria a fórmula "Batman enfrenta uma noite tenebrosa" à enésima potência quando toda a cidade de Gotham é feita refém pelos inimigos do morcego.
Passou-se um ano desde que as muralhas de Arkham City foram derrubadas. O crime caiu a índices baixos como nunca antes vistos, e toda a cidade mergulhou em um inesperado mar de tranquilidade.
Mas isso não dura.
O Espantalho, Jonathan Crane, às vésperas do feriado de Halloween, comete um hediondo atentado na cidade, e promete que é apenas uma gota no oceano. O vilão planeja detonar uma bomba com a mais nova e poderosa versão do seu gás do medo na cidade de Gotham.
As autoridades agem rápido, evacuando mais de seis milhões de pessoas em vinte e quatro horas, deixando na cidade apenas policiais, bombeiros, criminosos, e o Batman.
O herói inicia sua jornada rumo ao inferno engendrado pelo Espantalho, que não está agindo sozinho em sua empreitada nefasta.
O vilão uniu forças com o Pinguim, Duas Caras, e um novo antagonista, um misterioso líder militar conhecido apenas como Arkham Knight. Um mercenário de passado sombrio que traz seu exército particular à cidade de Gotham para destruir o Homem Morcego de uma vez por todas.
Como desgraça pouca é bobagem, o maior detetive do mundo ainda precisa lidar com o retorno de um vingativo Charada, constantes aparições de uma criatura conhecida como morcego-humano, incêndios criminosos perpetrados pelo Vaga-Lume, o desejo de vingança de Harley Quinn, além de um sem número de atentados, sequestros, e participações de criminosos diversos que se aproveitam da Terra de Ninguém em que Gotham se tornou para realizar suas atividades sem a intervenção do lei.
Para suportar a violenta onda de crimes em uma cidade do tamanho de Gotham, o cruzado encapuzado precisa utilizar em sua totalidade o seu arsenal de tecnologia, que inclui todos os aparelhos vistos nos games anteriores, mais algumas novidades como o sintetizador de voz, o auxílio da Mulher-Gato, do Robin, e de Asa Noturna, mais o apoio logístico e técnico da Oráculo Barbara Gordon, Alfred, e Lucius Fox, além do que prometia ser a grande novidade do game:
O novo Batmóvel, uma versão revista e remodelada do bólido visto brevemente no início de Arkham Asylum.
Com esse auxílio, Batman precisará enfrentar a mais longa de todas as noites, conforme luta contra os monstros que planejam destruir seu mundo, e contra os seus próprios demônios pessoais, espreitando nos mais obscuros recantos de sua mente, uma batalha que pode custar a vida do guardião de Gotham City.
Espetacular.
Como eu disse lá em cima, há muito pouco do que se queixar na série Batman Arkham, e o escopo de Arkham Knight, é uma soma de tudo o que havia de bom nos outros games e ainda mais.
A história, escrita por Sefton Hill e Martin Lancaster com apoio de Geoff Johns não fica muito atrás do que Paul Dini criou para os outros games da franquia, com um sentido de urgência palpável que aumenta a cada minuto conforme as reviravoltas na trama se empilham. Arkham Knight é uma tremenda história de Batman, em vários aspectos, superior e até mais corajosa do que muita coisa feita nos quadrinhos e no cinema com o herói, e uma sequência diretíssima dos games anteriores (de todos eles).
A mecânica de combate baseada em contra-ataque do game foi melhorada, permitindo ao homem morcego enfrentar até cinquenta inimigos ao mesmo tempo. Essas lutas inacreditavelmente lotadas, acontecem sem que haja queda na taxa de frames do jogo. Uma variedade maior de tipos de inimigos foi colocada nos mapas, capangas de escudo, eletrificados, armados e médicos que recuperam antagonistas nocauteados, tornando os desafios de predador mais... Bom... Desafiadores.
A presença da Mulher-Gato, Robin e Asa Noturna também adicionam um interessante elemento ao combate, a luta em parceria.
Quando um aliado está no campo de batalha com o Batman, com um botão, o player pode alternar o controle entre o morcego e um dos seus sidekicks, num balé que geralmente resulta em nocautes em dupla que são muito bonitos e parecem ter sido arrancadas das páginas dos quadrinhos.
Mais prática, outra novidade, os Fear Multi Takedown Moves, permitem ao Homem Morcego cair matando em cima de até 5 inimigos armados sem sofrer nenhum arranhão, oferecendo uma série de novas ferramentas para instilar o terror no coração da bandidagem.
Mas e a grande novidade do game? E o Batmóvel?
Bueno... Confesso que temia um pouco pelo excesso de holofote sobre o mais icônico carro da cultura pop.
Assim como deve ter acontecido com várias outras pessoas, eu fiquei receoso de que Batman - Arkham Knight fosse se tornar Batmobile: Arkham Knight.
E de certo modo, é o que acontece.
O poderoso "tanque de bilhão de dólares" (visivelmente inspirado no Batmóvel de Batman: O Cavaleiro das Trevas, tanto o quadrinho quanto o filme, inclusive com ecos da Bat-Pod) propelido por foguete, capaz de arrancar árvores, postes e colunas de seu caminho sem reduzir a velocidade, de esmerilhar a fachada de edifícios como se nada estivesse acontecendo e de reduzir carros e até tanques inimigos à sucata em uma batida está presente em quase metade do jogo. Mais do que isso, o batcarro se torna uma das principais ferramentes para resolver puzzles, e um elemento fundamental para transitar entre as três ilhas do imenso mapa de Gotham (cinco vezes maior do que o mapa de Arkham City e sem nenhum sistema de viagem rápida), e para os combates entre tanques (?).
Sim. Tu leu certo:
Combate entre tanques.
Veja, Gotham foi sitiada pelas forças do Arkham Knight, um líder militar fodelão, e o espaço nas ruas é partilhado por policiais, bandidos, e pela milícia do Knight, formada principalmente por pequenos tanques de combate remotos.
Esses veículos militares não-tripulados são a principal oposição nas ruas (que, diga-se de passagem, jamais estiveram tão vivas e cheias de gente), e um prato cheio para o modo de combate do Batmóvel.
Com o toque de um botão, o carro altera sua configuração, tornando-se um tanque de guerra armado com metralhadoras e um canhão de 60 mm. capaz de demolir a blindagem leve dos tanques inimigos. Mais do que isso, nesta configuração, o veículo se torna mais lento, mas muito mais manobrável, sendo capaz de rodar em todas as direções, se esquivar de projéteis inimigos e alcançar áreas que pareciam inacessíveis.
Além disso, o veículo é equipado com um lançador de arpéu e cabo de aço, tornando-o capaz até mesmo de escalar paredes.
O Batmóvel é a principal novidade do game, mas ao mesmo tempo, provavelmente seu maior defeito.
Por mais divertido que seja arrasar tudo em seu caminho pilotando o tanque de corrida do Batman, o veículo é extremamente contraditório para com o tipo de Batman predador sombrio que vemos em todo o resto do jogo (e nos games anteriores). Mais do que isso, o veículo blindado pessoal armado até os dentes explodindo tanques inimigos e destroçando carros e prédios, por mais "não letal" que seja, parece ferir os princípios do homem que odeia armas de fogo, aqueles "objetos idiotas e covardes".
Por sorte, esse estranhamento e o excesso de uso do Batmóvel são diluídos na diversão de uma história imersiva e de dezenas de missões secundárias, em sua maioria, excelentes enquanto percorremos um mundo aberto gigantesco.
Os gráficos são um disparate, pela primeira vez desde que comprei o PS4, tive a sensação inequívoca de estar jogando um game da nova geração. Texturas, profundidades, movimento, efeitos de luz, tudo é perfeito graficamente falando em Arkham Knight dos arranha-céus ladeados por estátuas abissais e luzes de neon, ao modo como o vento infla a capa do Batman quando ele plana, ou a forma como as gotas de chuva escorrem pelo capuz.
O trabalho de dublagem, encabeçado pelo Batman definitivo Kevin Conroy, mais papas como Troy Baker e Nolan North, além do (regente Denethor) John Noble, soa bem demais aos ouvidos, tanto que nem me atrevi a ver a versão em português (Acertadamente conduzida por dubladores profissionais, como Ettori Zuim e Manolo Rey, sem extravagâncias como Roger e Pitty.).
Se Arkham Knight realmente for o jogo derradeiro da Rocksetady a frente da Bat-franquia, será motivo para luto, mas ao mesmo tempo, a série termina com pompa e circunstância, num jogo excepcionalmente escrito e executado à perfeição.
Um experimento em larguíssima escala, tanto em termos de tamanho, quanto de possibilidades de gameplay, quanto de quantidade de personagens e coragem na hora de explorar os aspectos mais sombrios da psiquê do herói, e aprofundar de maneira jamais vista sua relação com seu arqui-inimigo.
Não é apenas bom. É obrigatório.
"A profecia se cumpriu. Gotham queima."
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