Bem vindos a casa do Capita. O pequeno lar virtual de um nerd à moda antiga onde se fala de cinema, de quadrinhos, literatura, videogames, RPG (E não me refiro a reeducação postural geral.) e até de coisas que não importam nem um pouco. Aproveite o passeio.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
Resenha Série: WandaVision, Temporada 1, Episódio 5: Em Um Episódio Muito Especial...
sábado, 30 de janeiro de 2021
Resenha Série: WandaVision, Temporada 1, Episódio 4: Interrompemos Nossa Programação
sábado, 23 de janeiro de 2021
Resenha Série WandaVision, Temporada 1, Episódio 3: Agora em Cores
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
Resenha Série WandaVision, Temporada 1, Episódio 2: Não Mude o Canal
sábado, 16 de janeiro de 2021
Resenha Série: WandaVision, Temporada 1, Episódio 1: Filmado em Estúdio com Plateia ao Vivo
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Resenha Cinema: Mulher-Maravilha 1984
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Resenha Cinema: Os Novos Mutantes
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, episódio 8: What I Know
As coisas foram de mal a pior no episódio passado. A sessão do congresso a respeito dos desmandos da Vought virou um banho de sangue que conseguiu convencer o público de uma única coisa: Há super vilões infiltrados em solo americano, e a única coisa capaz de deter um super, é outro super.
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, Episódio 7: Butcher, Baker, Candlestick Maker
Após o quarto e quinto episódios muito ruins, e um sexto episódio OK, The Boys reencontrou seu caminho no penúltimo episódio da temporada.
Com um segmento de abertura surpreendentemente sombrio para os padrões geralmente mais satíricos da série, mostrando os efeitos que estar constantemente preso dentro de uma bolha de discurso de ódio podem causar em uma pessoa solitária, Butcher, Baker, Candlestick Maker chuta a porta com força para nos preparar para o season finale.
Enquanto os Rapazes e Mallory se preparam para usar o conhecimento de Facho de Luz a respeito do que a Vought anda aprontando em Sage Grove para justificar uma ação do congresso dos EUA contra o guarda-chuva corporativo d'Os Sete, Tempesta e Capitão Pátria se assumem publicamente como um casal, elevando os índices de aprovação da nazista e do psicopata a níveis estratosféricos.
E enquanto o testemunho de Facho de Luz aparentemente não é o suficiente para pegar a Vought de jeito, ser os queridinhos da mídia não é o bastante para Tempesta e Capitão Pátria. Eles desejam ser uma família e, adivinhe só?
Eles até já têm um filho.
Por falar em relações entre pais e filhos, Connie Butcher (Lesley Nicol) está em Nova York, e gostaria de reunir a família uma última vez já que Sam (John Noble) não está na melhor das formas e não tem a melhor das relações com seu primogênito, William.
Enquanto Mallory e Leitinho vão tentar convencer o doutor Jonah Vangelbaum (John Donam), chefe do projeto do Composto V e o responsável pela criação do Capitão Pátria a falar contra sua antiga empregadora, Billy vai participar meio a contragosto de sua reunião familiar enquanto Francês e Kimiko tentam manter a deputada Neuman (Claudia Doumi) em segurança e Hughie fica de pajem do Facho de Luz, comendo pizza e assistindo pornografia no meio da tarde.
Como se tudo isso não fosse o suficiente, Hughie descobre que Annie foi taxada como traidora pelos Sete, e agora está sob custódia na Torre Vought, e ele tem apenas uma pessoa a quem recorrer para ajudá-lo em uma tentativa de resgatar Luz-Estrela...
"Você quer ser o corno ou o cara que fode a esposa?"
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, Episódio 6: The Bloody Doors Off
terça-feira, 6 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, Episódio 5: We Gotta Go Now
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, episódio 4: Nothing Like It in the World
Quando Nothing Like it in the World começa, é basicamente dividindo os grupos e suas respectivas maneiras de lidar com os eventos do capítulo passado.
Kimiko segue tentando lidar com a morte do irmão nas mãos de Tempesta, e apesar de suas intenções, o Francês simplesmente não sabe se conectar com ela para consolá-la. Capitão Pátria não ficou nada satisfeito após a novata no grupo ter sido a responsável por eliminar o super-terrorista e ganhado um sonoro boost midiático no processo e começa a tocar o terror em todo mundo que cruza seu caminho, incluindo Maeve, Trem Bala e Annie, que confidencia a Hughie que não sabe muito bem pra onde as coisas irão de agora em diante.
Ao mesmo tempo, Billy vai ao encontro de Mallory se desculpar por ter, conforme ela aventara, ferrado tudo, mas recebe uma bandeira branca da ex-chefe. Uma tremenda bandeira branca:
A localização de Becca.
E uma pista a respeito da heroína de segunda classe dos anos 70 Liberdade, cujo nome estava por todos os lados nos arquivos da falecida Reynor. Os rapazes então, se dividem, e enquanto Bruto vai ao encontro de sua mulher, em uma área segura da Vought, Annie e Hughie vão para a Carolina do Norte investigar Liberdade junto com um contrariado Leitinho da Mãe.
Sem entrar no terreno dos spoilers, Nothing Like it in the World dá uma visível pisada no freio na comparação com os episódios anteriores. Ao longo de mais de uma hora, a trama avança muito pouco, e algumas das decisões dos personagens simplesmente não fazem sentido quando paramos para pensar a respeito. Outro problema é o ritmo do capítulo. Se eu elogiei o dinamismo do episódio anterior, é difícil não ficar surpreso com o quanto a trama parece arrastada aqui. Por mais que eu goste de ver Annie e Hughie juntos, e haja algo de maneiro em vê-los junto com Leitinho, a quantidade de exposição no segmento é excessiva e aborrecida mesmo que culmine com uma revelação interessante a respeito de um d'Os Sete.
Nos momentos focados em Billy, nós temos a oportunidade de ver o personagem de Karl Urban mostrar níveis de fragilidade que enriquecem o personagem apenas para, em seguida, mostrá-lo tomando o tipo de decisão tacanha que parece uma muleta narrativa das mais baratas, o que é algo frustrante, quase desonesto.
Ainda há tempo no episódio para vermos que a reformulação da imagem de Profundo organizado pela Igreja da Coletividade continua a passos largos, e que o nível de egocentrismo do Capitão Pátria é ainda mais perturbador do que se poderia imaginar...
No final das contas Nothing Like it in the World não foi dos episódios mais inspirados de The Boys, e eu não sei se a ideia da Amazon, de adotar um formato semanal para a temporada, não tem parte da culpa pelo tanto que esse capítulo soa insatisfatório, ou se a responsabilidade pesa sobre os três primeiros episódios da temporada, bem acima da média, seja como for, vamos torcer para que a segunda metade da temporada retome a qualidade.
"Você tem fãs. Eu tenho soldados."
sábado, 3 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, Episódio 3: Over the Hill, with the Swords of a Thousand Men
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, Temporada 2, Episódio 2: Proper Preparation and Planning
Um bocado de coisa acontece em Proper Preparation and Planning, segundo episódio da nova temporada de The Boys. Um bocado, mesmo. É uma hora de televisão que quase se parece com duas ou três, tamanha a quantidade de eventos que se desenrolam durante o capítulo, entretanto, palmas para os realizadores, tudo fica bem delineado o suficiente para que a audiência não se perca no caminho.
O episódio abre com Billy tentando concatenar onde Becca (Shantel VonSantem) está vivendo durante seu período desaparecida, e nos mostrando o que aconteceu com o líder dos rapazes após a cena que encerrou o season finale na temporada anterior. Se antes Bruto queria vingar sua esposa, agora ele a quer de volta, e, para conseguir isso, ele faz um acordo com Mallory (Laila Robins): Entregar o super-terrorista revelado no episódio passado em troca da localização de Becca. Parece um plano simples o suficiente, e que rende algumas das melhores cenas de ação do episódio, especialmente aquelas durante as quais os rapazes tentam capturar o terrorista (Abraham Lim), entretanto, a verdadeira identidade do sujeito pode ser um empecilho ao sucesso do plano...
Enquanto Billy tenta descobrir o paradeiro de Becca, ela tem seu prato cheio uma barbaridade já que, após levar uma mijada de Stan Edgar no episódio passado, Capitão Pátria resolve exercer seu poder absoluto em companhia de sua "família", tentando despertar os poderes de seu filho e transformá-lo em uma espécie de sidekick. E, ainda que Becca tente com todas as forças expulsá-lo, o super-herói mais poderoso do mundo parece irredutível em se sentir no comando em algum lugar após ser confrontado com sua relativa insignificância na cadeia de comando da Vought.
Ao mesmo tempo, o Profundo é apresentado aos métodos da Cientologia, digo, da Igreja da Coletividade. Após ser afiançado da prisão pelo Águia-Arqueiro (Langston Lerman) e apresentado a Carol (Jessica Hetch), ele passa por uma espécie de intervenção turbinada com drogas que o fazem passar por uma reveladora conversa com suas guelras (dubladas por Patton Oswalt).
A coisa toda é uma cômica representação da relação conflituosa que o Aquaman de araque tem com seu corpo. E a maneira leve (para os padrões da série) como a situação toda é tratada provavelmente fazem parte do esforço da trama para tornar um personagem com um cartão de visitas tão detestável como o que Profundo nos mostrou no primeiro episódio da série um pouco menos antipático, mesmo que seja o tornando patético...
Falando nos atos espúrios do Profundo no debite da série, sua vítima inicial, Luz das Estrelas também tem um bocado a fazer nesse episódio.
Ela tem seus primeiros momentos com a Tempesta, e não é injusto dizer que a suoer-heroína elétrica causa uma forte impressão em Annie. Tanto que fica nítida a impressão de que a loira pensa ter encontrado uma confidente e aliada em potência na novata.
Mas além de Tempesta, Trem-Bala (Jessie T. Usher) está de volta à equipe. E aparentemente ele está mordido o bastante para, além de não ligar para o fato de Annie e Hughie terem salvo sua vida na temporada passada, fica na cola da colega o suficiente para descobrir o seu acordo com o Lagartixa.
Como dá pra ver não faltou conteúdo no segundo capítulo da nova temporada de The Boys, ainda assim, com um tema central bem definido e uma condução bastante competente, Proper Preparation and Planning foi mais um capítulo sólido e divertido para o seriado que parece ter encontrado uma voz em seu segundo ano.
"Nós podemos fazer o que quisermos e ninguém pode nos impedir. Agora, essa é uma sensação boa, uma sensação realmente boa."
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Resenha Série: The Boys, temporada 2, episódio 1: The Big Ride
segunda-feira, 9 de março de 2020
O Segundo trailer de Viúva Negra
Confira abaixo:
Dirigido por Cate Shortland Viúva Negra é protagonizado por Scarlett Johansson, à ela juntam-se Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, William Hurt e outros.
A estréia do longa está marcada para o dia 30 de abril.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Resenha Cinema: Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
Provavelmente a única coisa boa em Esquadrão Suicida era a Arlequina vivida por Margot Robbie.
A atriz australiana, além de ser muito gata, parecia estar genuinamente se divertindo interpretando a despirocada sidekick do Coringa, e, a despeito de sua nauseante reviravolta para o lado do bem no fim do filme, algo pelo qual praticamente todos os vilões do longa passaram (sério... Fazer um filme com vilões onde todos eles têm um lado bom e sensível é uma ideia terrivelmente idiota...), ela provavelmente era a personagem que acabava aquele arremedo de filme com a moral mais elevada, tanto foi assim que antes mesmo de Esquadrão Suicida 2 ganhar um sinal verde, já se falava de um filme onde a personagem pudesse brilhar mais. Se inicialmente a ideia era um filme protagonizado por Harley e o Coringa, tanto o fato de ninguém ter gostado da versão do príncipe palhaço do crime de Jared Leto quanto o fato de que a Arlequina seria inevitavelmente eclipsada pelo personagem mais famoso colocaram essa ideia por terra.
Na sequência um longa das Sereias de Gotham protagonizado pela Arlequina, mais a Mulher-Gato e a Hera Venenosa chegou a começar a ser escrito com forte envolvimento de David Ayer (que provavelmente transformaria as três em uma gangue latina de Los Angeles, porque é o que ele faz com tudo o que dirige/escreve), mas as péssimas críticas a Esquadrão Suicida acabaram afastando Ayer do projeto.
Isso, somado ao poder que a ascensão de Robbie em Hollywood garantiu à atriz e o momento político em Hollywood, todo voltado à inclusão e poder para as mulheres, gerou esse Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa.
No longa, narrado por Harley, nós descobrimos que a ex-psiquiatra era a mente por trás dos melhores e mais bem-sucedidos planos do Coringa, mas que, ao demandar mais crédito do palhaço assassino, acabou sendo escanteada pelo vilão, que terminou o relacionamento dos dois.
Sem a proteção que o relacionamento com o criminoso mais perigoso de Gotham garantia, Harley subitamente se vê na mira de todos os bandidos da cidade, que querem se vingar dela por alguma coisa, ou várias, como é o caso de Roman Sionis (Ewan McGregor), o líder criminoso e dono de night club que odeia Harley por diversas coisas, entre elas, ser uma mulher.
Para sorte de Harley, porém, Roman precisa de uma coisa mais do que da cabecinha linda da Arlequina em uma bandeja:
Um diamante.
Menos valioso por seus trinta quilates do que pelos números das contas onde a fortuna da família criminosa Bertinelli, que estão gravados na joia, o diamante em questão foi roubado pela ladra de rua Cassandra Cain (Ella Jay Basco), que acaba de ser capturada pela polícia.
Apesar de ter uma enorme contingente de capangas fortemente armados e o assassino psicopata Victor Zsasz (Chris Messina) à sua disposição, Sionis concorda em poupar Harley se ela lhe trouxer o diamante, isso faz com que o caminho da Arlequina se cruze com o de Dinah Lance (Jurnee Smollett-bell), a cantora conhecida como Canário Negro, o da policial Reneé Montoya (Rosie Perez), e o da assassina auto-intitulada Caçadora, Helena Bertinelli (Mary Elizabeth Winstead), quando as quatro se veem sob a mira de Sionis, elas não têm alternativa, exceto trabalhar juntas para dar um fim às maquinações do vilão.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Fantabulosa Emancipação é um filme complicado.
Por um lado há boas intenções por todos os lados, e por outro, uma maneira muito desastrada de conduzir as coisas.
Da mesma maneira que Esquadrão Suicida dava a impressão de querer desesperadamente ser Guardiões da Galáxia, Aves de Rapina parece sonhar em ser Deadpool. O longa é anárquico, desbocado, colorido e não se leva a sério, o que são qualidades, mas a trama é uma bagunça, algumas personagens carecem de desenvolvimento, e o filme é tão abertamente anti-homem que ás vezes chega a ser surpreendente que o fracasso do longa nas bilheterias tenha pego o estúdio desprevenido, já que a audiência de filmes baseados em quadrinhos é majoritariamente masculina (sem contar a absolutamente dispensável classificação indicativa para maiores)...
Pra piorar, em sua ânsia de ser um filme anti-homem, o longa muda para pior o histórico de personagens importantes. Tome Reneé Montoya, por exemplo. Nos quadrinhos Montoya é uma das figuras centrais do círculo interno do comissário Gordon na polícia de Gotham. É, ao lado de Harvey Bullock, um dos pilares de confiança de Gordon e do Batman do DPGC, mas isso não servia à mensagem que Aves de Rapina deseja transmitir, então, no longa, a personagem é frequentemente alvo de chacota de seus colegas homens, foi preterida em uma promoção por ser mulher, e não é profissionalmente levada a sério por seus pares...
Zsasz, por sua vez, deixa de ser um psicopata que sente prazer em matar, e se torna um psicopata que sente prazer em matar, mulheres.
Praticamente todos os homens do filme são burros, malvados, estupradores em potencial, ou tudo isso ao mesmo tempo numa forma de firmar ponto que só faz afastar um setor importante da audiência de um filme além de deixar clara a falta de talento da roteirista Christina Hodson, que obviamente não sabe equilibrar uma narrativa para fazer com que todos os personagens sejam interessantes ou importantes (como em Vingadores, ou em Mulher Maravilha, ou em Aquaman...). Isso fica bastante evidenciado na Caçadora de Mary Elizabeth Winstead, um talento desperdiçado no filme em que mal fala, ou em Montoya, cuja sexualidade é mencionada brevemente em uma cena fácil de eliminar para audiências de países mais conservadores, enquanto Ella Jay Basco pouco tem a fazer ou dizer como Cassandra Cain.
Melhor sorte tem a Canário Negro de Jurnee Smollett-Bell, que não apenas tem um arco de personagem claramente desenvolvido, mas também tem algumas ótimas sequências de luta. Falando em cenas de ação, a melhor certamente é a pancadaria de Harley manuseando um bastão no armário de evidências da delegacia, é uma cena divertida e bem coreografada, atrevo-me a dizer, parte da contribuição não-creditada de Chad Stahelski para o longa após a Warner achar que a diretora Cathy Yan ficava devendo no quesito ação (nenhum demérito. Stahelski fez o mesmo pelos irmãos Russo em Capitão América: O Soldado Invernal). Ewan McGregor interpreta Roman Sionis como se estivesse na série do Batman dos anos 1960 ou nos filmes de Joel Schumacher, quando ele está em cena com seus figurinos excessivos é difícil não imaginar que Adam West ou George Clooney surgirão vestidos de Batman para enfrentá-lo a qualquer momento, a dona do filme, porém, é mesmo Margot Robbie.
A atriz é talentosa e é fácil se acostumar com a ideia de passar uma hora e quarenta minutos olhando pra ela, infelizmente sua maneira hiperativa de viver a Arlequina é algo cansativa pra um filme solo, e não se engane, a despeito da grande quantidade de personagens e do título, Aves de Rapina é basicamente um projeto de vaidade da jovem beldade australiana que está presente em praticamente todas as cenas do longa para o bem e para o mal.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Fantabulosa Emancipação não é um filme horroroso como seu péssimo desempenho nas bilheterias pode sugerir, mas é desastrado, bagunçado, e dificilmente justifica uma ida ao cinema. Talvez o longa seja capaz de encontrar seu nicho no mercado de aluguéis digitais, ou, talvez, ele acabe relegado à mesma posição de outros longas que brigaram com a própria base de fãs antes mesmo de serem lançados e caia no ostracismo. O tempo dirá.
"Desculpa, guria, eu só sou uma pessoa terrível, eu acho..."
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
O Trailer de Morbius
Na prévia vemos a vida difícil de Michael Morbius (Jared Leto) na infância e na vida adulta, constantemente assoberbado por uma doença sanguínea que o impede de levar uma vida normal até encontrar uma possível cura em morcegos hematófagos.
Confira:
A prévia ainda mostra um poster do Homem-Aranha com a pichação "assassino", e, no final, aventa a possibilidade de um Sexteto Sinistro a caminho?
Estrelado por Leto, Matt Smith, Jared Harris, Adria Arjona, Tyrese Gibson e será dirigido por Daniel Espinoza. O longa tem sua estreia marcada para 31 de julho.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Resenha Série: Watchmen, Temporada 1, episódio 9: See How They Fly
Watchmen tem sido, desde seu início, uma série que se equilibrava sobre o fio de uma navalha.
A graphic novel à qual o programa serviu de sequência precisava de uma sequência tanto quanto eu preciso de outra perna. Sua absolutamente brilhante história estava perfeitamente encapsulada em si própria e podia, até mesmo, ser lida sem a necessidade de se acompanhar todos os apêndices que Alan Moore criou para se perfilar e engordar a narrativa principal, e ainda ser uma obra de arte.
Por isso após descobrir que a série não seria uma adaptação do gibi, mas uma nova história, eu estava mais inclinado a ver e aproveitar o programa, como uma história separada da narrativa do quadrinho, apenas acontecendo no mesmo universo, e não uma sequência direta. E isso pode soar estranho vindo de alguém que, de modo geral, gostou mais dos episódios da série que eram mais focados nos personagens do quadrinho, em especial aqueles que tinham vários personagens do quadrinho interagindo.
Mas é o que eu disse ali em cima:
Watchmen, a série da HBO, se equilibrava sobre o fio de uma navalha.
E um passo em falso poderia ser a diferença entre esse programa ser muito bom ou absolutamente descartável, e após oito episódios de mistérios, sugestões e possibilidades, o nono e último capítulo da série, precisou de uma hora e sete minutos para ganhar um veredicto.
O episódio abre em 1985, com uma revelação a respeito da origem de Lady Trieu que ocorre nos bastidores da gravação do vídeo em que Adrian Veidt explica a Robert Redford como salvou o mundo da Guerra Fria à custa de três milhões de vidas.
Em seguida um novo flashback, dessa vez em 2008, mostra Lady Trieu, já adulta, visitando Karnak para falar com Ozymandias. Ela explica a ele quem é, e o plano que elaborou para tornar o mundo um lugar melhor, mas a conversa não transcorre como ela esperava, ainda assim, após os eventos ocorridos em Europa na semana passada, é Trieu quem envia um transporte para Adrian finalmente escapar de seu exílio, apenas para ver-se aprisionado de uma maneira consideravelmente mais restrita.
No presente, em Tulsa, nós encontramos o senador Joe Keene fazendo um tradicional discurso de vilão diante dos membros da Ciclope após a captura do Doutor Manhattan ter sido bem-sucedida e ele estar se preparando para tomar os poderes divinos do herói atômico, alheio aos fatos de que: Looking Glass está infiltrado entre os membros da Sétima Kavalaria; Angela já descobriu a localização de seu amado; e, pior de tudo, que todo o seu plano já foi sabotado e sequestrado por ninguém mais ninguém menos que Lady Trieu em pessoa.
Com o tabuleiro armado, um desfecho de proporções apocalípticas está prestes a ocorrer, e as consequências podem ser desastrosas a menos que novos e velhos heróis sejam capazes de unir forças para impedir que os poderes de Jon Osterman caiam em mãos erradas.
Bem...
Não é como se See How They Fly seja um desastre completo. O episódio tem lá sua cota de acertos, entretanto há um elemento tremendamente inquietante em ver uma obra-prima ser vilipendiada em nome de algo menor, e por mais interessante que Angela Abar seja enquanto personagem (e ela é), é incômodo e anti-climático ver Watchmen, o quadrinho, ser reescrito para servir à seu arco de personagem, que é uma história infinitamente menor.
E não me entenda errado. Eu sei da importância da questão racial no mundo inteiro, nos EUA em particular, e sei que é infinitamente mais importante do que um gibi a respeito de super heróis em uma distopia oitentista, mas a verdade é que a série de TV está pra questão racial como o quadrinho esteve para a Guerra Fria. Não é uma resolução para o problema, mas apenas a visão de alguém a respeito do tema.
Watchmen, a série de TV, é uma história com uma mensagem relevante para o mundo atual?
Claro. Por vezes chega a colocar a sua mensagem acima da narrativa (algo que ocorre tanto hoje em dia que eu já nem sequer me sinto no direito de detratar o programa por causa disso.), mas ter uma mensagem válida não outorga liberdade para pintar um bigodinho na Mona Lisa.
O programa narra uma boa história. Algo irregular, mas com alguns momentos particularmente inspirados, mas Watchmen, o quadrinho, é uma obra de arte, uma obra de arte que tem muito de sua relevância descartada para aumentar o valor das apostas da série e francamente, isso é parte do que matou Star Wars da Disney pra mim.
Pessoalmente eu não tenho nenhum problema com diversidade, com passagem de bastão, com novas histórias e novos heróis, mas qual é a necessidade de tornar tudo o que veio antes irrelevante? Por que os feitos dos heróis de outrora têm que ser tornados inócuos e suas vidas após suas aventuras têm que ter sido miseráveis para que os feitos de novos heróis tenham destaque?
É tão impossível escrever histórias que não precisem se alicerçar sobre as ruínas do que veio antes que os novos criadores simplesmente são incapazes de fazê-lo?
Seria tão difícil narrar a bela história de Angela Abar conhecendo suas origens, vendo o mundo pelos olhos de seu avô e fazendo as pazes com seu passado sem despir o final de Watchmen de sua relevância? Sem matar, prender e virar a casaca dos personagens de outrora?
Em uma entrevista recente, Damon Lindelof, o criador da série, disse que precisa "contrabandear os legumes em meio à coisas de que a audiência gosta, senão a audiência deixará os legumes de lado", como se as linhas narrativas de Angela, Wade e mesmo de Will Reeves/Justiça Encapuzada fossem como jiló, que precisasse ser mascarado pra ser engolido. A analogia do sujeito não é um absurdo, alegorias são comuns em praticamente qualquer trabalho de ficção com algum grau de ambição, entretanto não parece ser o que Lindelof fez em Watchmen.
Desde criança eu sofro de enxaquecas. Na infância, a única coisa que tornava a nevralgia mais suportável, era Novalgina, na época disponível apenas em gotas. O gosto era horrível, e eu me lembro de uma vez ter pensado que, se pingasse as gotas do remédio em um copo de suco, ele se tornaria mais palatável. Ledo engano.
Acabei tendo que sorver um copo de suco intragável sob o olhar reprovador de minha mãe.
Sob certo ponto de vista, o que Damon Lindelof fez em Watchmen foi muito mais parecido com a minha desventura envolvendo Novalgina em gotas e Tang de laranja do que brócolis no mesmo prato que filé com fritas, ainda assim, sem as presenças de (ou as mudanças em) Laurie, Adrian e Jon, é bem possível que eu tivesse gostado do seriado como um todo, e ele tivesse terminado sem deixar um gosto amargo na minha boca.
"-Qualquer um que almeje obter o poder de um deus deve ser impedido de obtê-lo a qualquer custo."
















