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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Resenha Game: Rise of The Tomb Raider
Levou quase um ano para Rise of The Tomb Raider, game que dá sequência às aventuras de Lara Croft após o ótimo Tomb Raider, de 2013, deixasse de ser exclusividade da Microsoft, e fosse lançado para PS4.
A estratégia da empresa do Bill Gates foi muito bem sacada. Os caras precisavam de um jogo de exploração e aventura para fazer frente ao Uncharted da Sony, e lady Croft era a opção óbvia, de modo que os donos do console da Sony tiveram que esperar até o início de outubro para ver como andava a vida de Lara.
Após a aventura de 2013 reimaginar Lara Croft como uma jovem aspirante a arqueóloga de 17 anos lutando para sobreviver durante uma expedição que ia para o inferno no Triângulo dos Dragões, uma jornada que forjava o caráter da nova Lara Croft enquanto testava toda a extensão de seu conhecimento e habilidade e a apresentava a um novo tipo de lesão a cada segundo, uma das coisas mais bacanas de Rise of The Tomb Raider é que, nessa sequência, vemos Lara de fato crescer.
Sua motivação principal na nova aventura não é mais a sobrevivência pura e simples do game anterior, mas sim, a obsessão em concluir o trabalho de seu pai, e fazer as pazes com seu passado.
Lara planeja dar fim à busca de lorde Croft pela Fonte Divina.
Um artefato de uma civilização perdida que teria o dom de oferecer vida eterna àqueles que fossem colocados em sua presença, mas Lara não está sozinha nessa busca.
O conluio secular conhecido como Trindade também está em busca da Fonte Divina, e ao contrário de Lara, conta um uma infinidade de recursos humanos e bélicos capazes de obliterar os Remanescentes, ancestrais do Profeta que descobriu a Fonte, e a mantém protegida há gerações.
Entrar em detalhes sobre os vilões seria estragar uma boa surpresa e revelar alguns plot twists bem interessantes, então só me deixe dizer que os vilões de Tomb Raider são tão sólidos em suas construções quanto a força motriz que impulsiona uma obsessiva Lara Croft em direção ao legado de seu pai.
Conforme descobrimos ao longo do game, lorde Richard Croft foi desgraçado e ridicularizado publicamente por conta de suas pesquisas, que custaram a vida de sua esposa, e o afastaram de Lara enquanto ela crescia.
Toda a bagagem emocional de Lara, e sua relação conflituosa com o pai são um bônus extremamente agradável em um game de uma personagem que, historicamente, era rasa feito um pires...
A atriz britânica Camilla Luddington interpreta a Lara digital com galhardia e inspiração, oferecendo ao player um retrato sólido de uma personagem em busca de paz para com seu passado, enriquecendo profundamente uma narrativa que, outrossim, poderia ser apenas um acessório para a pirotecnia.
E não me entenda errado, há pirotecnia.
Muita!
Rise of The Tomb Raider é composto por tiroteio em terceira pessoa, exploração correndo, escalando, deslizando e subindo por cordas, e resoluções de puzzles embalada por uma trilha sonora bacana e colecionismo de arrancar os cabelos.
Fazendo justiça ao título do game, a parte de explorar tumbas é, de longe a mais divertida do game.
As Tumbas Opcionais espalhadas pelo mundo "semi-aberto" do game são ótimas.
Mais atreladas à narrativa do que no game de 2013, esses puzzles oferecem um nível de desafio crescente conforme avançamos na story line, e por vezes são difíceis o suficiente para garantir uma sessão de jogo inteira dedicada à sua resolução.
Se isso é ótimo, e coerente para com a raiz da série, também cobra seu preço:
O combate acaba sendo um acessório indesejável em certos momentos.
Ao contrário do game anterior, quando Lara era uma mocinha indefesa precisando lutar com unhas e dentes pra sobreviver, em Rise ela é uma mulher forte e cheia de recursos, a quem os operativos para-militares da Trindade simplesmente não compõe ameaça praticamente nunca.
Mesmo no princípio do jogo, armada apenas com o arco mais fuleiro e a piqueta de escalada, na dificuldade normal, Lara é perfeitamente capaz de limpar o chão com os inimigos.
Conforme avançamos no game, Lara vai se tornando mais e mais cheia de truques e habilidades, de modo que em momento algum eu achei que fosse morrer enfrentando os bandidões da Trindade.
Um par de lobos surgindo de dentro de uma caverna escura, ou uma chegada descuidada à beira de um precipício me custaram muito mais vidas do que os inimigos armados e armadurados que brotavam de cada brecha na rocha durante uma invasão que eu simplesmente não me vi, em momento algum, inclinado a usar de furtividade para vencer os inimigos, uma abordagem quase obrigatória no game anterior.
A facilidade de Lara para matar os adversários é tanta, que não raro nos vemos querendo terminar logo um tiroteio para poder começar a exploração da área atrás de caixas-fortes, moedas bizantinas, documentos e relíquias.
A variedade de coisas por encontrar, desafios a cumprir e tumbas por explorar, além de desafios específicos por área e personagens que surgem oferecendo novas missões é tamanha que, se o jogador entrar numas de fazer tudo o que o game proporciona, as, em média quinze horas de gameplay para cumprir o modo história, são esticadas facilmente para coisa de quarenta.
Especialmente porque a versão de PS4 já chegou com as DLCs Blood Ties, onde o jogador explora a Mansão Croft em busca do testamento de lorde Richard, e a ótima Baba Yaga, onde Lara precisa dar um tempo em sua busca pela Fonte Divina para enfrentar a decana das bruxas do folclore leste europeu.
Com gráficos belíssimos, engenharia de fase esperta, cenários grandiosos e bem sacados, que incentivam a exploração, uma personagem central bacana, bons vilões e uma história que aprofunda e aumenta o escopo do game anterior em todos os aspectos, Rise of The Tomb Raider é um jogaço, que valeu a espera de quase um ano para donos de PS4 e absolutamente vale a jogatina.
"Lara, ouça-me... Um dia você deixará sua marca nesse mundo."
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Resenha Série: Luke Cage Temporada 1: Episódio 13: You Know My Steez
Atenção! Há spoilers!
Chegou o momento da verdade. Luke Cage sai no braço com seu meio-irmão, o Cascavel, numa luta pela alma do Harlem.
Mas mesmo que seja capaz de derrotar Willis Stryker, ainda há muito para Luke se preocupar, à medida em que Mariah e Shades continuam à solta tramando seus próximos passos.
Luke Cage chegou ao seu clímax sofrendo de sérios problemas:
Seus vilões.
Cascavel pode ser um sujeito desequilibrado e cruel, mas a verdade é que por mais que tenha um passado em comum com Luke, e um profundo ressentimento de anos para com seu meio irmão, ele é um personagem unidimensional e pouco inspirado com um passado unicamente sugerido, e parcamente mostrado em flashbacks sem um décimo da inspiração daquele de Mariah e Stokes em Manifest.
Cornell Stokes era um personagem infinitamente melhor construído, cheio de camadas e, para seu azar, humano demais para ser um vilão que causasse ojeriza na audiência.
Mariah Dillard chegou a dar pinta de que podia se tornar a força a ser temida no Harlem, inclusive porque seu arco de transformação de vereadora em herdeira de Mama Mabel fora muito bem explorado, mas a verdade é que Mariah não decidiu se queria ser uma chefona do crime ou uma criminosa de colarinho branco, sendo constantemente escanteada pela narrativa.
O único vilão indubitável que permaneceu no programa foi o Shades de Theo Rossi, mas foi tratado apenas como capanga durante a maior parte da temporada, de modo que para a audiência que havia visto o espetacular Wilson Fisk de Vincent D'Onofrio roubar a cena em Demolidor, e o Kilgrave de David Tennant ser a melhor parte de Jessica Jones, não dá pra não pensar que Luke Cage careceu de um bom vilão.
E isso ficou dolorosamente claro no episódio final da primeira temporada.
As lutas de Luke Cage nunca chegaram perto do espetáculo de artes marciais de Demolidor, e esse confronto final entre o herói e Cascavel com seu traje Hammertech talvez tenha sido a pior luta da série inteira, especialmente por um desfecho vago e pouco explicado (como assim "eu parei de alimentar seu ódio"? O traje era movido a ódio?).
Um micro flashback em meio à luta deveria ter dado profundidade à relação de Luke e Willis, mas não funcionou, talvez ter esperado até o último capítulo para fazer isso não tenha sido uma decisão das mais inspiradas.
Pra piorar, nocautear Stryker nem sequer deu fim aos problemas de Luke.
Conforme ficou claro ainda no meio da pancadaria, Mariah estava dois passos à frente de Cage e de Misty Knight o tempo todo, e com a ajuda de Shades e da incompetência da detetive Knight, se livrou rapidamente de Candace e do testemunho da jovem.
Black Mariah sai do armário tomando conta do Harlem's Paradise com Shades ao seu lado, não sem antes alertar os federais do paradeiro de Luke ao se referir a ele como Carl Lucas na TV.
Se Luke foi inocentados das mortes dos policiais e da morte de Cornell (mais ou menos...), ele ainda tinha uma sentença a cumprir em Seagate, o que deixou seu final feliz com Claire pendurado no pincel.
Mesmo a derrota de Cascavel acabou não sendo definitiva, já que o doutor Burnstein ressurgiu no final do capítulo, aparentemente pronto para dar a Willis Stryker o mesmo tratamento recebido por Luke.
O final de Luke Cage deixou a impressão de uma ótima série que não conseguiu se manter em alto nível o tempo todo (Algo que, por sinal, também havia acontecido com Jessica Jones), e que falhou por não ter vilões à altura de suas séries irmãs.
A temporada teve momentos excepcionais, os episódios 4, 7 e 11 foram ótimos, mas no geral, o programa não encosta em Demolidor.
Ainda assim, com bons coadjuvantes e um personagem central maneiro e socialmente relevante, o futuro de Luke Cage pode ser brilhante se os produtores estiverem dispostos a rever algumas questões como a qualidade dos vilões.
O futuro da Marvel na Netflix é muito promissor, basta pegar algumas dicas com Demolidor, que mesmo cego acertou na mosca em duas temporadas.
Que venham Punho de Ferro e Os Defensores.
"-Obrigado por manter o Harlem seguro, baby"
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Resenha Série: Luke Cage Temporada 1: Episódio 12: Soliloquy of Chaos
Cuidado, há spoilers!
O episódio 11 de Luke Cage havia terminado com Misty prestes a perder o braço, Luke encarcerado e Kid Cascavel à solta.
A audiência sabia que a grande maioria dessas situações não iriam continuar assim por muito tempo faltando apenas dois capítulos para o fim da temporada. Infelizmente para os fãs puristas que esperavam ver Misty com um braço biônico, o penúltimo episódio deixou claro que nenhuma das posibilidades iria adiante...
Não demorou dez minutos para Luke se libertar e contar com a ajuda de um dos tiras que acreditam em sua inocência para desaparecer.
Não levou vinte para Misty tirar até a tipoia, dizendo que seu dedo do gatilho funciona muito bem, e não levou meia hora para descobrirmos que a forma como Cascavel faz seus negócios não o tornou um chefão do crime dos mais populares entre seus pares.
Após o bom Now You're Mine, Soliloquy of Chaos precisou respirar a ajeitar as coisas para seu capítulo final, com isso, tivemos um episódio que seria, por necessidade, em ritmo mais baixo, e que ainda foi prejudicado pela decisão contestável de termos uma montagem musical no meio da coisa toda.
Não me entenda errado, eu inclusive gostava das inserções musicais de episódios anteriores no Harlem's Paradise, que geralmente emolduravam algum desdobramento da história, mas a participação do ex-Wu Tang Clan Method Man fazendo o rap sobre Cage "Bullet Proof Love" em um programa de rádio durante uma montagem a respeito de como a comunidade do Harlem se une para ajudar a proteger Luke usando agasalhos com furos de bala nas ruas, além de meio brega, ficou absolutamente deslocada na trama de um capítulo corrido.
Menos deslocada ficou a decisão de Cascavel de eliminar Shades após o capanga ter sido preso por Misty e Claire no episódio anterior, e aqui cabe o parêntese de que Shades é o vilão que está se saindo melhor ao longo de toda a temporada.
A forma como ele lida com a traição de Cascavel na ótima cena do elevador é muito maneira, e sua busca por uma aliança com Mariah e com Cage(!), mostram um bandido com visão.
De qualquer forma, as lambanças aprontadas por Stryker nos capítulos anteriores surgiram para cobrar seu preço.
O plano do vilão de desaparecer após matar Luke é apressado tanto por sua falha em eliminar Shades quanto por um inesperado troco de Domingo e os demais cubanos. Isso obriga Willis a partir para a ofensiva usando seu próprio super-traje (uma releitura bastante fiel do uniforme do vilão nos gibis).
Enquanto isso, Misty parece ter encontrado a peça que faltava no quebra-cabeça da morte de Cornell para inocentar Luke:
A garçonete Candace, que tem uma crise de consciência após ser salva por Luke no episódio anterior, e procura a detetive confessando que mentiu em seu depoimento a mando de Mariah.
Agora, com cerca de uma hora para o fim do ano um de Luke Cage, resta saber como a coisa toda vai terminar.
Soliloquy of Chaos foi um episódio satisfatório, na média desse primeiro ano de Luke Cage que teve picos eventuais. Resta saber se You Know My Steez, o episódio que encerra a temporada, terá algo de novo a oferecer, ou será mais do mesmo.
"-O que você é? Um tipo de Stormtrooper cafetão?"
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Resenha Cinema: O Contador
Não dá pra dizer que Ben Affleck começou a dirigir filmes pra poder parar de fazer porcarias... A guinada que a carreira de Affleck deu após o sujeito ter começado a trabalhar atrás das câmeras, tendo colecionado elogios e prêmios como o Oscar de Melhor Filme para o excelente Argo não chegou a se refletir na mesma medida em sua vida diante das câmeras, onde Affleck melhorou sua média, mas continuou intercalando filmes bons e outros nem tanto.
Claro, ele esteve no excelente Garota Exemplar, e foi um dos pontos altos de Batman vs Superman, mas também esteve no atroz Aposta Máxima e no chatíssimo Amor Pleno, de modo que, baseado no eletrocardiograma dos filmes recentes do Affleck ator, eu tinha minhas dúvidas quanto a esse O Contador.
O filme dirigido pelo irregular Gavin O'Connor (de Guerreiro e Força Policial) parecia, em sua sinopse, uma mistura de Rain Man com Busca Implacável, e eu francamente não consigo pensar em nada mais discrepante...
Na trama, após um tenso flashback revivendo um tiroteio em um bar da máfia, conhecemos o contador Christian Wolff (Affleck).
Através de flashbacks sabemos que Christian foi diagnosticado autista na infância, e sua família procurou por especialistas capazes de ajudá-lo por algum tempo, mas eventualmente seu pai, um coronel do exército, resolveu que deveria tentar prepará-lo para o mundo real, e não deixá-lo em um ambiente amigável e controlado.
O Wolff adulto tem um pequeno escritório de contabilidade num centro comercial em Illynois ajudando fazendeiros a se manter nos negócios usando todos os artifícios possíveis para ajudá-los a deduzir impostos daqui e dali.
Mas isso é apenas uma fachada.
Na verdade Wolff trabalha para alguns dos mais perigosos clientes do mundo. Cartéis de drogas, traficantes de armas, mafiosos... Criminosos endinheirados incapazes de procurar por um contador certificado comum para fazer a auditoria forense de seus livros-caixa.
Enquanto crescia, Christian viajou pelo mundo com sua família, pulando de uma base militar para a próxima seguindo a carreira de seu pai, e treinando artes marciais, tiro, e qualquer tipo de prodígio físico que garantisse que ele estivesse preparado se alguém tentasse tirar vantagem dele.
Christian trabalha de maneira discreta, mas seus clientes são notórios de modo que logo sabemos que o cabeça do departamento de investigações do Tesouro Federal, Raymond King (J. K. Simmons), está procurando pelo misterioso contador que trabalha com os clientes mais tenebrosos da Terra.
Para encontrar o contador, King chama uma de suas melhores analistas, Marybeth Medina (Cynthia Addai-Robinson), que imediatamente começa a cavar em busca da verdade por trás desse analista financeiro com dezenas de identidades.
Com essa investigação em curso, Christian é aconselhado por sua assistente a pegar um grande cliente legítimo para esfriar as coisas.
Isso o leva à empresa de tenologia Living Robotics, que trabalha com próteses mecânicas de última geração.
A empresa, chefiada por Lamar Black (John Lithgow), precisa de auditoria após a contadora da companhia, Dana Cummings (Anna Kendrick), ter encontrado algumas discrepâncias nas finanças.
Não demora para Christian descobrir que 61 milhões de dólares foram desviados dos rendimentos da Living Robotics, mas antes que consiga descobrir quem está pegando o dinheiro, entra em cena o mercenário Braxton (Jon Bernthal), que junto com uma equipe de assassinos de aluguel começa a apagar os rastros dos desvios da Living Robotics matando todas as pessoas que sabem dos desvios, uma lista que também inclui Dana, e Christian.
E embora ele pudesse simplesmente entrar em seu trailer e partir para uma vida nova com um novo nome, Wolff se vê incapaz de abandonar Dana para morrer, dando início a uma brutal escalada de violência para descobrir o responsável pela fraude e pelos assassinatos, obrigando o Contador a usar toda a extensão de suas habilidades.
Sabe o que é mais estranho do que misturar Busca Implacável e Rain Man?
É fazer isso funcionar.
E ainda que tenha vários defeitos, O Contador funciona muito bem.
O longa tem a qualidade bruta dos filmes de O'Connor, que sempre transita bem nas sequências mais violentas, mas também sucede nos momentos em que mostra a rotina metódica e controlada de Christian, além dos frequentes flashbacks que nos dão um pouco mais de profundidade no background do protagonista.
Não me entenda errado, O Contador não é o melhor filme do ano, nem uma grande obra cinematográfica, mas é um filme de ação competente que tenta ser mais do que pancadaria e tiros.
Ajuda ter um elenco acima da média apoiando Affleck.
Anna Kendrick enche uma personagem que poderia ser vazia e chata com uma fofura hiperativa que é toda dela, J. K. Simmons é ótimo, e parece já estar praticando seu comissário Gordon, Jon Bernthal escapa do papel recorrente de caipira grosseiro, e ainda tempos participações de John Lithgow e de Jeffrey Tambor, todos atores acima da média.
Claro, Affleck é o centro do filme em um papel que não demanda nenhuma expressão facial e um tom de voz monocórdico, mas ele se esforça para parecer humano em sua atuação, e convence nas cenas de ação.
O roteiro de Bill Dubuque é coeso, e, no final, cheio de reviravoltas dos quais ao menos uma funciona muito bem.
Em tempos onde os filmes de ação são apenas pancadaria e pirotecnia, o simples fato de O Contador tentar ir além disso já o torna um filme digno de nota, mas ao fazê-lo tentando encontrar espaço para um drama familiar, um pseudo-romance tratado com delicadeza, e uma mensagem positiva sobre uma condição que afeta mais de 150 mil pessoas por ano só no Brasil, e de forma divertida, envolvente e por vezes surpreendente, já garante seu lugar ao sol.
Ótimo thriller, obrigatório para os fãs de ação.
"Você é diferente. E mais cedo ou mais tarde as pessoas temem o diferente."
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Resenha Série: Luke Cage Temporada 1: Episódio 11: Now You're Mine
Atenção, pode haver spoilers!
O episódio 10 de Luke Cage terminou em um violento tiroteio no Harlem's Paradise, com Misty sendo atingida após confrontar Willis Striker, e precisando ser salva por Luke, que se viu ilhado atrás de um balcão enquanto toda a gangue do Cascavel esvaziava suas armas nele.
O episódio 11, Now You're Mine retoma daí. Luke tentando proteger uma ferida Misty Knight com toda a bandidagem entre eles e a saída.
Se a situação de Luke já não é complicada o suficiente, a polícia cerca o clube, com dezenas de policiais ansiosos por pegar Cage após os ataques incriminadores de Cascavel, colocando em risco absoluto a já fragilizada paz no Harlem.
A partir do tiroteio no Harlem's Paradise a coisa escala para o que talvez seja o episódio mais movimentado de Luke Cage na temporada.
Uma tensa hora de aventura, onde Luke precisa, com a ajuda de Claire, salvar Misty antes que Cascavel e seus asseclas os encontrem e matem a policial, e antes que Mariah Dillard convença a prefeitura de Nova York a usar a Judas 2.0 contra o herói, num capítulo recheado de referências aos quadrinhos e à cultura pop, que vão desde a primeira vez que Claire é referida como "Enfermeira Noturna", até o momento em que Shades encarna Arnold e pergunta a Cascavel "What you talkin' about, Willis?".
Finalmente os personagens parecem ter tomado tendência, e vemos todos trabalhando juntos em um mesmo lugar. Tanto heróis quanto vilões, à exceção de Mariah Dillard, que é referida mas não aparece no episódio.
Isso permite que o núcleo de mocinhos formado por Luke, Misty e Claire finalmente trabalhe junto contra Cascavel, que resolve arriscar toda a sua operação atirando em policiais, mantendo reféns e explodindo granadas para apanhar Cage a qualquer custo.
Striker finalmente conta sua história de vida e revela a razão pela qual deseja tão ardentemente destruir a vida de Luke:
Os dois cresceram juntos e na adolescência, após roubarem um carro para dar umas voltas, foram presos.
Luke se livrou da prisão graças ao seu pai, mas Willis, filho ilegítimo do mesmo homem, foi para o reformatório.
Lá, após ser atacado, esfaqueou outro interno e acabou sendo enviado para a prisão, e não pôde estar ao lado de sua mãe quando ela morreu de câncer (Aqui cabe um parentese, eu entendo o ressentimento de Willis para com Luke, mas o ódio de Cascavel não deveria ser contra seu pai, o reverendo Lucas? Enfim...), incendiando o ódio perene de Stryker.
Quem também tem um momento de clareza é Misty, que finalmente confirma que Luke não é culpado de nenhum dos crimes pelos quais está sendo incriminado (Aliás, incriminar Luke Cage virou modalidade olímpica na série. Ele foi incriminado para ser preso em Seagate, incriminado por Mariah na morte de Boca de Algodão, incriminado na morte do policial e agora incriminado pelo tiroteio e situação com reféns em Harlem's Paradise), e enquato a detetive promete que vai fazer o possível para limpar seu nome, a chefe Ridley parece mais propensa a acreditar que há algo estranho em toda a situação.
Encerrando o episódio de maneira sombria, com Luke sendo encarcerado e Misty prestes a perder o braço (alguém falou em um braço protético da Stark Enterprises?), Luke Cage segue seu caminho rumo ao final da temporada resolvendo algumas situações e complicando violentamente outras tantas, como a aparente inundação do mercado de armas com as balas Judas 2.0, tornando a pele impenetrável de Cage cada vez mais irrelevante, e faltando dois episódios para o fim do ano um, fica a espera para ver se o programa conseguirá amarrar todas as pontas soltas e entregar um season finale competente.
"Você e a sua família são problemáticos..."
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O trailer de Logan
Depois de X-Men Origens: Wolverine e Wolverine: Imortal, fica até difícil de acreditar em qualquer coisa envolvendo o carcaju canadense em aventuras solo vindo da Fox, mas, rapaz... Que baita trailer é esse?
Dirigido por James Mangold, mesmo de Wolverine: Imortal, Logan estréia em março do ano que vem e deve ser o último filme de Hugh Jackman no papel que o lançou ao estrelato.
O longa deve se passar em 2024, os mutantes estão praticamente extintos, e Logan, com seu fator de cura falhando, cuida do professor Xavier, que sofre de uma crescente demência senil após a perda dos X-Men.
Dirigido por James Mangold, mesmo de Wolverine: Imortal, Logan estréia em março do ano que vem e deve ser o último filme de Hugh Jackman no papel que o lançou ao estrelato.
O longa deve se passar em 2024, os mutantes estão praticamente extintos, e Logan, com seu fator de cura falhando, cuida do professor Xavier, que sofre de uma crescente demência senil após a perda dos X-Men.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
O teaser de Guardiões da Galáxia: Vol. 2
E paulatinamente foi divulgado o primeiro teaser de Guardiões da Galáxia volume 2, sequência direta do inesperado sucesso de 2014.
Ao som da já antológica Hooked On A Feeling, de Blue Swede o grupo de super-heróis mais improvável da Marvel adverte:
A Galáxia não vai se salvar sozinha.
A prévia curtinha, de pouco menos de um minuto e meio mostra Drax, Yondu, Peter Quill, Gamora, Nebula além de Rocket e um vislumbre de Baby Groot.
Confira.
Retornam o diretor James Gunn e a imensa maioria do elenco original que conta Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Michael Rooker, Karen Gillian, mais Vin Diesel como a voz de Groot, e Bradley Cooper como a voz de Rocket, a eles se juntam Kurt Russel, Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, e outros.
Guardiões da Galáxia Volume 2 estréia em maio de 2017.
Ao som da já antológica Hooked On A Feeling, de Blue Swede o grupo de super-heróis mais improvável da Marvel adverte:
A Galáxia não vai se salvar sozinha.
A prévia curtinha, de pouco menos de um minuto e meio mostra Drax, Yondu, Peter Quill, Gamora, Nebula além de Rocket e um vislumbre de Baby Groot.
Confira.
Retornam o diretor James Gunn e a imensa maioria do elenco original que conta Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Michael Rooker, Karen Gillian, mais Vin Diesel como a voz de Groot, e Bradley Cooper como a voz de Rocket, a eles se juntam Kurt Russel, Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, e outros.
Guardiões da Galáxia Volume 2 estréia em maio de 2017.
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