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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Resenha DVD: A Culpa é das Estrelas


Foi uma semana de encolher as gônadas.
Sábado assisti Se Eu Ficar, e ontem, A Culpa é das Estrelas... Poderia ser um experimento científico visando descobrir quantas histórias de adolescentes moribundas um heterossexual convicto consegue assistir antes de começar a guardar meio nutry pra mais tarde e beber caipifruta na balada, mas não... Foi mera coincidência.
E, a verdade, é que em se tratando dos filmes enquanto filmes, eu achei A Culpa é das Estrelas mais competente do que Se Eu Ficar...
Na história conhecemos Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley), uma adolescente de dezesseis anos que sofre de câncer nível 4 na tireoide com metástase se formando nos pulmões, mas, graças a um tratamento experimental que funciona em uma pequena parcela de pacientes, foi capaz de sobreviver, e seguir sua vida com algumas limitações, sendo a principal delas, a baixa capacidade pulmonar que a força a andar carregando um tanque de oxigênio onde quer que vá.
A pedido de seus pais, Frannie e Michael (Laura Dern e Sam Trammell), que a julgam deprimida, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio a doentes de câncer. É lá que conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), jovem nerd de dezoito anos sobrevivente de um câncer que lhe custou parte da perna, e que, imediatamente, começa a arrastar a asa para cima dela.
Inicialmente reticente com a ideia, Hazel acaba cedendo à insistência do moleque, e eles se tornam bons amigos, ainda que Augustus queira mais.
Conforme passam os dias trocando preferências, jogando videogame, lendo livros e assistindo filmes, Augustus começa a encontrar o caminho ao coração de Hazel, que continua resistindo a medida em que teme o que sua morte vá causar nas pessoas próximas, de modo que o amor inevitavelmente floresce entre os dois pombinhos, mesmo à sombra da doença.
Vou confessar que eu gostei.
O diretor Josh Boone (de Ligados Pelo Amor, que eu não vi...) trabalha bem com o roteiro de Scott Neustadter e Michael Webber adaptando o livro de John Green, equilibrando o romance e o drama inevitáveis com um lado mais leve e cômico que cai muito bem pra equilibrar o dramalhão.
O elenco é ótimo, Shailene Woodley é ótima, e uma gracinha com aqueles olhões castanho-esverdeados, Ansel Elgort tira de letra o moleque que transpira segurança apesar de, no fundo, também ter seus temores, Laura Dern e Sam Trammell mandam bem como os pais de Hazel, com mais destaque para a primeira, que tem mais espaço para trabalhar. Ainda vale destacar Nat Wolff, como o impagável Isaac, amigo de Gus, Willem Dafoe, como o escritor Peter Van Houten, e Lotte Verbeek, como a assistente de Van Houten, Lidewij, que não tem lá um papel muito expressivo mas é muito, muito linda...
No final das contas, A Culpa é das Estrelas funciona ao conseguir equilibrar o drama obviamente feito pra causar choro com um romance adolescente honesto que aborda algumas questões indigestas com alguma leveza, o mínimo necessário pra não fazer os mais sensíveis cortarem os pulsos.
É bacana. Alugue o DVD, certamente vale os seis reais.

"-Nós provavelmente deveríamos ir dormir.
-OK.
-OK.
-OK.
-OK.
-Talvez "OK" se torne o nosso "Sempre".
-OK."

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Homem do Momento


Quando a Flávia disse pro Alfredo que queria fazer um lance diferente naquela noite, ele já estava soltando fogos de artifício achando que ela iria querer usar uma lingerie diferente, transar de salto alto, ou, quem sabe, ver um pornozinho antes de deitar, mas, quando ela disse que estava a fim de tentar uma sessão de sexo a três com eles dois e mais a Jussara, do trabalho, ele ficou perplexo.
Não no mau sentido. Oh, não... Longe disso.
O Alfredo ficou perplexo, mas de exultação. Ele flutuou, ficou encantado. Mesmo sem conhecer a Jussara, do trabalho, sem saber se ela estava mais pra Xuxa ou pra Marlene Mattos, ele estava felicíssimo com a ideia de ter, não uma, mas duas mulheres na cama consigo.
Ele nem raciocinou, mas já sabia que, na pior das hipóteses, ele veria uma fantasia lésbica ao vivo, in loco, e participando nem que fosse dizendo baixaria enquanto assistia e passava a mão, senão na Jussara, do trabalho, na Flávia, com quem ele já tinha bastante intimidade.
O Alfredo não racionalizou as coisas, não procurou pelo em ovo. Não ficou pensando que a Flávia, que nunca tivera nenhum relance de homossexualidade, de repente querer mais uma mulher no quarto com eles, podia ser sinal de que ela sentia falta de alguma coisa.
Ele não ficou imaginando que aquela extravagância sexual poderia culminar com a destruição do relacionamento dos dois, que bastaria um toque ou um suspiro diferente dele enquanto estivesse engajado com a Jussara, do trabalho, e a Flávia poderia desmoronar em lágrimas e toda a relação dos dois colapsaria ante o peso inenarrável da luxúria.
O Alfredo nem mesmo se preocupou que, aceitar de maneira tão alegre aquele ménage feminino, poderia colocá-lo em posição de, no futuro, ter que aceitar um mènage masculino, com, sei lá, o Torquato, do trabalho. Não... O Alfredo não pensou em nada disso. Toda a sua energia, daquele momento em diante, estava direcionada em imaginar elaborados cenários sensuais envolvendo a Flávia e um vasto catálogo de mulheres imaginárias que iam da Megan Fox à Wilza Carla, e se preparar para aproveitar todos e cada um desses cenários, aclimatar-se a eles, para que, na hora da verdade, ele pudesse usufruir o momento sem decepção.
O Alfredo era assim. Inconsequente.
Sempre fora. Era homem de momento. De aproveitar as oportunidades que se apresentassem fossem quais fossem, e sem se preocupar com o que viria depois.
Funcionava pra ele.
O Alfredo raramente, pra não dizer nunca, se decepcionava com nada. Estava sempre curtindo sem racionalizar, mastigar, esmiuçar cada segudo da vida e cada evento, por ínfimo que fosse.
...Que inveja do Alfredo...

Rapidinhas do Capita


E a crise pegou, a Universal abriu o cofre e estaria em tratativas adiantadas para que Matt Damon e Paul Greengrass retornem à série Bourne, coisa que os dois haviam dito que não voltariam a fazer...
Segundo o site Deadline os dois estão desde agosto em negociações com o estúdio para produzir o longa que estrearia na metade de 2016, data originalmente reservada à sequência de O Legado Bourne, série derivada com Jeremy Renner no papel principal.

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O Retorno de Damon e Greengrass não acabaria, no entanto, com as aventuras de Aaron Cross na franquia co-irmã que teve uma recepção morna da crítica e do público nas bilheterias, que segue em produção. Na verdade, já havia sido aventado que, na eventualidade do retorno de Damon, Bourne e Cross poderiam co-estrelar uma aventura conjunta, numa ideia bastante boba.
O próximo filme centrado em Cross será dirigido por Justin Lin, da série Velozes & Furiosos.

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A série Bourne, uma das melhores franquias de ação do novo milênio, é baseada nos livros de Robert Ludlum em uma série literária iniciada em 1980 com A Identidade Bourne, que virou telefilme em 1988, estrelado por Richard Chamberlain.
Em 2002, o mesmo livro se tornou filme nos cinemas estrelado por Matt Damon e dirigido por Doug Liman. Nos dois filmes subsequentes estrelados por Damon, Liman foi produtor, cedendo a cadeira de diretor a Paul Greengrass, que aumentou exponencialmente a qualidade dos filmes.
O quarto filme da franquia, O Legado Bourne, foi dirigido por Tony Gilroy, roteirista dos três filmes originais.

sábado, 13 de setembro de 2014

Resenha Cinema: Se Eu Ficar


OK... Vou confessar pra todos os dois ou três leitores do blog... Eu só fui ver Se Eu Ficar por causa da Chlöe Grace Moretz.
Sério... Se o filme fosse estrelado por qualquer outra cocota púbere, eu muito provavelmente o teria ignorado solenemente como fiz com A Culpa É das Estrelas, ou aquele outro filme de adolescente moribunda com a Dakota Fanning... Talvez acabasse assistindo na TV a cabo em alguma noite insone, mas essa seria a máxima deferência que o filme receberia de mim, fosse ele estrelado por qualquer "9inha" além da Hit-Girl.
O lance é que, das jovens atrizes dessa faixa etária, eu ainda estou decidindo de a melhor é Abigail Breslin, a eterna Pequena Miss Sunshine, ou Chlöe Grace, e se ainda não fui capaz de estabelecer juízo definitivo a respeito de qual é minha atriz adolescente preferida, devo dizer que acho que a carreira da jovem senhorita Moretz, ao menos parece melhor encaminhada, já que, mesmo seus projetos mau-escolhidos, como o remake de Carrie - A Estranha, lhe dão a possibilidade de ser protagonista e tentar coisas novas.
Em Se Eu Ficar, Chlöe certamente é a protagonista.
Na trama conhecemos a jovem Mia Hall (Moretz), uma garota-prodígio e violoncelista de mão cheia que surgiu e floresceu feito um fungo alimentado com música clássica à sombra dos pais roqueiros.
Apesar de se sentir, nas próprias palavras, uma marciana no seu antro familiar, que ainda inclui o irmão mais novo Teddy (Jakob Davies), Mia ama e é amada pelo ex-baterista de banda punk Danny (Joshua Leonard) e pela ex-roqueira porra-louca Kat (Mireille Enos).
Enquanto aguarda a resposta da conceituada escola de música Juilliard à sua audição de ingresso, em uma manhã de nevasca que se torna um feriado Mia e sua família decidem ir à casa de amigos, mas no caminho sofrem um gravíssimo acidente que altera absolutamente tudo em um piscar de olhos.
Presa entre a vida e a morte, Mia precisa decidir se vai lutar para se agarrar à uma vida que pode não ter absolutamente nada a ver com a realidade à qual ela se habituou, ou se desiste, e abraça o fim.
Enquanto toma essa decisão definitiva, Mia passa um dia relembrando os momentos mais marcantes de sua vida, sua relação com sua família, com o namorado roqueiro Adam (Jamie Blackley), com a melhor amiga Kim (Liana Liberato, conseguindo não ser uma melhor amiga imbecil, o que é uma tremenda vitória pessoal nesse tipo de filme), e com a música, sua verdadeira paixão.
Nota-se em quase todo o filme a vontade pétrea do diretor R. J. Cutler em seu primeiro longa metragem de ficção para o cinema, de tentar fazer de Se Eu Ficar mais do que o drama aborrescente típico sem fugir da estrutura narrativa do livro de Gayle Forman, com suas idas e vindas no tempo, e, por esse lado, o roteiro de Shauna Cross é bem sucedido, embora toda a "prisão etérea" da comatosa Mia seja um pouco bobinha quando a gente vê a gatinha andando descalça pra lá e pra cá por dentro do hospital sendo ignorada por todos...
Entre as coisas que funcionam, o típico romance adolescente de Mia e Adam tem química, nada que justifique o alarde, porém. Muito mais bacanas são os pais roqueiros de Mia, Danny, o baterista que virou professor de inglês e Kat, a agente de viagens meio-período super-mãe pé no chão em tempo integral ruleiam. São o tipo de pais que não existem, que conseguiram amadurecer sem perder o senso de cool, outro destaque é o avô interpretado por um surpreendentemente doce Stacy Keatch, dono do momento que mais se aproximou de me arrancar lágrimas durante a sessão.
Se Eu Ficar, porém, não é a experiência que poderia ter sido. Não é um divisor de águas para os dramas adolescentes ou para os dramas de além-vida, não é o melhor trabalho da carreira de Chlöe Grace Moretz, se apega em demasia àquela mensagem fajuta de que o amor supera à tudo, e ainda tem alguns clichês bem chatões como a grande luz branca no fim do túnel...
Longe de ser mau filme, não vale a visita ao cinema se a tua idade mental for maior do que 16 anos, se for o caso, espere o DVD.

"-Ela não devia ter medo de andar com esses caras. Eles são nós.
-Exatamente."

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resenha Cinema: Anjos da Lei 2


Foi em maio de 2012 que eu escrevi nesse mesmo espaço que a versão comédia de Anjos da Lei, série que transformou Johnny Depp em ídolo adolescente, havia funcionado muito bem pra mim. O roteiro de Michael Bacall e de Jonah Hill colocava Hill como Schmidt ao lado de Jenko (Channing Tatum), dois jovens policiais que se uniam ao programa Jump Street, onde tiras com a capacidade (discutível) de se passar por adolescentes eram infiltrados em escolas para realizar investigações que policiais comuns não poderiam fazer.
Era uma longa piada de 109 minutos dirigida por Chris Miller e Phil Lord que brincava com todos os clichês de filmes policiais de maneira grosseira, excessiva e divertida, e, tanto deu certo, que pouco mais de dois anos depois, aqui estamos para falar de Anjos da Lei 2.
Na trama, novamente escrita por Bacall e Hill e dirigida por Lord e Miller, Jenko e Schmidt continuam investigando crimes como tiras disfarçados. Após deixarem um famoso contrabandista conhecido como Fantasma (Peter Stormare) escapar, Schmidt e Jenko são chamados para se reunir ao grupo da rua Jump, que infelizmente foi forçado a se mudar da Igreja do Jesus coreano no número 21, e passar para o outro lado da rua, na igreja do Jesus vietnamita, convenientemente no número 22.
Lá, os dois recebem do capitão Dickson (Ice Cube reprisando o papel e tão engraçado quanto antes) a missão de se infiltrar na universidade, onde uma nova droga chamada WhyFhy causou uma morte e pode inundar universidades do país inteiro se não for contida de imediato (numa trama que é, como frequentemente lembram os personagens, exatamente igual à do primeiro filme).
Schmidt e Jenko recebem, inclusive, os mesmos disfarces do primeiro longa, e encarnam novamente irmãos conforme se infiltram na faculdade para tentar descobrir a origem da nova droga e cortar o mal pela raiz.
Mas, conforme se aprofundam no mundo universitário, com Jenko encontrando seu melhor amigo ideal no quarter back Zook (Wyatt Russell), e Schmidt se aproximando da jovem estudante de arte Maya (Amber Stevens), os amigos podem acabar vendo essa como a última investigação que farão juntos...
É hilário. Bastante superior ao primeiro filme, essa continuação tem uma qualidade bem explorada de se reconhecer como um filme (piadas recorrentes sobre continuações piores que a primeira parte, orçamentos, sem contar a insistência com o fato de que a trama é absolutamente idêntica à do filme original) que é muito bacana, embora não seja o ponto mais alto do filme.
A grande graça de Anjos da Lei 2 é o bromance anabolizado de Schmidt e Jenko, que excede todos os limites conhecidos do homoerotismo dos buddy cops e filmes de ação em geral, numa versão descarada e mais afetada da relação Holmes Watson dos filmes de Guy Ritchie, com os parceiros trocando declarações de amor, discutindo a relação e até fazendo terapia de casal quando Jenko e Zook começam a se dar bem demais preocupando Schmidt, que é claramente a "mulher do casal" (Ele chega, até mesmo, a fazer o caminho do dormitório de Maya até o seu próprio carregando os tênis como se fossem saltos altos após uma noite de sexo que termina com ela dizendo que não quer nada sério), numa série de sacadas e piadas que deixam a gente em dúvida se o filme é absolutamente desprovido de preconceitos, ou preconceituoso pra danar de maneira velada. Não que faça diferença, o humor de Anjos da Lei 2 é desencanado demais pra alguém realmente se ofender com as zoações por mais grosseiras que possam ser, além disso, assume os próprios absurdos e os integra à trama (A colega de quarto de Maya frequentemente lembra Hill de que ele é velho demais para a faculdade, e um outro personagem chega a dizer que ele tem pés-de-galinha nos olhos).
Nessa toada, Miller e Lord fazem um Buddy Cop movie descontraído e desconstrutivista na medida, sem afetações ou pretensões, mas ciente das próprias idiossincrasias, e rindo à valer de todas elas.
Que mais se pode exigir de uma comédia porra-louca?
Assista, vale a pena, os créditos de encerramento são hilários, e tem uma ceninha extra no final.

"-Fiquei sabendo que tem WhyPhy em toda a faculdade, 24 horas por dia!
-...Mas é WhyPhy ou wi-fi?
-... Puta merda, você é uma porra de um gênio."

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Quadrinhos: Demolidor 5


Há mazelas e benesses no formato escolhido pela Panini para a publicação de Demolidor no Brasil.
A benesse é que o formato trimestral permite ao leitor ter um gibi com uma boa quantidade de histórias, acabamento mais caprichado que o dos quadrinhos mensais, e acaba economizando uma grana já que lê histórias apenas do personagem título, sem os quase obrigatórios mixes das revistas que pingam todo o mês nas bancas.
A mazela óbvia é ter que esperar três meses entre uma edição e outra, ou mais, dependendo do estado onde mora.
A mazela em questão é depoimento definitivo em favor da série Demolidor, escrita por Mark Waid e que eu não me canso de elogiar feito um fanboy histérico após cada edição.
É inevitável. Enquanto folhar as páginas de qualquer série mensal tanto da Marvel quanto da DC é um exercício de paciência e desapego (nenhum quadrinhos de hoje me lembra sequer vagamente dos grandes gibis que eu já li no passado, de modo que não reconheço mais os personagens como "meus heróis".), ler Demolidor é uma experiência saborosa e prazerosa que é degustada com voracidade à medida em que o hiato de três meses entre uma e outra nos deixa à beira de uma crise de abstinência.
Demolidor 5 começa de onde a última edição parou. Matt se recupera da brutal surra que levou de Ikari, e com Foggy no hospital, precisa se dividir entre os cuidados ao amigo e o pânico com a promessa de morte iminente feita pelo seu misterioso algoz. Essa dupla jornada não faz nenhum bem ao diabo da guarda de Hell's Kitchen, que se vê, de nodo, à beira de um ataque de nervos.
Na história seguinte, Esmurrando o Câncer, Foggy Nelson é levado à ala do câncer infantil do hospital Memorial Sloan-Kettering para interagir brevemente com as crianças doentes, todas ansiosas por ouvir histórias do sujeito que que já trabalhou ao lado do Quarteto Fantástico, Namor e outros super-heróis, pelo menos até a chegada do Homem de Ferro.
Essa breve visita ajuda Foggy a encarar sua doença com um pouco mais de leveza e otimismo.
A terceira história mostra o confronto do Demolidor com seu inimigo oculto. Com sua identidade revelada o vilão obriga Matt a enfrentar Ikari em um duelo que pode acabar muito mal para o homem sem medo.
A história a seguir mostra Matt Murdock recebendo a visita de Nate Hackett, um "amigo de infância".
Nate, um dos valentões que atormentavam o pequeno Matt na escola agora deseja ser representado pelo advogado em um caso de prisão indevida. Ainda que cheio de rancor quanto a Nate, Matt acaba aceitando preparar sua defesa, mas as coisas não vão conforme o esperado no tribunal quando os Filhos da Serpente entram em cena.
Na sequência, Matt precisa garantir a sobrevivência de Nate enquanto tenta descobrir até onde se estende o controle do grupo racista nas instituições de Nova York.
A seguir, enquanto tenta se habituar à sua nova parceira de escritório, Matt recebe a visita de um estranhíssimo cliente em potencial que faz com que seu caminho se cruze com o de Norrin Raad, o ex-arauto de Galactus conhecido como Surfista Prateado.
Todas essas histórias, compilam as edições 26 a 30 da série Daredevil, e têm roteiros de Mark Waid e arte de Chris Samnee e Javier Rodriguez.
Completando o volume há um par de histórias de Demolidor Preto & Branco. A primeira se chama Segunda Vista, e mostra Matt Murdock considerando a possibilidade de fazer um tratamento experimental que poderia lhe devolver a visão. O roteiro é de Peter Milligan e a arte de Jason Latour.
Na seguinte, não tão inspirada, descobrimos como Wilson Fisk, o Rei do Crime, lida com seus segredos.
Em suma:
Baita edição do melhor quadrinho mainstream em série publicado no Brasil hoje, R$18,90, 148 páginas, capa cartão e papel WTC no miolo, vale DEMAIS a pena.

"-(...)Algo que não faço desde criança... Ele pisca de medo."

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eu Explico, Rafael Moura


Rafael Moura, centroavante do Internacional, divulgou ontem uma longa nota à imprensa.
O atacante disse em seu elaborado texto, que entende o descontentamento da torcida, que ninguém no grupo do Internacional está satisfeito com os últimos reveses do time no brasileirão, mas que não é capaz de compreender as vaias do torcedor ainda durante o andamento da partida, dizendo que as vaias prejudicam os jogadores mais jovens, e que não sabe porque é vaiado antes do encerramento do jogo quando é o quinto maior artilheiro do futebol brasileiro entre os 20 clubes da série A.
Bom...
Deixa eu te explicar umas coisas, Rafael Moura... A torcida vaia, tu especificamente, não o time, ainda durante a partida, que é pra averiguar qual o limite da inexplicável paixão do técnico Abel Braga por ti.
A torcida vaia a plenos pulmões com a bola rolando, que é pra deixar bem claro pra ti e para o treinador do Inter, que não existe ninguém (além do Abel, aparentemente) satisfeito com o teu desempenho e a manutenção do teu lugar cativo no comando de ataque do Inter, um setor do time que, diga-se de passagem, anda igual a Zona Fantasma, dada a forma como suga todas as (raras) jogadas e as faz desaparecer.
A torcida não vai vaiar depois da partida, quando todos se evadem rapidamente do campo de jogo para a segurança do vestiário, porque essa vaia é inócua, não encontra o ouvido daqueles a quem é direcionada, no caso jogadores e comissão técnica.
Quanto a vaia prejudicar os jogadores mais jovens, até concordo. Jogador inexperiente provavelmente sente mais do que o milionário de "psicológico forte" que não se abala de perder gol sem goleiro, por sorte, as oportunidades que a atual comissão técnica dá aos jogadores da base são raras, e enquanto a nação colorada uivava para o teu desempenho de peladeiro como se este fosse a lua gigante de Cosmo Castorini, não havia nem sequer um único jovem atleta da base Colorada em campo, então, não há com o que se preocupar.
Quanto ao fato de tu ser o "quinto maior artilheiro do futebol brasileiro entre os 20 clubes da série A", vou te dizer que essas distorções estatísticas que volta e meia saem ou da tua cabeça ou da cabeça da tua assessoria de imprensa não aliviam teu lado. Muito antes pelo contrário, se tu fosse humilde e simplesmente assumisse que não está jogando nem bolinha de gude e prometesse esforço e comprometimento, talvez desse pra aliviar.
Mas quando o cara surge com um pedaço de papel recheado de delírios matemáticos onde soma gols marcados no gauchão e na Copa do Brasil e divide por minutos jogados no brasileirão para criar uma média que, mesmo generosa é risível, dá um pouco de nojo.
Espero que essa breve explanação explique o porquê das vaias, Rafael Moura.
Mas não se preocupe. Tu, apesar de ser o alvo das vaias e aparentemente ser o sujeito que se abala com elas, não é o alvo principal do descontentamento da massa alvirrubra, esse é o imbecil, inepto, acéfalo, demente, lesado que pagou quatro milhões de euros pelo teu passe, e te paga mais de 400 mil reais mensais num contrato de quatro anos.