Bem vindos a casa do Capita. O pequeno lar virtual de um nerd à moda antiga onde se fala de cinema, de quadrinhos, literatura, videogames, RPG (E não me refiro a reeducação postural geral.) e até de coisas que não importam nem um pouco. Aproveite o passeio.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
E Tem Outra Coisa...
-E então? - Emerson perguntou ao Gerson. -Como estão as coisas?
-Tudo na mesma... - Respondeu Gerson, sem se aprofundar.
-Na boa? - Quis saber Emerson.
-Na boa. - Disse Gerson, dando de ombros.
Emerson, porém, não pareceu convencido:
-Sério?
-Sério. - Reafirmou Gerson, sem muita convicção.
-Então... Tu não sente falta dela? - Perguntou Emerson, mandando a sutileza lá pra casa do Capita.
Gerson ergueu os olhos, os baixou de novo e respondeu num suspiro:
-Claro que sinto.
-E ainda assim, tá na boa? - Perguntou Emerson, sorrindo sarcástico.
Gerson suspirou de novo:
-É como ler E Tem Outra Coisa..., tá ligado?
-Não...
-E Tem Outra Coisa é o sexto livro da trilogia d'O Guia do Mochileiro da Galáxia. Foi escrito depois da morte do Douglas Adams por um escritor chamado Eoin Colfer...
-Hã... - Aquiesceu sem muita certeza o Emerson. -E daí?
-E daí - Continuou Gerson. -Que é bacana. Tem seus momentos engraçados, diverte... Mas não é a mesma coisa.
Emerson ficou em silêncio, mas balançou a cabeça em sinal de que entendia.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Pontos de Vista
O Fabiano estava distraído diante do freezer dos sorvetes no corredor dos congelados do super-mercado. Não conseguia se decidir se estava em dúvida sobre qual sorvete escolher, entre um sabor novo de floresta negra e o sorbet de limão que comprava sempre, ou se estava apenas aproveitando o ar glacial que saia de dentro do aparelho naquela tarde escaldante de primavera quando os termômetros marcavam mais de 35 graus centígrados na rua, e as calçadas poderiam ser usadas como frigideira.
Resolveu que precisava fechar a porta do freezer e ir cuidar da vida. Não queria, afinal de contas, ser arrastado pra fora do mercado por um segurança após meia hora derretendo os sorvetes da loja.
Apanhou o sorbet, jogou dentro do cestinho, e virou sobre os calcanhares.
Deu de cara com uma moça alta, cabelo castanho claro cortado estilo chanel, ombros largos, quase largos demais, mas apenas quase.
Era bonita à seu modo. Uma beleza não óbvia.
O nariz fosse dois milímetros mais longos, e ela seria nariguda. o queixo meio centímetro mais comprido, queixuda, os ombros um centímetro mais largos, a Rebeca Gusmão.
Mas ela tivera sorte, e todas essas medidas extras caíram-lhe o quadril, a deixando bastante desejável.
Ele levou uma fração de segundo pra pensar nisso, e, após essa fração de segundo, ela abriu um sorriso que o deixou absolutamente sem jeito.
-Fabiano?
Ela perguntou, sorriso aberto.
-Hã... É...
Confirmou Fabiano, sem muita certeza, não de que era o Fabiano, mas se a conhecia.
-Sou eu! - Disse ela abrindo os braços, como se isso removesse toda a névoa que cercava sua identidade. -Juliana!
-Ah... Juliana... - Disse o Fabiano, ainda sem ideia de quem era ela.
Ela jogou a cabeça pra trás, revirando os olhos num gesto de impaciência:
-Fitipaldi... - Disse. E mexeu o braço como se empurrasse um carrinho de brinquedo pelo ar fazendo "vuóóóóóóóóóóóm..." com a boca.
Ele entendeu.
Juliana Fitipaldi fora sua colega no ensino médio. Toda a vez que um professor dizia seu nome completo durante a chamada, seus colegas, Fabiano incluso, imitavam o barulho de carros de Fórmula 1.
Juliana e Fabiano jamais haviam sido próximos. Ela sentava no fundão da sala, andava com tipos a quem Fabiano desprezava de maneira veemente pela falta de compromisso com os estudos. Eram um bando de desajustados de boutique, que tinham os estudos pagos pelos pais e desdenhavam do trabalho dos professores.
Fabiano, que suava para pagar pelos próprios estudos, inclusive em trabalhos braçais, achava aquele povo do fundão abjeto. E, se eles tivessem a decência de frequentar as aulas de educação física, ele certamente teria tentado quebrar algumas pernas no tempo que estudou com eles.
Juliana Fitipaldi era algo como a musa daquela turma do fundo.
Ela própria uma filha de família abastada (embora sem nenhum parentesco com a dinastia Fittipaldi do automobilismo) que desdenhava dos professores e dos colegas mais aplicados, tinha no rosto uma expressão de diva de antigamente, como se visse o mundo como um lugar enfadonho do qual queria ir embora logo.
Sequer se dignava a rir ou reclamar da brincadeira do ruído de motores à menção de seu sobrenome, quando muito balançava a cabeça como se visse naquilo uma demonstração comezinha de reconhecimento por parte de inferiores.
Ao menos era assim que Fabiano via a coisa toda.
Estranhou.
Como já lhe passara pela cabeça, jamais fora amigo de Juliana.
Jamais fizera um trabalho com ela, jamais trocara duas palavras com ela, na verdade.
Conhecia seu nome porque ele era motivo de uma das brincadeiras escolares mais divertidas em que tomara parte, inclusive sendo elogiada por seu professor preferido como uma brincadeira saudável, divertida e bem coordenada, e também, claro, porque era difícil não perceber aquela mulherona atraente de mais de 1,80m de altura.
Mas como Juliana sabia o nome dele?
-Claro! - Disse ele, torcendo para que aquela reminiscência não tivesse durado no mundo real tanto quanto durara dentro de sua cabeça. - Juliana Fitipaldi... Tudo bem contigo?
-Tudo - Ela respondeu, dobrando o tronco e suspirando em sinal de alívio. -Fiquei com medo de tu não lembrar e eu fazer papel de idiota.
-Não, não... Imagina. Como é que eu ia esquecer da Juliana Fitipaldi... - Ele disse, tentando ser agradável. E completou:
-Vuóóóóóóm...
Ela riu.
-Que brincadeira boba... Mas eu gostava, sabe?
"Não parecia." ele pensou. Mas ao invés disso disse:
-Sim... O professor Alexandre achava bacana. Uma vez disse que a nossa turma era a preferida dele por causa das nossas brincadeiras bem coordenadas. Que nem aquela do lenço, lembra?
Alexandre, professor de História, dava aula com um lenço na mão. Suava em profusão enquanto fazia seu show diante dos alunos, de modo que, a cada duas palavras, tateava a própria testa com o lenço. Certo dia, todos os alunos apanharam pedaços de papel, e começaram a mimetizá-lo toda a vez que ele secava a testa. A brincadeira não fora ideia de Fabiano, mas de seu colega Vinícius, mas Fabiano espalhou a ideia garantindo que todos participassem da inocente pegadinha que arrancou gargalhadas do professor.
Juliana, porém, não lembrava:
-Guri, nem me lembro quem era Alexandre, imagina brincadeira de lenço...
"Isso não me surpreende.", Fabiano pensou. Mas ao invés disso falou:
-Fiquei surpreso de tu lembrar de mim...
Ela fez uma expressão de enfaro que a tornou extremamente repelente por um breve instante, mas amainou as feições quando disse:
-Ah, é... Até parece que alguma das gurias da turma iria te esquecer...
Ele, francamente não entendeu. Na verdade, entendeu o que ela havia dito, e o que queria dizer, mas não como aquela sentença e o sentido nela imbuído eram referentes a ele próprio. Externou sua confusão em busca de respostas:
-Como assim?
-Ah, tá... Até parece... Tu era o sonho de consumo de todas as gurias da turma... - Disse Juliana, dando uma piscadela.
-Eu era? - Duvidou.
-Claro, né, Fabiano. Tu era bonito, tinha umas coxas muito gostosas, tirava as melhores notas da turma, jogava bola, lutava boxe, guri sério, falava bem... Todas as gurias eram loucas por ti. A Ariana chegou a fazer aposta que ficaria contigo antes do fim do ano...
-Hã? A Ariana Dal'Acoletta? - Perguntou Fabiano, chocado. Ariana Dal'Acoletta era uma loiríssima menina de corpo mignon exceto por um avantajado par de seios que lhe valeu o nada lisonjeiro apelido de "tetas no palito". Era muito bonita de rosto, e, á despeito da desproporção de seus generosíssimos atributos mamários que a deixavam com pinta de estrela pornô e a faziam ser uma das preferidas nas fantasias dos guris, era uma moça séria.
-Sim. - Confirmou Juliana. - Ela era taradinha por ti, mas aí tu apareceu namorando aquela deusa do pré-vestibular...
Fabiano lembrava disso com certo orgulho. A deusa em questão era Helena, uma morena com todos os atributos de uma modelo de passarela. Era linda. Morena, alta, coberta de sardas, longos cabelos negros como a asa da graúna, virava pescoços por onde passava, e, por um desses acasos do destino, tinha amigos em comum com Fabiano, de quem era vizinha. Fora o namoro mais longo da vida de Fabiano. Mais de três anos...
-Sim... A Helena...
-É - Confirmou Juliana. -Até o nome da desgraçada era bonito...
Fabiano sorriu. Juliana continuou:
-Mas vai dizer que tu não sabia? As gurias tavam sempre sussurrando quando tu passava, quando tu falava...
Fabiano lembrava. Ele achava o cúmulo da falta de educação ficarem falando dele quando passava. Tinha certeza de que debochavam dele pelo fato de ser um nerd introvertido e pobre.
-Eu... Eu não percebi... - Simplificou.
-É... Olha, posso ser franca contigo? - Perguntou Juliana, pousando a mão no braço de Fabiano e deixando claro que não esperaria permissão verbal dele para ser franca efetivamente:
-Eu te achava um gato, mas te achava meio nojentão.
-Nojentão? - Ele perguntou, francamente surpreso.
-É - Ela confirmou. -Tu olhava pra todo mundo de cima... Meio condescendente. Tinha só dois ou três guris com quem tu falava, os outros tinham um pouco raiva de ti, ou inveja, sei lá... Porque, sabe, tu olhava pras gurias como se elas fossem todas uns lixos...Acho que isso também ajudou elas a gamarem, mulher gosta de ser desprezada... Ainda mais pelo galã popular... Tri high school americano, né?
Fabiano estava perplexo.
Como é que as pessoas podiam vê-lo como um "galã popular" estilo rei do baile? Ele era um nerd ensimesmado que lia gibis e ia ao cinema ver as versões remasterizadas de Star Wars... Sim, ele amava jogar futebol, ele chegou a treinar boxe por um tempo para não ser um completo clichê de nerd ensimesmado, e namorava a guria mais bonita da rua (e tinha muito orgulho disso), mas ele estava longe de ser um desses playboyzinhos engomados que se prestam ao papel de "gato da turma", sequer era bonito segundo os próprios padrões.
De fato sua disposição com relação ao mundo era defensiva, mas não superior. Fabiano apenas reagia ao que acreditava ver, e, de seus colegas, o que via era um bando de fedelhos ricos e mimados que o desprezavam.
Não disse nada. Tentava digerir o que Juliana Fitipaldi acabara de lhe dizer. Foi ela quem falou:
-E tu? Casou com a Helena?
-Não... Não. Nós terminamos quando eu ainda tava na faculdade... - Disse Fabiano, ainda concatenando as ideias.
-Entendi. Achei que à essa altura vocês iam estar casados, com três filhos lindos de cabelo pretíssimo e pele branquíssima viajando pra Europa nas férias escolares. - Ela disse, aludindo ao fato de Fabiano ser professor e Helena turismóloga.
-Não... - Ele sorriu. -Não juntos, pelo menos.
-Olha, eu tenho que ir - Ela disse. -Eu tenho três pestes pra cuidar e eles saem da aula daqui a pouco. - Se inclinou pra frente, fazendo hesitante menção de dar-lhe um abraço.
Fabiano, em outros tempo, teria estendido a mão. Acenado. Qualquer coisa para não ter contato físico com Juliana Fitipaldi e sua cara de enfaro para com o mundo. Mas haviam sido alguns minutos de descobertas. Abriu os braços e a acolheu. Ela lhe deu um beijinho em cada bochecha e se despediu dizendo "tudo de bom", e Fabiano nem sequer fez troça mental da despedida.
Olhou para o próprio cesto de compras. O sorbet de limão já devia ter começado a derreter. Abriu a porta do freezer para trocá-lo por uma embalagem que não houvesse sido exposta a tanto tempo sem refrigeração. Apanhou o pote verde de outro sorvete idêntico, mas o colocou de volta no freezer, pegando um pote de floresta negra.
Talvez, pensou, fosse melhor experimentar novos pontos de vista com mais frequência.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
O Futuro da Marvel no Cinema
E a Marvel chutou o pau da barraca e anunciou, ontem, todos os nove filmes que irão compôr a Fase 3 do estúdio no cinema.
Além dos já esperados Capitão América 3 - Guerra Civil, Guardiões da Galáxia 2 e Doutor Estranho (ainda sem oficialização do protagonista), o estúdio confirmou Thor 3 - Ragnarok, Inumanos, Capitã Marvel, além de um surpreendentemente avançado Pantera Negra, com arte conceitual maneira do uniforme e protagonista contratado:
Chadwick Boseman, de 42 - A História de Uma Lenda, viverá T'Challa, príncipe da nação fictícia de Wakanda, um império tecnológico erigido no seio da África graças à exploração do Vibranium (metal que absorve ondas de choque e que compõe a liga do escudo do Capitão América).
Doutor Estranho segue sem protagonista oficial, Benedict Cumberbatch é favorito, mas ainda não assinou contrato e as negociações seguem.
Capitã Marvel deve ter como protagonista a versão Carol Denvers da heroína, e não tem diretor ou protagonista definidos, assim como Inumanos.
Mas, talvez o grande barato do anúncio, foi a confirmação de que Vingadores 3 se chamará Infinity War, e será dividido em dois filmes numa apresentação que contou com teaser de Thanos (a ser vivido por Josh Brolin) com a Manopla do Infinito.
O calendário oficial do estúdio para os próximos anos, incluindo os filmes da fase dois que ainda não foram lançados, ficou assim:
Vingadores - A Era de Ultron - 1° de maio de 2015
Homem Formiga - 17 de julho de 2015 (Confesso que fiquei em dúvida se Homem Formiga ainda faz parte da fase dois ou é o primeiro filme da fase três...)
Capitão América: Guerra Civil - 6 de maio de 2016
Doutor Estranho - 4 de novembro de 2016
Guardiões da Galáxia 2 - 5 de Maio de 2017
Thor 3: Ragnarok - 28 de julho de 2017
Pantera Negra - 3 de novembro de 2017
Capitã Marvel - 6 de julho de 2018
Inumanos - 2 de novembro de 2018
Avengers: Infinity War - Parte I - 4 de maio de 2018
Avengers: Infinity War - Parte II - 3 de maio de 2019
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De lambuja, vamos dar uma olhada na versão espichada do trailer de Os Vingadores 2 exibida no intervalo do episódio dessa semana de Marvel's Agents of SHIELD, que inclui a cena da festinha dos heróis na torre Stark:
Confesso que gostei bem mais dessa versão do que daquela divulgada na semana passada, embora ainda ache o trailer demasiadamente semelhante à prévia do primeiro longa dos heróis mais poderosos da Terra...
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Bueno, o gordo calendário de lançamentos da Marvel deixa bem claro que o estúdio está pouco se lixando pro Universo Cinematográfico DC, que já arregou ao tirar Batman V Superman da competição direta com Capitão América 3 antes mesmo de a Marvel divulgar que o longa seria meio que Capitão América x Homem de Ferro.
Com seu caminho devidamente pavimentado, capaz de fazer sucesso com coisas como os desconhecidos Guardiões da Galáxia, achando o rumo na TV com seus agentes da SHIELD e garantindo que as vindouras séries de Demolidor, Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage se passarão todas no mesmo universo, a Casa das (más) Ideias segue firme e forte na dianteira da exploração super-heroica nas telonas.
Acenando com decisões corajosas como a retratação da Guerra Civil nas telonas, a Marvel mostra que não pretende se sentar confortavelmente em cima do status quo, e volta e meia vai dar uma sacudida nos alicerces de seu universo cinemático indo muito além dos crossovers (como Guardiões e Vingadores, já meio implícito na presença de Thanos e das joias do Infinito em Vingadores 3) no futuro próximo, no que promete ser uma leva de filmes com potencial dramático bem maior do que foi o caso na Fase 1.
Resta saber se estúdio conseguirá equilibrar os elementos dos novos filmes tão bem quanto fez em Capitão América - O Soldado Invernal, e que impacto (se algum) o lançamento dos filmes da DC terá sobre as futuras produções da Marvel.
Prepare a Pipoca.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Rapidinhas do Capita
E após flertar com Vigo Mortensen, Joaquin Phoenix e Ewan McGregor parece que a Marvel voltou lá ao início e estaria em negociações bastante avançadas para ter Benedict Cumberbatch no papel principal do longa metragem do Doutor Estranho, que vem sendo falado a bastante tempo e foi inclusive mencionado em Capitão América - O Soldado Invernal.
Nos quadrinhos Stephen Strange é um bem sucedido e arrogante neurocirurgião que sofre um grave acidente automobilístico que acaba com os movimentos de suas mãos.
Após gastar toda a sua fortuna tentando recuperar o controle de suas mãos, Strange toma conhecimento de uma ordem de místicos no Tibete, e parte para lá em busca de uma cura, mas, ao invés disso, encontra o treinamento que o tornará o Mago Supremo da Terra, defensor da humanidade contra os ataques de forças sombrias e secretas para as quais a maioria de nós é cego.
Devo dizer que, se for confirmada, e escalação de Cumberbatch perde unicamente para Phoenix na comparação com os demais cotados.
O britânico que dá voz e movimentos ao dragão Smaug e ao Necromante em O Hobbit - A Desolação de Smaug, e vive uma das melhores versões de Sherlock Holmes na badalada série Sherlock da BBC tem tudo para emplacar no papel do mais poderoso místico da Marvel, e estar em Os Vingadores 3, que, especula-se, terá o Capitão América (ou um Capitão América) liderando uma equipe de Vingadores alternativos, todos oriundos de filmes da fase 3 da Marvel, entre os quais, o Homem-Formiga de Paul Rudd, e o Doutor Estranho.
Doutor Estranho será dirigido por Scott Derrickson, com roteiro de John Spaiths, e deve chegar aos cinemas em agosto de 2016.
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E o túmulo (ou melhor, mausoléu) da família Wayne deu as caras no set de Batman v Superman - Dawn of Justice:
Batman v Superman - Dawn of Justice estréia em maio de 2016, e, além de Henry Cavill novamente interpretando Superman e Ben Affleck no papel de Batman, terá ainda Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Jason Momoa no papel de Aquaman e Ray Fisher vivendo o Ciborgue no pontapé inicial para que a DC tenha seu universo cinematográfico nos moldes do criado pela Marvel.
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Resenha Cinema: O Apocalipse
Anda difícil, mesmo para os fãs mais dedicados, defender Nicolas Cage.
O astro de filmes como Feitiço da Lua, A Outra Face, Adaptação e tantos outros grandes filmes anda numa draga tão danada que dá a impressão de estar escolhendo, de propósito, apenas filmes ruins pra fazer.
Para cada World Trade Center são dois O Sacrifício, para cada Vício Frenético, são meia dúzia de O Vidente, Perigo em Bangkok e O Pacto, para cada Joe são dois Motoqueiro Fantasma, Caça às Bruxas e Fúria Sobre Rodas, Reféns, O Pacto, O Resgate... São tantas escolhas ruins, mas muito, muito ruins, que os filmes razoáveis de Cage no caminho, como Presságio, Os Croods, Kick-Ass, Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança e Sangue na Neve são eclipsados, e ele só é lembrado pelas porcarias que faz recentemente, pois as faz em grande quantidade. Esse ano de 2014, mesmo, se encerrará com nada mais nada menos que quatro filmes estrelados por Cage, nenhum deles parecendo valer a película em que foram filmados.
Além de Fúria, The Outcast e Dying of the Light, o outro filme de Cage na temporada é esse O Apocalipse.
O Apocalipse, é uma refilmagem do Deixados para Trás original (pérola dos tele-filmes evangélicos que recheiam as tardes da TV a cabo, todos estrelados pelo astro "Newborn Christian" Kirk Cameron.), um filme religioso a respeito do Arrebatamento, o momento em que Deus, antevendo o início das atribulações que levarão ao juízo final, surrupiará da Terra as pessoas boas e inocentes, que serão levadas para o Paraíso, onde assistirão de camarote ao fim do mundo.
Na trama conhecemos o piloto comercia Rayford Steele (Cage), um homem que vive uma crise com a esposa Irene (A Lorraine McFly Lea Thompson).
Irene é uma mulher excessivamente devotada à religião, e com isso, afastou de si seu marido, e também a filha mais velha Chloe (Cassi Thomson).
No dia de seu aniversário, Rayford mente e deixa a família pois planeja passar a noite com a comissária de bordo Hattie (A lindona Nicky Whelan), e acaba descoberto por Chloe, que, desapontada e frustrada, volta para casa e discute com a mãe.
Abalada, ela vai passear com o irmão mais novo enquanto seu pai decola rumo à Inglaterra, é durante o voo e o passeio de Chloe, que um misterioso evento faz com que milhões de pessoas desapareçam instantaneamente, como se tivessem sido vaporizadas, deixando para trás suas roupas, jóias e perguntas sem resposta.
Para onde foram?
Enquanto Chloe vaga a esmo por uma cidade entregue ao desespero procurando por sua mãe e irmão, no ar, Rayford precisa lidar com o caos que se instaura quando parte dos passageiros e tripulação somem sem explicação, e os que restam exigem respostas, contando apenas com ajuda de Hattie e do repórter investigativo Buck Williams (o sumido Chad Michael Murray, de One Tree Hill).
É podre.
Meu Deus, que filme podre.
Entre o roteiro tendencioso, simplista e repleto de clichês mau utilizados, o elenco mau dirigido que se divide entre o semi-amador, o canhestro e o preguiçoso, e a mensagem absolutamente manipuladora fica até difícil achar o que é pior em O Apocalipse.
É óbvio que se esperava manipulação e clichês em um filme evangélico, mas é necessário estar com um dos hemisférios do cérebro desativado para gostar de alguma coisa em O Apocalipse.
Os personagens rasos e unidimensionais são todos estereótipos religiosos num festival de preconceito e obviedade que fica evidente na lista de "deixados pra trás" no avião de Rayford:
O homem de negócios escroto que só quer saber de lucro, a viciada, a aproveitadora, o adúltero, o apostador compulsivo, são todos escrotos e não merecedores do paraíso. A eles junta-se o incréu e o muçulmano, dois caras que parecem boa gente, mas que escolheram não acreditar em Deus, ou acreditar no Deus "errado", então, que fiquem e lidem com o fim dos tempos, e isso só na primeira classe.
Se a linha narrativa dentro do avião, encabeçada pelo protagonista já é ruim o que dizer da ação paralela estrelada pela filha do capitão Steele?
A mocinha vagante Chloe é tão irritante e despropositada que dá vontade de parar de ver o filme quando ela aparece, e a interpretação estilo peça escolar de Cassi Thomson não ajuda em nada.
O Apocalipse pega fácil o posto de fundo do poço na carreira de Nicolas Cage, que só vai conseguir ir mais fundo se estrelar a sequência que o filme sugere no final.
Veredicto?
Não assista a menos que esteja sob a mira de uma arma ou te ofereçam uma som vultuosa de dinheiro.
"Não posso deixar essas pessoas morrerem sem terem chance de reparar seus erros"
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Resenha DVD: Hércules
E quem diria, 2014 foi ano de Hércules nas telonas. Não uma, mas duas produções com o mais famoso semi-deus da mitologia grega chegaram aos cinemas nesse ano, a primeira, que nos Estados Unidos se chamava Hércules - A Lenda Começa, dirigida por Renny Harlin e estrelada por Kellan Lutz, é tão ruim, mas tão ruim, que dá vontade de ser cego quando tu assiste.
Com um concorrente tão desgraçadamente desqualificado, ficava fácil para o outro Hércules, dirigido por Brett Ratner e estrelado por Dwayne The Rock Johnson, ser o melhor filme de Hércules do ano, o problema é que o filme, que adapta o quadrinho Hércules - As Guerras Trácias, de Steve Moore, não vai muito além disso.
Hércules mostra o herói título vivendo uma vida errante pela Grécia trabalhando como mercenário.
O conhecido guerreiro com fama de semi-deus invencível forjou uma reputação tão poderosa para si, que em muitas ocasiões sequer precisa desembainhar sua clava para vencer uma batalha, mas, quando o combate é necessário, Hércules não está sozinho.
Ao lado de seu sobrinho, o contador de histórias Iolaus (Reece Ritchie), do vidente Amphiaraus (Ian McShane), da amazona Atalanta (a bonitona Ingrid Bolsø Berdal), do guerreiro espartano Autolycus (Rufus Sewell, irreconhecível sem o olho caído nem o habitual papel de vilão) e do selvagem Tydeos (Aksel Hennie), Hércules, que é assombrado por seu passado nebuloso, vem juntando uma pequena fortuna ao vender sua espada, quase o suficiente para abandonar a vida de soldado e ir viver o resto de seus dias em solidão, afastado de tudo e de todos.
O serviço que pode ajudar o guerreiro a completar sua conta e ter o suficiente para reiniciar sua vida surge quando Ergenia (Rebecca Ferguson) surge em seu caminho.
Ergenia é herdeira da Trácia, uma região assolada por uma guerra civil.
O lorde local, Cotys (John Hurt) tem visto seu povo ser massacrado pelo perverso Rhesus (Tobias Santelmann), e, conforme seu exército é reduzido, o poder do revolucionário cresce, ameaçando os camponeses.
Hércules e seus homens aceitam um generoso pagamento para, não apenas lutar lado a lado com os homens de Cotys, mas também para treiná-los, tornando-os uma poderosa tropa guerreira.
Porém, conforme a guerra se desenrola, e o treinamento de Hércules e seus companheiros, além da habilidade em combate dos próprios, faz virar a balança do conflito, o herói percebe que, talvez, tenha assumido o lado errado nesse conflito, uma percepção que o fará vasculhar sua consciência, e o colocará em uma trilha que pode significar tanto seu fim, quanto o primeiro passo para tornar sua lenda real.
Então...
Como eu disse, o Hércules do The Rock não tinha a mais difícil das missões no tocante a superar o Hércules de Kellan Lutz (que inclusive é espezinhado com uma piadinha lá pela metade do filme), entretanto, o filme de Brett Ratner é igual ao resto da filmografia do diretor de X-Men 3 e Dragão Vermelho, absolutamente genérico e vazio.
A produção é caprichada, os efeitos visuais bacanas, as cenas de luta movimentadas e bem construídas (tudo bem ao estilo censura livre), o elenco é maneiro, The Rock é carismático, e o filme até tem seus bons momentos, mas falta muito para Hércules ser mais do que apenas mais uma sessão de cinema descerebrada.
Em especial, falta desenvolvimento aos personagens, a superficialidade de todo mundo no filme é flagrante, e a direção de atores de Ratner não ajuda.
Mesmo com bons intérpretes no elenco de apoio (que ainda inclui Joseph Fiennes e Peter Mullan) e um protagonista maneiro, com o físico perfeito para o papel, os personagens são unidimensionais e desinteressantes.
O conflito de Hércules não tem estofo nos atributos dramáticos limitados do astro Dwayne Johnson, que constantemente é eclipsado por seus colegas mais talentosos, em especial Ian McShane, tremendo ladrão de cena, e o sempre ótimo John Hurt, tudo isso somado à algumas ideias muito idiotas (como os armamentos de se abrem, e as lâminas automáticas nas carruagens dos heróis) e uma trilha sonora genérica de dar dó, e as boas ideias do quadrinho de Moore (em especial o viés realista pelo qual são mostrados os feitos do herói, então narrados de maneira florida por seu sobrinho) são sugadas para um espiral de estilismos vazios num espetáculo visual que é insípido a maior parte do tempo.
Uma pena, The Rock poderia ser o Hércules de uma geração, mas precisaria de um filme bem superior para isso, no fim das contas, seu Hércules é apenas OK.
Vale a locação se tu é um fã declarado de The Rock, outrossim, espere passar na TV a cabo.
"-Não importa quão longe você vá, um homem não pode escapar de seu destino. Quem é você? Um assassino? Um mercenário que vira as costas aos inocentes? Nós acreditamos em você. Temos fé em você. Lembre-se dos feitos que você realizou, os trabalhos que superou! Você é apenas a lenda ou é a verdade por trás da lenda? Agora diga-me, quem é você?
-Eu, sou HÉRCULES!"
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Trailer de Vingadores: Era de Ultron
E a Hidra passou a perna na Marvel (pelo menos foi o que o estúdio deu a entender em seu twitter) e botou na rede o trailer de Vingadores 2: A Era de Ultron!
Confira a prévia de pouco mais de dois minutos abaixo:
E aí? Vou confessar que me desapontou um pouco. Eu achei parecido demais com o trailer do primeiro filme, e só valeu, mesmo, pela presença do Ultron.
A dublagem de James Spader e aquele olhar psicopata do robô no fim da prévia ficaram do caralho. A, a luta entre Hulk e Homem de Ferro Hulk Buster promete...
Confira a prévia de pouco mais de dois minutos abaixo:
E aí? Vou confessar que me desapontou um pouco. Eu achei parecido demais com o trailer do primeiro filme, e só valeu, mesmo, pela presença do Ultron.
A dublagem de James Spader e aquele olhar psicopata do robô no fim da prévia ficaram do caralho. A, a luta entre Hulk e Homem de Ferro Hulk Buster promete...
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