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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Rapidinhas do Capita


Com as filmagens de Batman v Superman - Dawn of Justice a pleno vapor em Detroit, Michigan, após várias fotos de Henry Cavill devidamente parapetado com o uniforme novo de Superman no set de filmagens, quem apareceu nas filmagens agora foi o novo Batmóvel. Se em um primeiro momento o novo batcarro estava com mais cara de corrida do que de tanque de guerra, sugerindo que os dias do Tumblr de O Cavaleiro das Trevas haviam terminado, as novas imagens sugerem um veículo que mistura bastante o visual de carro de combate e bólido de corrida, mas pende mais para o primeiro.


Batman v Superman - Dawn of Justice, filme que deverá iniciar um universo cinematográfico DC à exemplo do que a Marvel já tem nas telonas estréia em março de 2016 e será dirigido por Zack Snyder, o mesmo de O Homem de Aço.

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Por falar em universo cinematográfico, surgiu na rede uma imagem conceitual usada como referência na produção de brinquedos que entregou o visual do sintozoide Visão em Os Vingadores - A Era de Ultron.
O robô será interpretado por Paul Bettany, que deu voz ao computador J.A.R.V.I.S. em Os Vingadores e nos três filmes da série Homem de Ferro.


Vale lembrar que foi aventada a possibilidade de, a exemplo do vilão Ultron, Visão também ter mais de um visual ao longo da trama.
Os Vingadores - A Era de Ultron, novamente dirigido por Joss Whedon estréia em 30 de abril de 2015.

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Qual dos dois filmes despertam mais a tua curiosidade?
Vou confessar que estou bem mais interessado em ver o Batman v Superman, não por preferência, mas porque de Os Vingadores, eu sei exatamente o que esperar para o bem ou para o mal, já o primeiro tijolo do universo cinemático DC é um completa incógnita...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Resenha DVD: Amante a Domicílio


Após ver e rever o trailer de Amante a Domicílio no cinema e em DVDs e Blu-Rays que aluguei recentemente, vou confessar que apenas uma coisa me fez efetivamente assistir ao filme:
Woody Allen.
Não que eu seja um desses devotos fãs de Allen. Não sou. Embora goste de muitos de seus filmes, nem sempre os assisto, e se vi Magia ao Luar na estréia, não é menos verdade que ainda não assisti Para Roma, Com Amor... Mas a verdade é que Allen, no trailer do filme de John Turturro, num dos seus raros trabalhos em um longa que não escreveu/dirigiu, parecia muito engraçado. Leve. À vontade... Então, ao me deparar com o filme na locadora pensei:
Por quê, não?
E lá fui eu.
Amante a Domicílio mostra Fioravante (Turturro), um florista do Brooklyn, que é convencido por seu amigo Murray (Allen) a aceitar um emprego de meio período como garoto de programa após Murray ouvir de sua dermatologista doutora Parker (Sharon Stone, ainda batendo um bolão), que ela gostaria de fazer sexo a três com sua amiga Selima (Sofía Vergara) e um estranho.
Murray diz ter imediatamente pensado em Fioravante, que sempre se deu bem com as mulheres, tem sex-appeal e coragem de sujar as mãos.
Reticente de início, Fioravante acaba sucumbindo à pressão de Murray, que promete agenciar o amigo em troca de uma parcela dos lucros, e vai a um encontro inicial com a doutora Parker, sozinha, para que ela o avalie.
Daí em diante, Fioravante e Murray, agora atendendo com os nomes artísticos de Virgil Howard e Dan Bongo, passam a espalhar a satisfação entre as mulheres solitárias de Nova York por um preço módico.
As coisas começam a se complicar quando Murray recomenda Fioravante para Avigal (Vanessa Paradis), uma solitária mãe de seis filhos viúva de um rabino hassídico, que, inicialmente resistente a tentar o "tratamento" do prostituto iniciante, acaba por encontrar nele o contato humano de que desesperadamente necessitava, um contato que não passa despercebido a Dovi (Liev Schreiber), Shomrim vigilante do bairro de Avigal, e apaixonado pela viúva, que não gosta nada, nada da ideia de ela flertar com um sujeito de fora da comunidade.
Tem muita coisa errada em Amante a Domicílio desde a premissa, basicamente uma fantasia masculina das mais básicas (que não gostaria de ser pago pra comer Sharon Stone e Sofía Vergara ao mesmo tempo, mesmo não sendo um sujeito bonito?), passando pelo evento que coloca a trama em movimento (alguém tem alguma relação médico/paciente em que o doutor externe suas fantasias sexuais durante aquele rápido papo após a consulta?), até o julgamento hassídico pelo qual Murray passa com a ajuda de seu advogado Sol (Bob Balaban).
Nada faz lá muito sentido, nem mesmo o porquê de Murray pensar que Fioravante aceitaria ser garoto de programa de repente, ou de onde vem a ideia de que o florista daria conta do recado...
Ainda assim, mesmo longe de sua forma em Romance e Cigarros, Turturro consegue equilibrar doçura e acidez no que poderia ser descrito como uma comédia romântica para adultos. E se a trama eventualmente soa demasiado insólita, sempre há a presença de Allen, ponto alto do filme no que é definitivamente em um de seus melhores papéis em anos como o livreiro falido Murray, se virando como pode pra dar uma vida melhor à esposa Othella (Tonya Pinkins e seus três filhos Cefus, Coco e Cirus, num improvável casamento inter-racial do Allen judeu até a espinha com a negona que promete cair feito Michael Corleone se alguém ferir um fio de cabelo do amado.
No fim das contas, mesmo com seus desvios de rota e problemas de desenvolvimento, Amante a Domicílio ainda vale tranquilamente a locação, e em seus pouco mais de 90 minutos, arranca algumas risadas, e deixa um agradável sorriso residual.

"-Então é oficial. Eu sou seu puto.
-Bom... É a profissão mais antiga do mundo..."

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Tens Que Perder Essa Mania


-Tu tem que perder essa mania... - Ela disse, logo após limpar a boca com o guardanapo, olhando pra ele, inclinada pra frente, com a cabeça meio abaixada de modo que precisava mover os olhos pra cima para encará-lo.
Estavam sentados um de frente para o outro no restaurante, ele, sentado com as costas bem eretas e os ombros alinhados, ela, encolhida de uma maneira surpreendente pra uma pessoa tão alta.
Ele olhou em volta, procurando em si mesmo algo que a tivesse feito tecer tal comentário. Não tendo encontrado nada, viu-se obrigado a perguntar:
-O quê? Que mania? Que foi que eu fiz?
Ela riu:
-Erguer os dedos mínimos quando come.
Ele protestou:
-Mas eu não ergo! Eu erguia, mesmo... Era um lance natural... Faltava espaço no cabo dos talheres e eu ficava com os mingos no ar, aí esticava eles... Mas não faço mais isso.
Ela balançou a cabeça enquanto tomava um gole generoso de Pepsi:
-Tu não faz mais quando segura os talheres... mas tu sempre faz quando vira o prato, e principalmente, empinando o copo.
Ele repassou brevemente os próprios movimentos durante o almoço. Até virou o prato, como fazia quando queria alterar a configuração da comida diante de si. E de fato, seus dois dedos mínimos se espicharam instintivamente.
Ele riu:
-Ah... Isso não conta, ninguém percebe...
-E o copo? - Ela inquiriu. -Ninguém percebe esse mingo espetado pra cima, também?
-Isso é a reprodução do gesto típico de beber, lôura. É um ato de ironia contra a sociedade estabelecida e de cumplicidade com os garçons, é por isso que a gente é sempre tão bem atendido em restaurantes. - Ele se defendeu, repetindo o gesto de fingir que bebe com a mão em posição de "hang loose" como se o polegar fosse um gargalo.
Ela riu uma gargalhada gostosa:
-Mas que barbaridade, quase me engasguei... - Disse, contendo o riso e limpando uma lágrima.
Quase imediatamente, um garçom assomou, e, olhando pra ele perguntou:
-Mais uma Fanta, chefe?
Ele, confirmou com um "Arram", enquanto a encarava com um sorriso cínico que a fez, novamente, explodir em risadas.
Enquanto o garçom se afastava sem entender a risada dela, ele disse, ainda com aquele sorriso pretensioso:
-Não falei?
-Não... Fala sério... Que barbaridade... - Ela disse tomando mais um gole de refrigerante do copo e respirando fundo. -Se vocês tivessem combinado não dava tão certinho...
-Até eu me assustei quando ele apareceu aqui perguntando se eu queria outro refresco... - Ele admitiu, rindo.
-De qualquer forma... - Ela continuou, mudando de tom. -Tu precisa, mesmo, parar de esticar o mindinho quando come.
-Vou me policiar, madame. - Ele garantiu. -Nem que tenha que prender os mingos com durex, ou desenvolver a doença aquela que o Bill Nighy tem nas mãos...
-Quê doença? Que é Bill Nairri? - Ela perguntou.
-Bill Nighi... - Ele corrigiu com uma afetada imitação de pronúncia britânica. -É o ator inglês, aquele... Fez o pirata com cara de polvo no Piratas do Caribe 2 e 3...
-Me lembro do bicho, não do ator... - Ela disse, fazendo uma expressa adorável de desentendimento.
-Ele é o roqueiro Billy Mack no Simplesmente Amor... O pai do cara ruivo em Questão de Tempo... - Ele testou.
-Ah, tá, tá, tá, tá, tá... Eu sei quem é! Adoro ele... - Ela disse, animando-se. -Adorei esse filme... Tu assistiu?
-Questão de Tempo? - Ele perguntou, e continuou sem esperar resposta. -Assisti, sim. Foi uma experiência de quase-morte. Senti meu coração ser arrancado do peito mais de uma vez durante o filme. Chorei de soluçar, foi horrível. - Ele admitiu.
Ela sorriu olhando pra ele. Parecia enternecida.
-Isso é engraçado... Tu é uma da pessoas mais frias que eu conheço...
-Obrigado - Ele disse. -Eu me esforço. Meus modelos masculinos são Batman, Clint Eastwood e o Rambo. Todos reconhecidos pela frieza psicopata.
-Ai, cala a boca. - Ela disse, rindo forçado. -Tô falando sério. Sério, mesmo... Conheço pouca gente com mais dificuldade de demonstrar sentimentos que tu. Até quando tu te abre e fala o que tá sentindo, fica uma ponta de dúvida, por causa da tua distância... Eu já te vi chorando... Sei que tu chora, mas... Não sei, volta e meia eu tenho a impressão de que as tuas lágrimas em certas situações são solidárias... Tu chora com quem tá chorando contigo...
Ele não disse nada. Tinha um par de ocasiões como as mencionadas por ela bem frescas na memória.
Ela continuou:
-Mas ainda assim... Tu é, certamente o homem que mais chora vendo filme que eu conheci na minha vida inteira!
Ele riu, mas ela continuou:
-Sério! Eu me lembro uma vez, aaaaaaanos atrás, que meus pais viajaram e tu foi dormir comigo, e a gente tava vendo filme e comendo... O quê, meu Deus... Amendoim carapinha!
-Amendoim carapinha branco... Minha vó tinha feito... Tão bom aquilo... - Ele lembrou.
-Muito! - Ela concordou. -Mas aí, tu tinha levado um filme pra gente ver no DVD, e era um filme velho, preto e branco... Com o Clark Gable?
-Gregory Peck. - Ele corrigiu. -Era O Sol É para Todos, com Gregory Peck. O meu filme preferido em todos os tempos, e ainda me magoa tu ter dormido...
-Pois então! - Ela disse sem ligar para a recriminação dele. -Eu dormi no teu colo, e acordei quando o filme já tinha acabado, e tu tinha lágrimas no rosto! Os olhos vermelhos... Fungando...
Ele riu:
-Tem filmes que eu sempre choro assistindo. Não adianta...
-E tu sabe? Aquilo foi logo depois daquele lance com o César na faculdade...
-Ah, a briga... - Ele admitiu envergonhado.
-Briga, não... Tu te botou nele... Acho que a orelha dele nunca mais foi a mesma...
-Ele por acaso era pirata ou cigano pra andar de brinco por aí?
Ela riu brevemente, mas conteve-se:
-Não... Não, Ned... Aquilo não se faz...
Ele riu, olhando pra cima como quem se lembra:
-É... Foi uma boa briga... De qualquer forma, aquele cara falou coisas que não se diz pra outro homem sem esperar apanhar um pouco...
-Não importa - Ela disse. -Não era o meu ponto. O lance é que foi logo depois de tu bater no César-
-Brigar com o César. - Ele corrigiu. -O escroto do César não tava amarrado numa cadeira, era do mesmo tamanho que eu e revidou. Foi uma briga.
-Tá... Foi logo depois da briga com o César... E eu tinha ficado com uma ideia tua... De que... Sabe? Tu era um desses... Desses caras brigões... Que se impõe pela força e tal. Eu tava crente nisso. E eu confesso que, naquele momento, eu fiquei com dúvidas quanto à gente. Porque eu pensei "cara, que futuro eu vou ter com um ignorante desses?"... E aí, a gente viu o filme, e tu chorou vendo... Sozinho. Não reagindo às minhas lágrimas ou às lágrimas de ninguém. Tu chorou porque tu te emocionou com alguma coisa, e eu vi que tu não era só um bruto... Que dava pra ficar contigo.
O garçom chegou e serviu a Fanta dele. Marcou o refrigerante na comanda, ao que ele agradeceu com um "obrigado" baixo. Quando o sujeito se afastou, ele tomou um gole do refrigerante. Olhou pra ela e perguntou com um meio sorriso:
-E por que tu foi embora?
Ela olhou pra ele com uma expressão triste. Ele sorriu:
-Se tu tivesse achado que eu era um bruto brigão, tu teria ficado nem que fosse por medo de eu te bater?
Ela abanou a cabeça em um sinal negativo indiscernível entre "não" e "larguei de mão".
Ele pegou a mão dela por cima da mesa:
-Eu tô brincando.
-Eu sei. - Ela disse. -Eu tava falando exatamente disso. Dessa tua dificuldade patológica pra demonstrar sentimentos...
-Verbalmente conta? - Ele perguntou.
Ela o encarou brevemente e assentiu com um maneio de cabeça.
-Tu é, fácil, uma das minhas pessoas preferidas no mundo. E eu adoro te ter na minha vida, seja da maneira que for.
Ela olhou pra ele apertando os olhos como quem está desconfiada, e ele continuou:
-E se tu precisa de lágrimas pra legitimar, deixa eu trazer uma pinça e arrancar uns pelos das coxas por dentro do bolso da calça enquanto repito o que acabei de dizer.
Ela finalmente riu de verdade outra vez. Se desvirou toda de maneira ligeira e lépida, e passou a mão no rosto dele.
Ele olhou o relógio e disse:
-Bah, olha a hora... Vamos indo?
Ela concordou. Ele tomou todo o refrigerante do copo num gole só. Ela ria quando ele baixou o copo.
-Quê? - Ele perguntou.
-Tu tem que perder essa mania... - Ela disse enquanto pegava a bolsa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Rapidinhas do Capita


E saiu um novo pôster de Jogos Vorazes - A Esperança.
Na arte podemos ver Katniss Everdeen posando de costas com seu indefectível arco.


O encerramento da saga será dividido em duas partes, a primeira delas estréia em 21 de novembro de 2014, e a segunda no dia 20 de novembro do ano que vem. Novamente estrelado por Jennifer Lawrence (que desde domingo tem visto bem mais do que as suas belas costas exibidas na Internet), Woody Harrelson e Josh Hutcherson, Jogos Vorazes - A Esperança não deve ser afetado pela morte de Phillip Seymour Hoffman, que terá sua participação no longa garantida por computação gráfica e truques de câmera (Como Ridley Scott fez com Oliver Reed em Gladiador).

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Enquanto isso, Dwayne The Rock Johnson confirmou qual será seu papel em filmes de super-herói:
O fortão estará em Shazam, mas não no papel do herói. Ele será o antagonista Adão Negro.
Nos quadrinhos, Adão Negro era Toth Adam, filho do faraó Ramsés II, e foi um dos primeiros mortais a receber o poder dos deuses do mago Shazam.
Seduzido pelo poder, Adam foi exilado e permaneceu em outra dimensão até que Shazam passasse os poderes a Billy Batson.
Comenta-se que, no longa, ainda sem diretor, roteirista, protagonista, ou data de estréia definidos (embora especule-se que Darren Lemke possa escrever o script), Adão Negro será um tipo de anti-herói, e não um vilão típico.
É esperar pra ver.

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E por falar em vilões da DC, Jesse Eisenberg, que viverá o vilão Lex Luthor em Batman V Superman - Dawn of Justice, apareceu no set de filmagens do longa metragem em Detroit com a cabeça coberta por um lenço e, aparentemente, sem sobrancelhas.
Muita gente havia chiado pela descrição do vilão com cabelos ruivos longos e esvoaçantes, esquecendo que em Superman - O Filme, de 78. Gene Hackamn apareceu careca em apenas uma cena...
De qualquer forma, aí está uma foto do flagra. Eisenberg é o sujeito de calças azuis, camisa branca e perfil de velha húngara.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Casa do Capita - Filme Imaginário: The Last of Us

Por melhores que tenham sido GTA V e Assassin's Creed IV - Black Flagg, pra mim, o grande game de 2013 foi The Last of Us.
Espetacular realização da Naughty Dog, The Last of Us criou uma experiência que vai muito além do mero survival horror, muito além de apertar botões para matar zumbis e explorar cenários sombrios à medida em que gerou um fenômeno em que é impossível ser apenas um jogador na história de sobrevivência de Joel e Ellie em um mundo devastado pela pandemia do cordyceps, uma história que torna cada um de nós testemunha, vítima e sobrevivente na luta da dupla para cruzar o que restou dos Estados Unidos graças à excelência de um esforço coletivo que resultou em um triunfo técnico e narrativo que torna impossível não se preocupar com cada um dos personagens que aparecem durante a trama.
Ainda que desnecessário, o filme com produção de Sam Raimi, da trilogia Homem-Aranha, só não deixou de ser imaginário ainda por questão de tempo.
Já se comenta até que Maisie Willians, a Aria Stark de Game of Thrones, foi procurada para o papel de Ellie, mas enquanto as informações oficiais não aparecem, vamos extrapolar e escolher o que seria o elenco ideal para traduzir às telonas o game mais cinematográfico dos últimos anos.
Aliás, Sam Raimi, se tu ler isso, demando aquele crédito esperto de produtor e alguns milhões de dólares.
O diretor do meu The Last of Us seria Robert Zemeckis. O diretor já deu repetidas amostras de sua capacidade de equilibrar drama humano com efeitos visuais e sequências empolgantes, credenciais mais do que recomendadas para o comando da adaptação.
E o elenco contaria com:

Joel


O homem que perdeu tudo logo no início da pandemia de cordyceps e a partir de então se tornou a epítome do sobrevivente implacável ao abandonar todas as fronteiras morais em nome da subsistência só poderia ser vivido por Josh Brolin.
O ex-Goonie tem o sotaque, a cara e a compleição física de Joel. Sabe ser implacável e duro, mas também é talentoso o suficiente para retratar a ternura crescente de seu laço indelével com Ellie, a menina que ele tem a chance de salvar.


Ellie


Se Ellie nasceu com a cara de Ellen Page, ela logo passou por uma senhora recauchutada pra ganhar feições mais próximas às de Ashley Johnson, dona do (espetacular) trabalho de dublagem e captura de movimento da personagem no game.
Para interpretar essa menina nascida e criada após o apocalipse com sua vasta gama de emoções, talento nato para praguejar, presença de espírito ímpar e língua afiadíssima a escolha óbvia é Chloë Grace Moretz.
A Hit-Girl é uma lindeza, sabe chutar bundas e não tem medo de falar palavrões. Além disso, com a cor de cabelo certa e um pouco de sujeira no rosto, tem a aparência e a idade ideais para o papel.


Tess


A mulher que partilha a filosofia de vida dura de Joel, além dos negócios de contrabando dentro da zona militarizada de Boston e, supõe-se, algo mais, é a parceira ideal para o protagonista. Esperta, forte, uma sobrevivente natural, Tess só poderia embarcar numa canoa furada como a condução de Ellie em nome do lucro, mas até mesmo essa mulher de ferro encontra seu limite no momento do desespero.
Para interpretá-la que tal Anne Heche?
A ex-senhora Ellen Degeneres é bonita, durona, e com uma escurecida no cabelo tem todas as ferramentas para encarnar a personagem.


Marlene


A "Rainha Vaga-Lume", guardiã de Ellie e de seu segredo é quem coloca a jovem sob a guarda de Joel e Tess no início de The Last of Us.
Uma idealista batalhadora, Marlene acredita que a humanidade merece uma segunda chance, e está disposta a qualquer coisa para obtê-la.
Quem melhor do que a lindona Paula Patton para dar voz, cara e formas à líder da milícia anti-militar de The Last of Us?


Tommy


O irmão mais jovem de Joel, que se afastou dele após não suportar mais mastigar os ossos da vida em nome da sobrevivência foi um Vaga-Lume, mas também abandonou a causa de Marlene. Tentando começar uma vida nova, ele pode ser a chave para que Ellie chegue a seu destino, se estiver disposto a arriscar tudo aquilo que construiu.
Martin Henderson é a cara do personagem do jogo, e poderia perfeitamente interpretar o papel na telona.


Bill


Paranoico de carteirinha e talvez, por isso mesmo, um sobrevivente exemplar, Bill vive sozinho em "sua" cidade, onde vasculha cada prédio em busca de coisas que possa repassar para Joel e Tess contrabandearem para dentro da zona militarizada de Boston.
Cheio de manias, falando sozinho, e dono de diversos arsenais, casas seguras e armadilhas letais espalhados pela pequena Lincoln, Bill é parada obrigatória no caminho de Joel e Ellie.
Bruce McGill é a cara do personagem, tem talento e voz para interpretá-lo com sobras.


Robert


O negociante de armas rival de Tess e Joel que inadvertidamente começa toda a trama de The Last of Us é tão a cara de Jerome Flynn que nem tem graça elencá-lo no papel, mas ainda assim, seria um desperdício não fazê-lo.


Henry


O jovem Henry tenta sobreviver e cuidar de seu irmão caçula quando seu caminho se cruza com o de Joel e Ellie.
Um dos bonzinhos, Henry também lembra de como era a vida antes do apocalipse fúngico, e partilha com Joel essas memórias e a vontade pétrea de proteger alguém que lhe é caro.
Para o papel, que tal uma chance dramática a Tyler James Willians, o Chris de Everybody Hates Chris?


Sam


O irmão mais novo de Henry, e único personagem com idade aproximada à de Ellie, o jovem Sam ainda tenta concatenar as regras desse perigoso mundo onde vive com seu irmão. Um bom menino, Sam tem duras lições por aprender.
Quem tal o jovem Scotty Noyd Jr. para interpretá-lo? Com idade e aparência certas além de experiência em cinema, o jovem se encaixa que é uma beleza no papel.


David


O líder do grupo de caçadores com hábitos alimentares duvidosos que encontra Ellie sozinha durante o inverno é um homem muito mais perigoso do que a aparência amigável e a voz calma sugerem.
Para interpretá-lo, quem melhor do que o fera Gary Oldman? Com suas reconhecidas capacidades dramáticas e habilidade toda especial de perder as estribeiras o britânico cairia feito uma luva no papel.


Chaga


Não tinha, ainda, comentado sobre o caso de racismo flagrado na Arena durante o jogo entre grêmio e Santos na semana passada...
Não o havia feito por uma única e triste razão:
A verdade é que casos de racismo por parte das torcidas organizadas do tricolor sem teto são reincidentes e quase habituais, ao menos aqui no Rio Grande do Sul, onde a complacência de certos veículos de imprensa quanto às repetidas manifestações de preconceito por parte da torcida azul dá uma sensação de doentia normalidade quando, por exemplo, o zagueiro Paulão, ex-grêmio, hoje no Inter, é chamado de macaco ao deixar o campo de jogo.
Acontece que o goleiro Aranha não é gaúcho. Não é colorado ou gremista, não cresceu ouvindo, assistindo e lendo os veículos de comunicação da aldeia, de modo que jamais viu como inofensivo, aceitável ou normal ser diminuído e hostilizado por conta da cor de sua pele.
Foi por isso que ele reagiu ao ser ofendido pela torcida posicionada atrás de si durante a partida. Por isso ele, após ser ignorado pelo árbitro, levou sua indignação à imprensa. E por isso, após ser orientado pelo departamento jurídico do seu clube, foi à delegacia prestar queixa.
Porque não é normal, inofensivo nem aceitável ser ofendido por conta da sua cor, ainda que, por essas bandas, volta e meia se julgue dessa forma.
Ontem, o ex-presidente do grêmio Cacalo, disse em sua participação no programa Sala de Redação, que o que Aranha fez foi um "teatrinho", uma "reação desproporcional", e que a ofensa racista é parte do "folclore" do futebol, arraigada na cultura do esporte a anos.
Deve ser muito fácil para um branco de vida mansa julgar como teatral e desproporcional a reação de um negro vitimado por injúria racial, mas quanto ao racismo ser parte do folclore do futebol, quanto à ofensa racial ser normal e vir de tempos, talvez seja verdade...
Houve um tempo, infelizmente não muito distante, em que os jogadores negros deviam jogar em ligas separadas dos atletas brancos. Todos os clubes eram racistas, incluindo aí o Internacional.
Mas até pouco tempo atrás as mulheres não podiam votar...
Até pouco tempo atrás crianças cumpriam turnos de trabalho de doze horas em minas de carvão...
Até pouco tempo atrás as pessoas morriam de gripe...
E nenhuma dessas coisas, e tantas outras facetas negativas da nossa História deixaram saudade e são celebradas como folclóricas, e duvido que uma reação forte contra qualquer uma delas fosse classificada como "teatral" ou "desproporcional" hoje em dia.
Não vamos dar ao racismo tratamento diferenciado por estar "arraigado à cultura do esporte".
Que os racistas sejam encontrados e punidos. E não apenas a moça flagrada pelas câmeras da ESPN berrando "macaco" a plenos pulmões atrás do Aranha. Ela é apenas uma cabeça oca no meio de milhares de outros cabeças ocas, não deve ser demonizada, e muito menos punida sozinha.
Que se castigue e corrija pela força da lei a todos os racistas, torcedores de qualquer clube, ocupando qualquer degrau da escada social. Apenas assim se arranca mais uma chaga dolorida da carne castigada dessa nossa sociedade tão humana e desprezível.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Resenha Cinema: Lucy


Olhando em perspectiva, a produção cinematográfica de Luc Besson é interessante, sim. Em especial pela preferência que ele tem por apanhar belas mulheres e as tornar protagonistas em um mundo masculino como o dos filmes de ação.
Entre Nikita - Criada para Matar, O Quinto Elemento e O Profissional, sempre há esse elemento algo Joana D'Arc (Ele inclusive dirigiu um Joana D'Arc, mas estranhamente não é dos momentos mais inspirados do diretor francês), da mulher que vira a mesa saindo do papel de vítima para chutar o rabo dos opressores masculinos. Se a pequena Matilda precisava de Léon para essa vingança feminista, Leeloo e Nikita viravam o jogo sozinhas e muito bem, obrigado.
Não é diferente do que Lucy faz nesse mais recente trabalho de Besson, que coloca Scarlett Johansson perfilada à Milla Jovovich, Natalie Portman e Anne Parillaud.
Na trama a jovem Lucy é uma periguete desmiolada que vive em Taiwan frequentando festas e enchendo a cara. Certa manhã, seu namorado da semana, Richard (Pilou Abaek), lhe pede ajuda para entregar uma maleta de conteúdo desconhecido na recepção de um hotel em troca de 500 dólares. Lucy se nega, mas após um golpe sujo de Richard, acaba sendo obrigada a realizar a entrega a um tal de Sr. Jang (Min-Sik Choi).
O Jang em questão, é um mafioso casca-grossa. Dentro da maleta, há uma remessa de drogas, e Lucy recebe uma nova missão compulsória, a de ser uma mula e transportar a droga em questão, um composto sintético chamado CPH4, até Paris.
Um imprevisto ocorre, porém, e o pacote de drogas no corpo de Lucy se rompe. Quando seu corpinho gostoso absorve o composto, uma reação inesperada faz com que ela seja capaz de acessar uma porcentagem cada vez maior de sua capacidade cerebral, a dotando de poderes fabulosos.
Com a ajuda do professor Norman (Morgan Freeman) e do capitão da polícia francesa Pierre Del Rio (Amr Waked), Lucy usará seus poderes cada vez maiores e mais espetaculares para impedir seus algozes de lucrar com a droga em questão, mas também para tentar partilhar com a humanidade os prodígios que apenas uma pessoa usando 100% de sua capacidade cerebral é capaz de realizar!
Eu já disse isso de outros filmes, e vale pra esse, também:
É ruim, mas é bom.
Besson acertou a mão ao escalar Scarlett Johansson para o papel. Mesmo sem ser uma atriz genial, ela consegue expôr a fragilidade da personagem antes de adquirir seus super-poderes, e, sendo a Viúva Negra em pessoa, tira de letra a versão "exterminadora do futuro/Jedi/Johnny Depp em Transcendence" que é a Lucy pós-acidente.
Fazendo seu tradicional joguete de paisagens cartão-postal da Europa mesclada à trilha sonora ligeirinha e boas sequências de ação, o diretor francês torna os 89 minutos de Lucy ainda mais velozes e inofensivos, e, com sua história ajeitadinha, ainda que cheia de absurdos, e didatismo excessivo (A função do personagem de Morgan Freeman no filme é unicamente a de traduzir textualmente o que vemos acontecer na tela com Lucy), diverte por aquela hora e meia.
No mais, ainda que nada mais funcionasse, ver Scarlett se equilibrando sobre saltos-altos espremida dentro de um vestidinho estampado mais justo que a ira divina já valeria uma espiada.
No cinema só pra quem é fã de Besson, Scarlett, Freeman e girl power na veia, no DVD pra todo mundo mais.

"-A ignorância traz caos, não o conhecimento."