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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Rapidinhas do Capita


Atenção, Cumberbithes, o diretor Darrick Robertson postou na sua conta do Twitter uma arte de Benedict Cumberbatch em Dr. Estranho, filme que integrará a Fase 3 da Marvel no cinema junto com Pantera Negra, Capitã Marvel e Capitão América - Guerra Civil entre outros.
Sem mais delongas, Benedict Cumberbatch como Stephen Strange:

Do cacete, hein?
A arte promocional já dá uma ideia do tipo de visual que podemos esperar do filme e das dimensões paralelas com cara de viagem de LSD que o bom doutor deve visitar.
Nos quadrinhos, Stephen Strange é um médico arrogante que, após perder os movimentos das mãos em um acidente de automóvel vaga pelo mundo tentando desesperadamente encontrar uma forma de se recuperar.
Em suas viagens ele encontra um ancião que o inicia no mundo da magia, e após um árduo treinamento, ele se torna um prolífico praticante das artes místicas e o Mago Supremo da Terra.
Doutor Estranho tem lançamento previsto para 4 de novembro de 2016.

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E continuam a todo o vapor os boatos sobre a parceria entre a Sony e a Marvel para compartilhar o Homem-Aranha no cinema.
Uma nova leva de rumores e e-mails vazados durante a crise Coréia do Norte x Sony Pictures, a Marvel gostaria de ter o cabeça de teia em Capitão América 3 - Guerra Civil, e, para isso, a Sony financiaria 25% do orçamento do filme, em contrapartida, a Marvel financiaria um quarto do valor dos custos do próximo filme solo do aracnídeo.
O acordo também apresenta a possibilidade de a Sony poder utilizar até dois personagens importantes do universo cinemático Marvel em seus filmes e ter acesso aos acontecimentos de Guerra Civil nos futuros filmes do Homem-Aranha.
A Sony também gostaria de aprovar o uniforme do Homem-Aranha, sua importância na trama e o ator que interpretará o personagem (a Marvel gostaria de ter um adolescente no papel, o que deixaria Andrew Garfield de fora).
O favorito para dirigir o primeiro filme solo deste novo Homem-Aranha seria Drew Goddard, anteriormente escalado para escrever e dirigir o absolutamente ridículo, desnecessário e estúpido filme do Sexteto Sinistro.

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Será uma pena se Andrew Garfiel realmente ficar de fora da franquia. O ator é, disparado, a melhor encarnação do Homem-Aranha fora dos quadrinhos, e merecia um filme à altura da sua interpretação para o personagem.
Ainda mais lamentável do que a ausência de Garfield, mazela que poderia ser sanada pela escolha de um substituto igualmente talentoso e familiar com o personagem, é o temor de que os estúdios Marvel façam com o Homem-Aranha do cinema e mesma coisa que a editora Marvel faz com o Homem-Aranha nos quadrinhos:
Nos últimos anos é difícil encontrar um quadrinho do Homem-Aranha em que ele não seja enxovalhado, derrotado, espancado, reduzido a alívio cômico ou escada pra praticamente todos os outros personagens.
Ver no cinema o Homem-Aranha dependente de Prozac que se tornou habitual nos quadrinhos da editora nos últimos anos seria extremamente aborrecido a essas alturas do campeonato.
Em um mundo ideal o Homem-Aranha de Andrew Garfield seria incorporado aos filmes da Marvel na cena pós-créditos de Vingadores - Era de Ultron, sendo cooptado pelo Capitão-América ou pelo Homem-de-Ferro ou ambos, com os eventos de O Espetacular Homem-Aranha e O Espetacular Homem-Aranha 2 sendo mencionados como a razão para ele ser procurado...
Enfim, o negócio é esperar pra ver, e torcer pra que o Homem-Aranha da Marvel/Sony faça justiça à história do personagem nos quadrinhos.

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Se tu também acha que Andrew Garfiels deveria continuar no papel principal da franquia aracnídea e aparecer no universo cinemático Marvel, assine a petição on-line.
Ela já conta com quase 20 mil assinaturas, e pode ser vista aqui:
https://www.change.org/p/keep-andrew-garfield-as-spider-man-don-t-replace-andrew-garfield-as-spider-man

sábado, 20 de dezembro de 2014

Resenha Blu-Ray - No Olho do Tornado


Eu me lembro de, ao ver o primeiro trailer de No Olho do Tornado, com o vendaval erguendo aos céus aviões em um aeroporto, eu pensei numa tagline pro filme. Era:
"Twister 2: Porque vacas já não são o bastante!"
Obviamente não fui ver No Olho do Tornado no cinema, mas não foi por falta de curiosidade. O cinema catástrofe, afinal de contas, sempre rendeu, ao menos, sessões de cinema divertidas. O já mencionado Twister, 2012, O Dia Depois de Amanhã... Ainda que nenhum deles fosse lá uma grande obra do cinema, eram fitas divertidas, emulando uma montanha-russa visual, que certamente serviam pra preencher uma hora e meia de pipoca na sala de cinema.
Foi pensando justamente nisso que eu aluguei No Olho do Tornado... Não esperando um grande filme, mas alguma coisa movimentada pra preencher uma hora e meia de uma noite modorrenta de sexta-feira a ser passada em casa.
Na fita de Steven Quale, ex-diretor de segunda unidade de James Cameron em Titanic e Avatar, e diretor de Premonição 5, o meio-oeste dos EUA são castigados por uma série de tornados.
As poderosas manifestações da força da natureza destroem automóveis, caminhões, casas, edifícios, aviões, arranca tudo em seu caminho, mas parece ser insuficiente para impedir o vice-diretor da escola municipal da pequena Silverton, Gary Morris (O Thorin Escudo de Carvalho Richard Armitage) de encontrar seu filho Donnie (Max Deacon), preso em uma fábrica de papel abandonada com sua namoradinha Kaitlyn (Alycia Debnam Carey).
Ao mesmo tempo em que Gary e seu filho mais novo, Trey (Nathan Kress) tentam alcançar Donnie, uma equipe de caçadores de tempestades encabeçada por Pete (Matt Walsh) e Allison (Sarah Wayne Callies), persegue a tormenta num último esforço para filmar um documentário sobre tornados que está prestes a perder seu financiamento se não conseguir algo grande para vender.
Para sua sorte, a pequena Silverton está no caminho do que promete se tornar o maior e mais tenebroso fenômeno natural da história da humanidade, o tornado f5 que a humanidade jamais viu.
Embora tenha algumas ideias interessantes, em especial a necessidade da geração atual de filmar, fotografar e compartilhar tudo (retratada de maneira particularmente irritante nos caipiras absolutamente idiotas que querem alcançar milhões de visualizações de seus vídeos no Youtube), seja para a posteridade na forma dos vídeos de cápsula do tempo que Donnie filma para seu pai, seja para informação e lucro, como faz Pete e sua equipe, seja pelo prazer de se tornar viral na internet, como fazem os caipiras, e tenha efeitos visuais OK, e até alguns momentos de genuína tensão, existe um problema gravíssimo em No Olho do Tornado:
Praticamente não há história.
O fiapo de narrativa do filme é apenas uma justificativa para colocar os personagens No Olho do Tornado (hue, hue, hue, hue...), até aí tudo bem, mas aí vem o segundo problema:
Os personagens são todos muito chatos e subdesenvolvidos.
O professor inexorável de Armitage, a mãe solteira cheia de compaixão que tenta vencer num mundo de homens de Callies, os filhos, um bom-moço que se ferra ao tentar ser rebelde e o rebelde que reslove ficar ao lado do pai... É tudo tão chato e tão vazio que não existe lastro para a audiência se preocupar se esse povo todo sobreviverá à tormenta, ou não.
No fim das contas os tubos de vento que varrem a estrutura da cidade acabam sendo muito mais interessantes do que as personagens que fogem deles (ou os perseguem), e um filme sem personagens não funciona nem com toda a boa vontade (e todo o CGI) do mundo...
Espere passar na TV a cabo.

"Este é o maior tornado que eu já vi."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Apelo dos Bad Boys


A Geraldine encostada no balcão da danceteria, tentava ser notada pela garçonete que àquela altura já parecia a estar ignorando de propósito.
Estava com o corpo esguio todo suado, a blusa de lurex branca colada no corpo, e as calças jeans ensopadas entre as coxas finas.
Era um dia quente, muito quente, e ter se acabado na pista de dança não o havia refrescado, mas, que diabos, Geraldine precisava daquilo. Precisava sair à noite com as colegas do trabalho sem nenhuma pretensão exceto se divertir, dançar, tomar uns drinques coloridos com nomes cretinos e dançar mais um pouco até a musculatura das pernas reclamar da carga excessiva e ela poder ir pra casa dormir.
Agora, tentava desesperadamente conseguir um kir royal, mas após quase cinco minutos sem ter sido sequer notada pela menina atrás do balcão, já não tinha certeza se ainda queria.
Esbravejava mentalmente contra a garçonete/bartender quando sentiu duas mãos a enlaçarem pela cintura, ouviu e sentiu na orelha o sujeito pedindo "desculpas" e "licença" enquanto esfregava a pélvis contra seu traseiro.
Bufou com a invasão de seu espaço pessoal.
Não tinha certeza de se o espaço atrás de si era tão exíguo que demandasse tal contato, mas ainda que o fosse, não lhe agradava ser encoxada por um completo estranho fosse no trem, fosse contra o balcão do bar.
Olhou para trás fazendo cara de brava, constatou que o espaço atrás de si era, de fato, exíguo, mas não soube julgar se justificava a esfregada que levara na bunda. O sujeito se perfilou à ela, e sorriu:
-Esse bar é um prodígio de arquitetura. Fica espremido entre a cabine de som do palco e os banheiros. É feito pra dar errado...
Ela não sorriu de volta, mas concordou.
De fato a arquitetura do bar não fora lá muito bem pensada. O balcão do bar, em si, parecia ter sido feito propositadamente, de forma a obrigar as pessoas a se amontoarem umas por cima das outras. A construção da cabine de som de onde um técnico podia, tanto comandar a iluminação do palco durante shows ao vivo quanto alimentar a danceteria com som extraído de toca-discos e CD-players era posterior ao resto da construção, e deixara o espaço diante do balcão ainda menor e, pior de tudo, afastado quase três metros da saída do ar-condicionado mais próxima, de modo que, o balcão onde as pessoas iam buscar por refresco, hidratação e coragem líquida era, de longe, o espaço mais desconfortável da danceteria toda.
O rapaz da encochada chamou a moça que servia os drinques e entregava bebidas atrás do balcão, ela conversava com duas outras clientes que, pelo grau de intimidade, pareciam ser habitués do local.
A garçonete/bartender nem sequer se dignou a olhar pra ele, fazer um gesto, nada. Ignorou solenemente seus "moça. Ô, moça".
Geraldine olhou pra ele com uma cara onde se lia "Já tentei isso.", e falou:
-Essa aí veio bater papo. Tá atendendo só os amigos.
O rapaz, então, espichou a mão pra dentro do balcão e começou a mexer nas coisas. Diante da intrusão, a atendente se desviou da conversa com os amigos, e se aproximou de onde ele e Geraldine estavam para censurá-lo:
-Tu não pode mexer aí!
Ele sorriu de maneira cínica e respondeu:
-Achei que era self-service.
Muito a contragosto a atendente perguntou:
-O que tu quer?
O rapaz, então, estendeu as mãos indicando a Geraldine, que surpresa, levou um momento para concatenar e pedir seu kir royal, que foi preparado sem muito cuidado ou esmero, mas ao menos não ganhou uma cusparada no lugar da cereja.
Assim que Geraldine recebeu em mãos o seu drinque, o rapaz pediu, para si, uma água com gás, e um suco em lata "para o caso de não conseguir voltar a falar com a bartender ainda hoje", justificou com uma piscadela.
A Geraldine estendeu a mão pra agradecer pela ajuda, o rapaz prendeu a lata de suco sob o braço com o qual segurava a água e retribuiu a cumprimentando:
-Posso perguntar teu nome? - Ele quis saber?
A Geraldine fechou um olho numa careta e disse:
-Hã... Olha... Melhor não... Eu vim com umas amigas e não quero deixar elas sozinhas mais tempo...
A desculpa era esfarrapada, mas ele entendeu. Fez sinal de que entendia, desejou-lhe boa noite e saiu.
A Geraldine ficou olhando o sujeito desaparecer em meio à multidão e suspirou como quem diz "paciência...". A verdade é que o cara não era feio. Era mais alto que ela, não era gordo, tinha um cabelo bacana meio desgrenhado, ficava bem de jaqueta de couro e tinha iniciativa e atitude pra superar obstáculos como uma atendente de bar xarope... Mas não era o que a Geraldine precisava naquele momento. Ela estava numas em que se bastava. E não era um sujeito, no máximo engraçadinho num bar que a tiraria de seu momento auto-suficiente, não é?
Pensava nisso quando um sujeito atrás dela disse:
-Fez bem, moça. Aquele cara não é do bem.
A Geraldine virou, não por ter dado ouvidos ao estranho, um sujeito barbudo de cabelo comprido, com figura sólida como uma bigorna e uma expressão amigável.
-Como é? - Ela perguntou.
-O cara que foi embora. - O estranho barbudo respondeu. E continuou:
-Ele não é flor que se cheire. É brigão. Amigo dos tipos errados... Posa de bom moço mas é uma raposa. Tu faz bem em ficar longe desse cara.
A Geraldine não saberia explicar por que, mas, de repente, o tal sujeito se tornara atraente. Sua gentileza ao deixá-la fazer o pedido, a forma polida como a tratara quando ela o dispensou, até a sua encoxada, máscula, mas delicada quando se esgueirou por trás dela no bar... Por alguma razão, saber que ele era um mau rapaz, e ainda assim a tratara com tanta gentileza, fez com que Geraldine repensasse sua impressão inicial...
Geraldine olhou com pouco caso para o barbudo, e, sem dizer nada, foi atrás do carinha do bar, que, ela descobriria ainda naquela noite, enquanto conversavam por horas, chamava-se Álvaro, e era, de fato, um bom sujeito.
O que ela só descobriria bem mais tarde, quando já engatava o que se tornaria uma relação longa e feliz com Álvaro, é que o barbudo no bar chamava-se Renato, e era amigo de longa data de Álvaro, com quem firmara esse pacto de, sempre que um levasse um fora, o outro tentaria remendar com a história do "estranho perigoso", que, por alguma razão que apenas a razão feminina conhece, sempre funcionava.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Parabéns, Colorados


Neste mesmo dia, oito anos atrás, o Internacional foi a Yokohama, no Japão para enfrentar o grande bicho-papão do futebol da época:
O poderoso Barcelona de Valdés, Rafa Márquez, Deco, Iniesta ,Puyol e Ronaldinho.
O esquadrão de estrelas internacionais de Frank Rijkaard era uma sensação tão grande no futebol da época que havia piadas dizendo que a saída de bola já seria dada com os catalães vencendo o jogo por 2 x 0.
O retrospecto dentro da Copa de Mundo de Clubes também assustava: Enquanto o Inter havia suado pra vencer o modesto Al-Ahly do Egito por 2 x 1, enquanto o Barça havia patrolado o América do México por sonoros 4 x 0 num jogo em que o time azul e grená havia até tirado o pé do acelerador à certa altura.
Mas o Internacional não entrou em campo para uma guerra.
Não entrou em campo como um David prestes a enfrentar um Golias.
Não precisou fazer epopeia na partida para vencer.
Precisou apenas de organização, aplicação e camisa.
O time de Abel Braga, formado por Clemer, Ceará, índio, Fabiano Eller, Rubens Cardoso, Edinho, Wellington Monteiro, Alex, Fernandão, Iarley e Alexandre Pato (Mais as entradas de Vargas, Luiz Adriano e Adriano Gabiru) não foi um time de "guerreiros", mas de estrategistas, homens com uma missão e uma missão, apenas: Impedir o Barcelona de jogar.
E assim foi feito. O Inter não levou gol do time que goleava todos os adversários, que daria saída na bola vencendo por 2 x 0, 3 x 0 ou até 5 x 0 para alguns...
Com a liderança de Clemer, Fernandão e Iarley, o talento de Alexandre Pato, Alex e Luiz Adriano, a força e a aplicação de índio, Eller e Ceará, e a estrela de Adriano Gabiru, o Internacional pintou o mundo de vermelho, e tornou o 17 de dezembro a efeméride máxima no congestionado calendário de conquistas dos Colorados de todas as plagas.
Parabéns, povo vermelho.
Vamos repetir a dose em 2015.

Rapidinhas do Capita



E quanto ao filme de Sandman?
O melhor quadrinho jamais lançado que está pra virar filme pelas mãos de Joseph Gordon-Levitt e David S. Goyer já tem uma versão de roteiro que não é a final mas que teria agradado bastante ao estúdio.
Enquanto uma nova versão do roteiro está cozinhando e deve ficar pronta antes do natal, Neil Gaiman, o autor da série, diz quem são seus favoritos ao papel.
Para o escritor inglês, qualquer um com sotaque britânico e boas maçãs do rosto poderia ser Morpheus do Sonhar. Alguns anos atrás, teria sido Johnny Depp, agora cosiderado muito velho por Gaiman, que ainda fala de Benedict Cumberbatch, que deve ficar de fora por causa de seu recente compromisso com a Marvel para viver o Doutor Estranho, e de Tom Hiddleston, o Loki de Thor.
Baseado no visual de Hiddleston em Amantes Eternos é fácil saber porque ele entrou na lista de Gaiman.
Difícil é conseguir Hiddleston, que segue sob contrato com a Marvel e estará em Vingadores - Era de Ultron e provavelmente em Thor - Ragnarok, para estrelar um filme da DC.


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E o elenco de Esquadrão Suicida continua a aumentar.
rumores dão conta de que Viola Davis fechou para o papel de Amanda Waller, a idealizadora do time de supervilões da DC, que troca o perdão de suas penas por missões quase impossíveis.
A atriz indicada ao Oscar por duas vezes se junta a Will Smith (Pistoleiro), Jared Leto (Coringa), Margot Robbie (Arlequina), Jay Courtney (Capitão Bumerangue), Tom Hardy (Ricky Flagg) e Cara Delevigne (Enchantress).
Esquadrão Suicida será dirigido por David Ayer, o mesmo de Corações de Ferro e Sabotagem.
Davis não é fisicamente parecida com a Amanda Waller dos quadrinhos. Nos gibis, Waller é uma coroa gorducha, de modo que Octavia Spencer, o outro nome cotado para o papel (junto com Oprah Winfrey) era mais o estilo.
Ainda assim, nos quadrinhos o Pistoleiro é branco e o Coringa não é um galã, então, quem liga?

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E enquanto a base de dados hackeada da Sony dá dicas de que a Fox pretende realizar um crossover dos X-Men com o Quarteto Fantástico, Hugh Jackman, o Woverine do universo mutante do cinema dá dicas de que não pretende largar as garras tão cedo.
O ator australiano falou em entrevista que ainda não se sabe tudo o que pode acontecer em X-Men - Apocalipse, mas que existe a possibilidade de integrar todo o universo X incluindo o terceiro filme solo do mutante canadense.
Após ver Jackman sendo o Wolverine de novo em X-Men - Dias de um Futuro Esquecido, só posso torcer para que David James Kelly, roteirista de Wolverine 3 pegue umas dicas com Bryan Singer.
É impressionante que após sete filmes (fora a ponta em X-Men - Primeira Classe) o único diretor que entende o personagem ainda seja Singer.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Rapidinhas do Capita


O Giordano, má pessoa, mau marido, mau amante, resolveu brincar com a esposa. Mandou-lhe pelo celular uma mensagem que dizia:
"Que tu achas de aparecer aqui no escritório ao meio-dia e almoçar uma piroca bem dura?"
Riu sozinho imaginando a cara da Conceição lendo a mensagem, mas também animou-se a ponto de ir lavar as partes íntimas no banheiro da repartição.
A resposta dela, quando chegou era:
"Não sei... Tem algum homem aí contigo?"
Divorciaram-se.

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A Fabíola comprou um presente de Natal pro Antenor, um perfume que ela gostava muito, colocou em um embrulho junto com alguns chocolates, e anexou um cartão que dizia que ele era o amor da vida dela. Que ele era tudo o que ela sempre quisera em um homem. Que ela mal podia esperar pra eles passarem o resto da vida juntinhos, experimentado, a cada dia, uma felicidade nova.
Na véspera do Natal, a Fabíola entregou o presente ao Antenor, que abriu o embrulho e cheirou o perfume dizendo que era ótimo.
Sua expressão, porém, mudou enquanto ele lia o cartão, e o Antenor passou a noite toda parecendo distante.
Na manhã do dia 26, o Antenor marcou um almoço com a Fabíola, e eles romperam o noivado. A Fabíola nunca entendeu por que, mas acreditou que o Antenor tivesse medo de compromisso.
Não era verdade.
O Antenor andava até bem animado com a ideia de passar o resto da vida com a Fabíola. O problema foi o cartão.
O Antenor achou aquele papo de ser tudo o que a Fabíola queria em um homem, o lance da felicidade nova a cada dia e tal, era muita pressão.
Ele não se sentia capaz de proporcionar uma felicidade nova diária pra alguém. O que afugentou o Antenor da vida da Fabíola foi a expectativa.
O Antenor se pelava de medo de não atender às expectativas dos outros.

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O que fez a Dulce casar com o Godofredo não foi a beleza.
O Godofredo era feio.
Tampouco o dinheiro.
Godofredo era pobre.
Nem a inteligência, foi.
O Godofredo era um sujeito de inteligência medíocre no máximo.
Não...
O que fez a Dulce casar com o Godofredo, amá-lo, honrá-lo e cuidar dele, foi o fato de, na primeira noite em que fizeram sexo, após o ato, que se deu na casa dele, o Godofredo se espichou na cama, passou o braço por trás do pescoço da Dulce, a puxando pra perto de si, ligou a TV com o controle remoto, e o ofereceu à Dulce, que ficou alguns instante olhando pra ele sem entender.
Quando ele disse:
-Escolhe aí um programa pra gente ver.
Ela soube:
Aquele era o tipo de ato de desprendimento que só seria visto no homem com quem ela envelheceria.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Resenha Cinema: O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos


Era óbvio que eu e todos os seres baseados em carbono que se interessam minimamente por cinema espetáculo estavam roendo as unhas para ver O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos.
Mesmo com grupos de fãs detratando o filme de todas as formas possíveis, fazendo queixas do excesso de CGI e telas verdes, da grandiloquência de tornar um livro de leitura relativamente ligeira em um épico dividido em três pedaços, da excessiva vontade de ligar toda e qualquer ponta possível à Trilogia O Senhor dos Anéis (todas queixas que, à bem da verdade, têm fundamento...), a verdade é que, em matéria de cinemão espetaculoso, poucas coisas recentes haviam sido tão divertidas e tinham o lastro de O Hobbit.
A diversão fica por conta da megalomania de Peter Jackson e sua mão especial para desenvolver sequências de ação improváveis e gloriosas, o lastro, claro, é a Terra-Média de Tolkien, um lugar criado em uma escala tão espetacular de detalhes que já se tornou familiar aos fãs de sua obra, que rapidamente conseguem reconhecer lugares e criaturas da literatura.
A combinação dessas duas facetas foi o que tornou O Senhor dos Anéis uma trilogia cinematográfica tão especial, e era o que havia impedido Uma Jornada Inesperada e A Desolação de Smaug de se tornarem meros supérfluos:
Era uma chance de retornar à Terra-Média com Peter Jackson como guia, e depois de O Senhor dos Anéis, essa não é uma chance que se desperdiça.
Mas a verdade é que, mesmo eu, um fã comedido de O Hobbit na literatura, me perguntava se, três filmes não era demais... E temia que A Batalha dos Cinco Exércitos fosse ter que encher muita linguiça para justificar suas duas horas e meia de projeção...
Ledo e Ivo engano...
A Batalha dos Cinco Exércitos começa com Smaug, o Magnífico (Benedict Cumberbatch) devastando a Cidade de Esgaroth, conforme havia prometido a Thorin e sua companhia.
O terrível dragão, aparentemente indestrutível, lança sua ira chamejante sobre a Cidade do Lago, e enquanto as pessoas tentam fugir, o arqueiro Bard (Luke Evans) tenta escapar da prisão para proteger sua família, amparada por Tauriël (Evangeline Lilly), Kili (Aidan Turner), Fili (Dean O'Gorman), Bofur (James Nesbitt) e Oin (John Callen).
Ao mesmo tempo, Gandalf (Ian McKellen) está aprisionado em Dol Guldur, enfraquecido após ser confrontado com o Necromante, na verdade um disfarce de Sauron, e prestes a ser executado, até a chegada do Conselho Branco, formado por Galadriel (Cate Blanchett), Elrond (Hugo Weaving) e Saruman, (Christopher Lee), além de Radagast (Sylvester McCoy).
Não bastasse tudo isso, Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) parece cada vez mais sucumbir ante a doença do ouro de Erebor, tornando-se paranoico e irascível, incapaz de confiar mesmo em seus aliados mais chegados como Balin (Ken Stott) e Dwallin (Graham McTavish), uma situação que se complica com a chegada do exército élfico da Floresta das Trevas liderado pelo rei Thranduil (Lee Pace), num tabuleiro preparado para um conflito que Bilbo (Martin Freeman) sente que só poderá ser resolvido de uma forma.
Mas poderá Bilbo colocar seu plano em prática antes da chegada de Azog, o profano (Manu Bennett) e seu exército de orcs?
Quando O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos estava prestes a iniciar sua batalha título, eu confesso que, até ali, estava achando o filme o pior dos seis da franquia baseada na obra de J. R. R Tolkien.
Isso porque algumas resoluções haviam sido alcançadas de maneira demasiado rápida, havia CGI demais em algumas cenas, e nem todo ele funcionava a contento (a tropa de elfos da floresta perfilados sob Thranduil, por exemplo, todos com o mesmo rosto, parecendo fugitivos do museu de cera da madame Tussaud...), e os personagens surgiam e desapareciam rapidamente, parecendo que tinham vindo apenas dar um recado...
Mas aí, acertadamente, O Hobbit deixa de ser sobre Dol-Guldur, sobre o Conselho Branco, e volta a ser sobre Bilbo Bolseiro, sobre Thorin Escudo-de-Carvalho, sobre ganância, redenção, aprendizado e amizades verdadeiras, e ainda que a veia de showman de Peter Jackson continue pulsando desesperadamente, quem liga, já que as sequências de ação na tela são de encher os olhos?
Da sequência inicial em Esgaroth, com a luta entre Bard e Smaug até o derradeiro confronto entre Thorin e Azog, tudo funciona no longa metragem de uma forma ou outra.
Se há espaço em excesso para o Legolas de Orlando Bloom, que nem está nos livros, se justifica quando suas sequências de ação são as mais sensacionais do filme, se a Batalha dos Cinco Exércitos se torna uma batalha dos oito ou nove exércitos, quanto mais, melhor, se algumas relações incomodam pelo artificialismo, como a de Tauriël e Kili, compensa-se em outras, como as que Thorin tem com Bilbo, Dwalin e Balin, todas transparecendo genuína amizade...
A pirotecnia de Peter Jackson chega a parecer fora de controle em alguns momentos, O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos é de longe o momento em que o roteiro do diretor (com suas associadas Fran Walsh, Phillipa Boyens além de Guillermo Del Toro) mais se distancia dos escritos originais de Tolkien, mas as personagens do escritor são muito bem construídas, e quando a estória inevitavelmente retorna para seus protagonistas, as coisas voltam aos eixos sem que nenhum gosto amargo fique na boca.
Com algumas belas atuações, sequências de ação sensacionais, momentos de tensão de deixar neguinho na ponta da cadeira e algumas cenas verdadeiramente tocantes, capazes de trazerem lágrimas aos olhos da nerdalhada, O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos talvez não seja o melhor filme do ano, talvez ainda seja o mais fraco dos seis filmes de O Senhor dos Anéis, mas ainda é acima da média, cinemão-pipoca da melhor qualidade.
Assista no cinema.
A despedida da Terra-Média merece pompa e circunstância.

"Vocês me seguiriam uma última vez?"