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segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Primeiro teaser de Thor: Ragnarok

A Marvel divulgou nessa madrugada a primeira prévia de Thor: Ragnarok, embalada por Led Zeppelin.
Ao som de Immigrant Song nós vemos a lindona Cate Blanchett encarnando a deusa nórdica da morte Hela, Thor sendo levado pela Valkíria à arena do Grão-Mestre, e flashes de Heimdall, de Skurge e Hulk em modo gladiador. Confira:



Dirigido por Taika Waititi, Thor: Ragnarok estréia em novembro, o longa tem os retornos de Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Idris Elba, e Anthony Hopkins, além das novidades Cate Blanchett, Tessa Thompson, Jeff Goldblum e Karl Urban,  Mark Ruffalo e Benedict Cumberbatch também estão no filme.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Resenha Série: Punho de Ferro Temporada 1 Episódio 11: Lead Horse Back To Stable


O décimo episódio de Punho de Ferro dera a impressão de que após um tombo de qualidade violento que culminou com o péssimo The Mistress of All Agonies, estava disposto a tentar recuperar o ritmo.
Black Tiger Steals Heart era um episódio bem abaixo dos pontos altos da série, nominalmente, os capítulos cinco, seis e sete, mas certamente não era a perda de tempo que fora o capítulo nove. A promessa de melhora e reencontro do ritmo, porém, foi soterrada pelo festival de falatório vazio que é este Lead Horse Back to Stable.
Danny, apunhalado por Bakuto, e incapaz de acessar o poder do Punho de Ferro precisa da ajuda de Claire, a costuradora oficial da Marvel/Netflix, o que leva a uma longa conversa entre o herói e a enfermeira noturna, que acredita firmemente que Danny voltou a Nova York por uma razão, porque o que ele precisa não estava em K'un-Lun, mas sim, na grande maçã. Uma crença que Davos não compartilha.
O quase irmão de Danny em K'un-Lun lutou anos para suprimir a inveja que sentiu por ter sido Danny, e não ele a obter o poder do Punho de Ferro. Davos precisou engolir seu orgulho e se posicionar ao lado do amigo a despeito das próprias aspirações, e se dispôs a fazê-lo, de modo que a deserção de Danny foi um golpe duplo para ele aceitar. Davos se viu traído como nativo de K'un-Lun, despida de seu principal protetor, e como amigo de Danny, que se foi sem sequer dizer adeus.
Enquanto isso, Colleen vive seu dia de Geni conforme leva fora de todos os lados (Por alguma razão as pessoas não gostam de agentes secretos do Tentáculo.), Danny, Davos e Claire a esculhambam por pertencer à organização criminosa, enquanto Bakuto e seus colegas a mantém sob observação severa por ter ajudado Danny a fugir.
A postura de seus "irmãos" é o grande indicativo que Colleen tem para perceber que a facção do Tentáculo à qual serve não é tão benevolente quanto seu sensei a fez crer.
E enquanto Harold trama para usar Danny para matar Bakuto e destruir o Tentáculo (devolvendo-lhe sua liberdade no processo), Joy começa a questionar as decisões de seu pai egresso dos mortos, cujos rompantes de ira se tornam mais frequentes e as inclinações homicidas mais evidentes.
No final das contas, Lead Horse Back to Stable foi uma sessão de terapia de pouco menos de um hora, onde Colleen foi confrontada pela real natureza da organização que a acolheu, e a renegou, enquanto Danny fez o mesmo ao renegar K'un-Lun em nome de seus sentimentos pela Filha do Dragão.
Os bons pontos do episódio foram a sequência de Colleen sendo levada à presença de Bakuto, fazendo referência aos rituais do Tentáculo que vimos em Demolidor, que terminou em uma sequência de luta honesta, e os flashbacks mostrando Danny em K'un-Lun usando os paramentos da ordem da Mãe Garça, com o verde e amarelo do uniforme do herói nos quadrinhos. Falando em flashbacks, não dá pra não notar que o orçamento da série é mais enxuto do que poderia. Eu realmente gostaria de ver Shou Lao na série, e as praças gloriosas da cidade de K'un-Lun, mas todo o treino e as provas de Rand em seu período no Himalaia são contados, ou mostrados através de cenas claramente econômicas.
De qualquer forma, com dois episódios na agulha, a primeira temporada de Punho de Ferro se encaminha para o fim com saldo negativo, mas ainda há tempo, e esperança de melhora.

"-Eu serei seu braço-direito. Ficarei ao seu lado na passagem. Protetores de K'un-Lun.
-Não é o que eu pensava...
-Não é o que nenhum de nós pensava. Mas é seu dever, agora. E o enfrentaremos juntos."

Resenha Série: Punho de Ferro Temporada 1 Episódio 10: Black Tiger Steals Heart


Atenção! Spoilers do décimo episódio!
O nono episódio de Punho de Ferro havia prestado um tremendo desserviço ao que a série havia conquistado até ali.
Toda a evolução da trama e dos personagens foi enterrada por uma série de más decisões que se estenderam durante todo o The Mistress of All Agonies, que foi, sem sombra de dúvida, o pior episódio da série. Os problemas do nono capítulo foram tantos que reverberam por boa parte de Black Tiger Steals Heart, esse décimo episódio, onde Danny acorda em uma propriedade com cara de campus universitário em Nova York, local onde, ele descobre depois, Bakuto acolhe jovens em situações de risco, e lhes dá educação e alimento em um ambiente acolhedor e seguro enquanto os ensina os caminhos das artes marciais.
Bakuto, por sinal, está louco para que Rand entre no empreendimento. O sensei/diretor dessa "Escola Bakuto para Jovens Ninjas" é um aficionado por todas as formas de conhecimento de artes marciais, entre elas, o legendário poder do Punho de Ferro, do qual ele tomou conhecimento através de uma fita chinesa da década de quarenta (Aliás, orgasmo nerd pra fita, que mostra um Punho de Ferro mascarado descendo a porrada no exército chinês).
Bakuto afirma ser capaz de completar o treinamento de Danny e ajudá-lo a alcançar a integralidade de seu potencial.
Danny não ter um treinamento completo faz sentido. Explicaria porque eu tenho a impressão de que se ele enfrentasse o Demolidor ele levaria uma surra violenta, e porque ele não sabia que era capaz de usar seu Punho de Ferro para curar.
Assim como a falta que Danny sente de uma figura paterna (aparentemente Lei Kung não era muito paternal...) é a única explicação para sua confiança cega em Harold Meachum, a quem Gao já havia se referido como uma maçã podre.
Em quem Danny aparentemente não confia muito é em Bakuto. E, conforme os leitores de gibis já sabiam, Colleen confirma que sim, seu sensei é membro do Tentáculo.
Mas a jovem também informa a Danny que há duas correntes distintas na organização criminosa, uma ruim, que se desviou do caminho, e outra boa, que segue a verdadeira filosofia do Tentáculo original, e que Danny sofreu uma lavagem cerebral em K'un-Lun que o cegou para a verdade dos fatos.
Danny fica justificavelmente puto da vida, a guria por quem ele se apaixonou omitiu dele o fato de ser membro da organização que ele foi treinado para destruir. Não tão justificável é a mudança de lado de Colleen, que tem Bakuto como seu sensei, o santuário como seu lar e os demais discípulos como sua família, mas ainda assim, resolve ajudar Danny, que ela conhece há alguns dias e que, segundo sua crença, sofreu lavagem cerebral pra não gostar do Tentáculo, a escapar quando a coisa toda descamba para a pancadaria.
A pancadaria, diga-se de passagem, é o ponto alto do episódio, em especial a luta entre Danny e Bakuto no centro de vigilância, e a luta nos portões do santuário, quando Davos, grande ladrão de cena do episódio, se junta a Danny para ajudá-lo em sua fuga (me permitam abrir mais um parêntese aqui, alguém imagina o banho de sangue se Stick entrasse naquele lugar?).
Enquanto isso, os Ward seguem com seu rocambole folhetinesco, agora que Joy descobriu que Harold está vivo e bem, menos preocupado com a saúde e bebendo de manhã cedo e com preocupantes oscilações de humor ela começa a mostrar sinais de preocupação, imagine, então, se ela ficasse sabendo da natureza da visita de seu pai a Lawrence, cabeça do conselho diretivo da Rand, e sua ideia para pavimentar o caminho dos Ward de volta ao comando da empresa?
Black Tiger Steals Heart certamente não foi um mau episódio, e poderia ter sido melhor se não fossem os ecos do capítulo anterior, mas ao menos a série parece estar tentando recobrar o ritmo que alcançara antes. Entrando em sua reta final, seria muito bom se isso acontecesse o quanto antes.

"-Uau, você é o pior Punho de Ferro da história!"

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Resenha Série: Punho de Ferro Temporada 1 Episódio 9: The Mistress of All Agonies


Atenção! Há spoilers.
Punho de Ferro havia dado uma escorregada violenta em The Blessing of Many Fractures, e o final do episódio não chegava a acenar com uma grande mudança de panorama na sequência. As coisas se confirmaram conforme uma série de eventos estranhos se enfileiraram nesse capítulo, e estranhos no mau sentido.
Pra começar, Harold, que a exemplo de Boca de Algodão em Luke Cage, morreu no sétimo episódio. Ao contrário do personagem de Mahersala Ali, porém, o senhor Meachum se ergueu do pântano onde Ward o havia desovado, e, como se seu cérebro estivesse reiniciando, cambaleia por Nova York reaprendendo a falar e pensar numa sequência quase risível se não fossem os esforços de David Wenham para levar a coisa toda a sério.
De volta ao lar, Harold reencontra seu pretendo assassino, Ward, e o perdoa pela "travessura". Ao menos é o que ele diz.
Por falar em dizer coisas, madame Gao, aprisionada por Danny no dojo de Colleen (será que não havia um lugar menos desprotegido para manter sua pretensa refém?
Pretensa porque, ainda que esteja amarrada à uma cadeira, é a velha quem parece estar controlando a situação, tira do sarro das perguntas de Danny e das drogas de Claire, se gabando de suportar interrogatórios desde o século XVII enquanto vai empilhando minhocas na cabeça do Punho de Ferro.
E quando Ward se reúne com os carniceiros para descobrir a verdadeira natureza da ressurreição de seu pai, é finalmente punido por Harold, que ainda tem tempo de oferecer um jantar festivo ao seu secretário particular (que não acaba bem) e revelar à Joy que ainda está vivo!
E quando os jogos mentais de Gao já estavam colocando Danny e companhia em parafuso, o ferimento sem importância de Colleen, fruto de sua luta na China no episódio anterior, se mostra mais problemático do que parecia, já que os capangas de Gao usam armas envenenadas, um problema e tanto já que Danny e Claire precisam saber qual é o veneno para poder tratar Colleen, e a única esperança da jovem pode ser o ressurgimento de Bakuto.
Se tudo isso é pouco, ainda tivemos a apresentação de Davos (Sacha Dawan), o amigo de infância de Danny em K'un-Lun, que surge em Nova York com propósitos ainda nebulosos.
The Mistress of All Agonies provavelmente foi o pior episódio de Punho de Ferro. Com momentos de vergonha alheia entrecortados por longos períodos de mero aborrecimento o nono capítulo seguiu o tropeço do oitavo se estabacando violentamente no chão.
A série não se tornou perda total por um mau episódio, mas eu fico curioso pra saber como a produção vai fazer para, nos próximos quatro capítulos, reencontrar a excelência de seus melhores momentos.

"-Você está prestes a enfrentar algo para o qual não está preparado.
-Algo mais assustador que um dragão em uma caverna?
-Sim."

terça-feira, 4 de abril de 2017

Resenha Série: Punho de Ferro Temporada 1 Episódio 8: The Blessing of Many Fractures


Cuidado! Há spoilers!
Punho de Ferro vinha de uma ótima sequência de grandes episódios que haviam tirado a má impressão do início arrastado e com mais cara de novelão do que de programa de super-herói, infelizmente, o oitavo capítulo deu um passo atrás em diversos aspectos.
The Blessing of Many Fractures teve viagens de avião, planos, tramas, armações e Ward nas raias da loucura após ter esfaqueado Harold até a morte e jogado seu defunto no pântano no último episódio.
Por clichê que suas alucinações sejam, não se pode negar que o personagem de Tom Pelphrey vem sendo o único capaz de rivalizar com Colleen Wing conforme a série anda, nada mal para um personagem que era parte do tripé mais xarope da série desde o início.
Enquanto Ward desesperadamente tenta se afastar do feudo Rand/Ward, Joy parece estar disposta a lutar até o último round pelo seu lugar na mesa do conselho diretor da empresa, disposta, inclusive, a usar chantagem contra a junta diretora (créditos para Jessica Jones, mencionada por Joy como fonte das fotos comprometedoras).
Enquanto os Meachum chafurdam na intriga corporativa, Danny, Colleen e Claire (sério... O que a Claire foi fazer na China com Colleen e Danny? Absolutamente despropositada a participação da enfermeira no capítulo.).
Lá, Danny está obcecado em descobrir (ou confirmar) a participação de Gao na morte de seus pais.
A invasão do Punho de Ferro e de Colleen ao armazém do Tentáculo leva a pelo menos uma boa luta do herói contra outro personagem egresso das HQs, o drunken master Zhou Cheng (Lewis Tan).
Zhou Cheng é apresentado como a face oposta de Danny Rand, com sua disposição pétrea na defesa da porta que guarda como protetor jurado do Tentáculo. Infelizmente, o personagem não tem muito tempo em cena, e praticamente se restringe à sua boa (e rápida) cena de luta e à sugestão de personalidade esboçada nos poucos minutos que permanece em cena, um bem-vindo respiro de ação em um episódio arrastado e com mais cara de sessão de terapia do que de sequência do ótimo Felling Tree With Roots.
Além de todos os problemas narrativos de The Blessing of Many Fractures, o mais problemático do episódio foi o desserviço que prestou ao protagonista. Após acenar com um crescimento genuíno do personagem, apresentado com toda a justiça, como um ingênuo heróico, que ia, aos poucos aprendendo sobre os trâmites do mundo fora de K'un-Lun. O problema é que após acenar com a evolução do personagem, pra lá do meio da temporada, a série o puxa de volta à condição de bobo manipulável, mais teimoso do que obstinado, desesperado pra dar o próximo passo sem ter pensado no caminho.
Apesar de todos esses problemas, porém, o que Punho de Ferro mostrou até aqui não chega a ser terrível, e certamente não é pior do que os piores momentos de Jessica Jones e Punho de Ferro, duas séries que, mesmo com problemas semelhantes, foram cobertas de elogios pela crítica especializada.
Faltando cinco episódios para o final, Punho de Ferro deu uma escorregada e quebrou o bom ritmo que mantinha já havia quatro capítulos.
Esperemos pra ver o que vem por aí.

"-O que seu mestre pensaria se visse você bebendo assim?
-Oh, ele insiste nisso... Veja, alguns perseguem o dragão. Eu mantenho o meu sedado. Coisas ruins acontecem se eu não faço isso."

Resenha Cinema: Fragmentado


Lá se vão... O quê? Quinze anos desde Sinais, que, pra mim, foi o último filme de M. Night Shyamalan que valia a pena ir ver no cinema. De lá pra cá, houveram tropeços como Fim dos Tempos e A Vila, bombas de proporções bíblicas como Depois da Terra, e filmes mornos como O Último Mestre do Ar e A Visita, numa série de trabalhos que foram minando a credibilidade de Shyamalan, que surgiu com o arrasa-quarteirão O Sexto Sentido, e seguiu com o espetacular Corpo Fechado dando pinta de que seria o novo Alfred Hitchcock, uma promessa que, à certa altura, pareceu ter subido à cabeça do cineasta, que declarou guerra aos críticos e pareceu se ver como o salvador criativo da sétima arte (cof, A Dama na Água, cof, cof).
Shyamalan se tornou uma caricatura do cineasta que surgira em 1999, e seus projetos, de um tempo pra cá, deixaram de despertar interesse ou antecipação. Quando muito curiosidade mórbida.
Tanto que quando eu vi no cinema o trailer de Fragmentado, ano passado, meu interesse diminuiu quando apareceu ao perceber que o filme era de M. Night Shyamalan. É provável que eu tivesse esperado o longa sair em vídeo se a crítica não estivesse sendo tão positiva com split (e pensar que houve um tempo em que Shyamalan foi o diretor que eu mais vi no cinema).
Foi ontem que eu resolvi adiar Ghost in the Shell e encarar o thriller em nome dos velhos tempos.
Fragmentado mostra três jovens colegas de escola, as estudantes do ensino médio Claire e Marcia (Haley Lu Richardson e Jessica Sula), duas gurias normais, bonitas e tagarelas, e a tímida e retraída Casey (Anya Taylor-Joy), convidada meio que por pena de Claire para sua festa de aniversário num shopping da Philadelphia. Após a festa, as três ganhariam uma carona do pai de Claire pra casa, mas, antes que se deem conta do que está acontecendo, um estranho assume o volante do automóvel, e as droga.
Acordando-se sem saber quanto tempo depois em um quarto improvisado em um porão, as três adolescentes descobrem que foram aprisionadas por um homem com óbvios problemas psicológicos, que se apresenta hora como um sujeito de comportamento obsessivo com limpeza e organização, hora como uma senhora de disposições severas, hora como um menino de nove anos que adora Kanye West...
Conforme a audiência descobre com o desenrolar do longa, esse homem é Kevin (James McAvoy), portador de transtorno dissociativo de identidade, ou, múltiplas personalidades.
Nada menos do que vinte e três personalidades distintas habitam o corpo de Kevin, nos conta sua terapeuta, a doutora Fletcher (interpretada de maneira elegante e calorosa por Betty Buckley).
O rapaz parecia ter sua incomum situação sob controle, mas aparentemente um episódio recente reavivou seus traumas de infância, e criou uma situação onde as facetas mais sombrias de Kevin puderam sair à luz, e enquanto Claire, Marcia e especialmente Casey tentam entender a situação em que se encontram e descobrir uma forma de escapar de seu cativeiro, a doutora Fletcher começa a pensar que algo de terrível pode acontecer quando uma nova e tenebrosa personalidade de Kevin passa a espreitar das trevas.
Fragmentado é provavelmente o mais tenso filme de M. Night Shyamalan desde sempre.
É bom ver o diretor, que em seus melhores momentos desfilava um domínio sobre jogo de câmera digno de mestre, voltar à boa forma de seus primeiros trabalhos em um longa enxuto, com ritmo acertado e que jamais enche linguiça.
Não há cena sobrando em Fragmentado, nada parece fora de lugar ou excessivo. O primeiro e o segundo atos do filme são tudo o que se pode desejar de um suspense, com o tabuleiro bem armado e os peões em movimento para fazer a trama andar. O arranjo de tais peças é tão bem acabado que os pequenos exageros do terceiro ato são absolutamente perdoáveis, especialmente quando a câmera de Shyamalan se junta à trilha sonora de West Dylan Thordson para aquelas sequências de assistir na ponta da cadeira tentando equilibrar o Isordil embaixo da língua enquanto rói as unhas.
Usando breves flashbacks para equilibrar o filme e nos dar insights do passado de Casey (uma subtrama de embrulhar o estômago), e contando com atuações acima da média de Anya Taylor-Joy e Betty Buckley e um show de rock de McAvoy, demonstrando com gosto todo o seu repertório de esquisitices, mostrando inacreditáveis distorções de identidade em um único suspiro, e retratando tanto o temperamento explosivo de um homicida quanto a fragilidade de um jovem traumatizado, Shyamalan faz um dos melhores thrillers dos últimos tempos sem apelar para nenhuma reviravolta sinistra de última hora, e mostra que, quando o ego não sobe à cabeça, ele ainda pode ensaiar para ser o herdeiro cinematográfico de Alfred Hitchcok apenas com talento e criatividade.
Assista no cinema. Shyamalan finalmente voltou a valer o preço de um ingresso, e o fez em grande estilo.
A propósito, quando for assistir, tenha certeza de ficar até a última cena do longa de fato. Na pior das hipóteses, é um easter egg divertido.

"Os alquebrados são os mais evoluídos!"

sábado, 1 de abril de 2017

Resenha Série: Punho de Ferro Temporada 1 Episódio 7: Felling Tree With Roots


O sétimo episódio de Punho de Ferro, Felling Tree With Roots manteve o crescente nível de qualidade e tensão da série desde o quarto capitulo.
O episódio já começa.com Harold recebendo uma desagradável visita do Tentáculo, o arrancando da câmara hiperbárica onde dorme para puni-lo por sua traição ou por sua estupidez. A chegada fortuita de Danny à cobertura serve para desencadear mais uma.boa cena de luta.
Danny não consegue tirar da cabeça a revelação de Gao de que ela conheceu Wendall Rand, e negociado com ele, mas encontra consolo na companhia de Colleen, que finalmente baixa a guarda e torna a relação dos dois, finalmente, romântica, enquanto Ward, cada vez mais enxovalhado e pronto pra largar tudo e desaparecer de Nova York, é obrigado a confrontar a total extensão da loucura de Harold, enquanto Joy precisa lidar com toda a extensão da decência de Danny que está resoluto em fechar a fábrica que pode estar envenenando os vizinhos. Uma decisão que pode custar caro a todos os envolvidos.
E após receber uma perturbadora de Gao, o Punho de Ferro encontra um andar secreto na sede da Rand, o décimo-terceiro piso, onde ficam os escritórios do Tentáculo!
De fato Gao não estava brincando quando diz que está na empresa há muito mais tempo que Danny.
O décimo-terceiro andar, no entanto, é apenas a ponta do iceberg, usando um pouco de persuasão, Rand coloca as mãos em informações detalhadas da forma como o Tentáculo utiliza a Rand para contrabando, além da localização do químico Radovan.
De posse dessa informação, Danny recruta Colleen e os Carrascos para uma batida no laboratório da organização criminosa.
Não bastasse tudo isso, ainda há tempo para Joy ser surpreendida por uma decisão inesperada da junta de diretores, para Colleen receber uma visita de seu amigo Bakuto (quem leu os quadrinhos do Punho de Ferro tem uma boa noção de quem é Bakuto, interpretado por Ramon Rodriguez), para Danny descobrir que Gao fugiu pra China e para um inesperado homicídio!
Com tanta coisa rolando, chega a ser surpreendente que Felling Tree With Roots seja um episódio bem equilibrado como é. Ultrapassando a metade da série, Punho de Ferro aumenta o peso das apostas, e acrescenta bem-vindas doses de tensão e senso de urgência à mistura.

"-É uma força singular, usada para proteger K'un-Lun. É passada de geração em geração, e é dada a um aluno do monastério para usá-la.
-E por que você foi escolhido?
-Eu não fui escolhido. Eu a mereci.