Bem vindos a casa do Capita. O pequeno lar virtual de um nerd à moda antiga onde se fala de cinema, de quadrinhos, literatura, videogames, RPG (E não me refiro a reeducação postural geral.) e até de coisas que não importam nem um pouco. Aproveite o passeio.
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quarta-feira, 30 de março de 2016
Não é o Melhor Batman
Nossa raça tem uma tendência particularmente irritante a abraçar a polarização. Essa desagradável obstinação em se inserir em grupos através de um ou outro aspecto de identificação que sempre descamba para o "nós" contra "eles".
É, afinal de contas, da natureza humana querer se inserir. O Homem é um animal social inseguro, não sabe viver sozinho e a única coisa mais gravada em seu DNA do que a violência e a covardia.
A atual geração, por sinal, é mais covarde do que outras que a antecederam, e mais social. As mídias digitais geraram esse fenômeno do troll de internet balindo feito um poodle por detrás de um nick metido a engraçadinho nas redes sociais, agredindo todos aqueles que têm opinião divergente da sua própria, ou seja, os inimigos.
Poucas coisas têm polarizado tanto os poodles da internet ultimamente quanto a "guerra" entre Marvel e DC que saiu das páginas dos quadrinhos e alcançou as telas do cinema.
É particularmente engraçado lembrar que, quando eu era um moleque, não existia essa divisão. Meus amigos que liam quadrinhos e eu, éramos tão Marvetes quanto DCnautas. Talvez porque, naquela época, fôssemos poucos, e não pudéssemos nos dar ao luxo de nos dividir dentro de nossas parcas fileiras.
Ainda assim, esse fenômeno relativamente recente escalou a níveis que me deixam perplexo nos dias de hoje. Eu saí de uma comunidade do Batman nas redes sociais porque era impossível discutir civilizadamente com a maioria dos membros. Se tu fizesse um comentário positivo que fosse a respeito de um filme da Marvel, os sujeitos te malhavam feito um proverbial judas no sábado de aleluia.
Minha paciência pra esse tipo de comportamento minguou já há algum tempo. Eu, que tenho entre meus super-heróis preferidos o Homem-Aranha e o Batman, e que não seria capaz de escolher entre DC ou Marvel, não consigo entender a fiasqueira dos poodles da internet. Especialmente quando ouço coisas como "Ben Affleck é o melhor Batman que já existiu!".
Calma.
Não vim aqui pichar a interpretação de Affleck.
Realmente acho que o diretor de Argo e Atração Perigosa e Medo da Verdade foi bem. Muito melhor do que todo mundo esperava, eu mesmo, que preferia Josh Brolin no papel, dei a mão à palmatória, e acredito que Affleck fez um grande trabalho.
Um grande trabalho, considerando-se tudo.
Porque há questões na caracterização do Batman de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, que escapam ao ator, e que são justamente as mais controversas, ao menos pra mim, que cresci lendo e assistindo Batman.
Todo mundo gosta, eu já disse, de ver um Batman grisalho e rabugento tocando o horror na bandidagem.
Mas um Batman que mata, e o Batman de BvS mata um bocado, presta um desserviço ao personagem em diversos aspectos.
Mesmo o Batman mais casca grossa e nefasto dos quadrinhos, a versão idealizada por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas, é incapaz de matar. A ideia de proteger a vida à qualquer preço é fundamental para o cânone do personagem. O Batman é, afinal de contas, uma resposta básica, infantil até, ao trauma de Bruce Wayne. Sua ideia de se vestir de monstro e ser mais assustador que os criminosos a quem caça, aquela turba supersticiosa e covarde, vai até a linha que o morcego traçou para separá-lo dos bandidos que mataram seus pais:
Tirar uma vida.
Batman enfia a bandidagem no hospital por meses, quebra ossos como quem muda de meias, mas não mata.
Isso não é unicamente uma faceta importante para a caracterização do personagem, para estabelecer suas crenças e código moral e balancear sua óbvia patologia.
Não.
O fato de o Batman não matar, justifica sua extensa e qualificada galeria de vilões.
Explica-se: Se o Batman do Ben Affleck mata, então por que o Coringa de Jared Leto, que aparentemente matou o Robin e aparentemente está em Arkham no filme do Esquadrão Suicida está vivo?
Quer dizer... Por que o Batman mata pistoleiros de baixo calão, mas deixa o psicopata mais perigoso do mundo vivo? Simplesmente não faz sentido que o Coringa, o Crocodilo e a Arlequina estejam vivos e bem para seu filme quando a bandidagem rasteira foi explodida, metralhada e esmagada dentro de seus carros ao longo de BvS.
Outra questão que, pra meu gosto pessoal, desqualifica o Batman de Ben Affleck para ser "O Melhor Batman do Cinema", é a falta da multiplicidade de personalidades.
O Batman/Bruce Wayne de Affleck é a mesma pessoa. Claro, o Batman usa sua roupa de monstro e tem a voz distorcida eletronicamente (pra mim, uma bola fora), mas quando o vemos falando com Diana Prince, Alfred ou Clark, ele expressa os mesmos pensamentos e o mesmo tom com ou sem o traje. Ele chega a aparecer com a máscara destruída durante sua luta com o Superman, falando com sua voz.
Enquanto isso, o Batman de Christian Bale, pra mim, ainda o melhor do cinema, tinha três personalidades absolutamente distintas.
Ele era o afetado playboy bilionário que aparecia em festas, colunas de fofocas e dormia nas reuniões das empresas Wayne, era a monstruosa criatura morcego de voz gutural que espancava o submundo do crime com punhos de aço, e era o verdadeiro Bruce, que nós víamos na Batcaverna com o Alfred, ou em suas interações com Rachel, e eventualmente com Thalia.
Esse vislumbre da mente fragmentada de um doente mental, porque o Batman é um doente mental, era algo único. E demonstrado de maneira tão sutil e espertamente integrada à ação dos filmes, que muita gente só via quando lhes era apontado.
Outra questão que me incomodou na caracterização do personagem em BvS, foi o fato de o Batman ser imprevidente. Na sua luta do galpão, que ilustrava o trailer final do longa, ele é arrastado pelo pé, esfaqueado e leva meia dúzia de tiros na cabeça. Ora, diabos...
Como é que o Homem-Morcego ficou tão desleixado a ponto de apanhar de meia dúzia de capangas contratados? Uma das grandes características do Batman sempre foi o prodígio marcial. O Batman dos quadrinhos, dos games Arkham e da trilogia das Trevas é capaz de enfrentar múltiplos oponentes sem se expôr a esse tipo de risco, então, foi algo surpreendente pra mim, ver o herói ser tão desprevenido.
Eu repito que, no geral, gostei da atuação de Affleck, e tenho pra mim, que as facetas que me desgostaram mais, são decisões do diretor Zack Snyder, já que carregam a assinatura do restante de sua filmografia.
A mão do diretor, por sinal, pesa em tudo o que, pra mim, não funciona no filme, e me causa espécie que os poodles da internet fiquem tão desesperados em ladrar contra "os inimigos" que sejam incapazes de ver que o universo cinematográfico DC tem um potencial sensacional, mas está no colo de um cineasta sem a visão necessária para trazê-lo à vida.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Resenha Cinema: Batman vs. Superman: A Origem da Justiça
Eu sempre disse, e quem quiser conferir, só precisa olhar as postagens de três anos atrás, que eu sou parte de um time restrito:
O das pessoas que gostaram de O Homem de Aço.
Eu realmente gostei. Deixei isso bastante claro na resenha que escrevi do filme logo após assistir à uma sessão de pré-estréia em junho de 2013. Aqui está uma frase minha, tal e qual escrita na manhã seguinte ao filme:
"O Homem de Aço é ótimo.
O longa encontra o tom ao contar a história de um homem desorientado procurando por seu lugar no mundo, e do peso que aceitar esse lugar depositará sobre seus ombros.".
Claro. Eu revi O Homem de Aço uma semana mais tarde, e percebi falhas no filme, mas continuei, essencialmente, gostando do longa. Quando critico o longa por detalhes como a exposição excessiva no roteiro, ou a Lois Lane onipresente, ou o destruction porn que o filme se torna no momento da utilização do Motor Mundo e do confronto entre Superman e Zod, o faço como alguém que, no geral, gostou do filme, mas achava que ele poderia e deveria melhorar em certos aspectos.
Os fanboyolas que eventualmente me agrediram por escrito em redes sociais ao me ouvir falar do filme (quer me ver perder a paciência é estar falando comigo sobre, por exemplo, O Homem de Aço, e retrucar à uma crítica com "Ah, é. Porque bom é o Homem Formiga". Eu me recuso a discutir civilizadamente com gente da categoria sorvete-na-testa.) jamais entenderam que eu estava no time dos que gostaram do filme, e o consideraram um digno embrião para o novíssimo universo cinematográfico compartilhado da DC.
Ao contrário de gurizinhos sensíveis criados pela avó fazendo pintura em porcelana, eu não estou na folha de pagamento nem da Marvel e nem da DC, já tive fases mais Marvete e fases mais DCnauta, e tenho histórias e personagens favoritos em ambas as editoras, então me falta paciência e disposição pra apaziguar Marvecas e DCnildas desvairadas que destilam ódio e dão aulas de como desperdiçar tempo na internet.
Foi por isso que, à certa altura da divulgação de Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça, eu simplesmente me abstive de redes sociais. Porque qualquer crítica, observação ou receio para com a condução desse segundo e ambicioso passo da DC/Warner para edificar um universo de cinema nos moldes daquele que a Marvel/Disney começou a edificar oito anos atrás, era alvo de uma enfurecida retaliação de algum nerd tetudo cuja vida girava ao redor dos Novos 52, ou se tornava bengala de algum virgem de 23 anos anos com um retrato do Robert Downey Jr. na carteira pra sustentar uma discussão estilo quinta série no Orkut, Yoble, VK, etc...
De qualquer forma, após uma longa espera, hoje assisti a Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça, e simplesmente não consegui decidir se gostei do filme, ou não.
O longa de Zack Snyder abre com uma sequência de sonho onde Bruce Wayne revive o assassinato de seus pais, na saída do cinema, intercalado com o instante onde, após fugir em meio ao funeral de Thomas e Martha Wayne, ele caiu em uma greta, e encontrou uma caverna sob a propriedade Wayne onde viviam milhares de morcegos...
Logo em seguida, somos levados de volta à Metrópolis quando o Motor Mundo Kryptoniano era ativado. Superman e Zod se enfrentam devastando a cidade. Bruce Wayne chega de helicóptero, embarca em um automóvel e ordena, por telefone, que seus funcionários evacuem o prédio da financeira Wayne.
A ordem, porém, chega tarde demais.
Os raios de calor dos dois Kryptonianos cortam o edifício como se fosse feito de margarina, e o prédio rui matando dúzias (ao menos é o que diz em um recorte de jornal. Considerando o tamanho do prédio, acredito que saiu barato termos "dúzias" de vítimas e não "centenas" ou "milhares".).
As mortes na empresa, e na cidade de Metrópolis como um todo são o estopim para que Bruce Wayne, espertamente retratado por Ben Affleck como um irascível e neurótico vigilante calejado, declare uma guerra pessoal contra o último filho de Krypton.
Para isso, Bruce precisa de um mineral recém descoberto nas entranhas do Motor Mundo de Zod:
A kryptonita.
O minério descoberto por pesquisadores de Lex Luthor se revelou capaz de interagir com o DNA kryptoniano, sendo capaz de causar danos mesmo ao corpo preservado de Zod. Luthor (Jesse Eisenberg), planeja tornar esse mineral alienígena radioativo em uma arma. Um elemento dissuasivo na eventualidade de o Superman, ou outro de seus conterrâneos, voltarem a ameaçar a Terra.
E para conseguir o que quer, Luthor não poupa esforços, usando mercenários para simular ataques do Superman na África, ameaçando senadores, manipulando o homem-morcego, e até mesmo fuçando a tecnologia da espaçonave de Zod, tudo isso enquanto a opinião pública se divide a respeito do que o Superman pode, ou não pode, fazer.
Então...
Acredito que o mais justo seria dizer que gostei de determinados elementos, mas, no geral, achei um filme irregular.
Ao contrário do que foi prometido na divulgação, os trailers mostraram tudo o que havia pra se mostrar em Batman Vs. Superman.
Não existe nenhum desdobramento no filme que não possa ser antevisto por quem assistiu os três principais trailers do longa (que eu acho que a gente encontra aqui no Blog se procurar direitinho).
Zack Snyder tem ótima mão pra ação, mas não é um diretor sutil, ele desenvolve o roteiro de Chris Terrio e David Goyer cheio de confiança e garbo, mas o faz de maneira atabalhoada, confusa, e, por vezes, arrastada.
Apesar de o filme ser Batman Vs. Superman, o que nós realmente vemos é Snyder tentando fazer um filme do Batman onde o Superman eventualmente aparece, e a despeito de ter um protagonista surpreendentemente seguro no papel, ele claudica à sombra da trilogia das Trevas de Christopher Nolan.
Eu sei, a comparação é injusta, mas é inevitável.
O Batman de Affleck tem qualidades, mas é obtuso, descuidado, e mata indiscriminadamente, de maneira direta e indireta, quebrando pescoços, disparando tiros em tanques de combustível, esmagando carros com o Batmóvel ou marcando pedófilos com um morcego em brasa para que eles sejam reconhecidos por seus crimes dentro do presídio e punidos por outros detentos, e por mais maneiro que seja um Batman envelhecido e rabugento com voz de Darth Vader deitando a porrada em deus e todo mundo, diabos... Esse não é o Batman que eu conheci nos quadrinhos e que, mesmo com todas as licenças tomadas por Nolan, fui capaz de reconhecer em Christian Bale.
Henry Cavill, maduro e tranquilo em seu papel de Superman, é relegado á "coadjuvância", o que também acontece com Amy Adams, quase um acessório, Laurence Fishburne e Diane Lane.
O Alfred de Jeremy Irons tem seus momentos mas não dá pra largada com Michael Caine, enquanto que o Lex Luthor de Jesse Eisenberg é uma estranha mistura de Mark Zuckerberg, Woody Allen e Coringa de Heath Ledger, constantemente se remexendo, resmungando e invadindo o espaço pessoal alheio. Sua tentativa de emular um psicopata é quase risível, e uma única cena de Kevin Spacey em Superman - O Retorno, o diálogo com Lois Lane no Iate, é infinitamente mais ameaçadora e memorável que todo o espalhafato reciclado de Eisenberg.
A Mulher-Maravilha de Gal Gadot é apresentada como uma mulher misteriosa, uma bobagem já que entregaram a presença dela como a amazona ainda na segunda prévia do longa, mas ela tem presença e uma interessante nota perdida entre o musical e o seco em sua voz, além de uma trilha sonora muito fodona. O que ela não tem, é uma função dentro do filme fora participar da luta final e interromper um momento em que o longa se tornava mais interessante pra apresentar Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher) e plantar o embrião do filme da Liga sem apelar para uma cena pós-créditos (não há nenhuma).
O longa, apesar dos problemas, funcionava quando se apoiava nas diferenças entre os protagonistas. Uma interessante e promissora queda de braço ideológica tomava forma, até Snyder entrar em modo Rocky Balboa e começar a preparação para a "luta de gladiadores definitiva" com, eu juro, uma training montage do Batman se preparando para lutar com o Superman separando armamento de Kryptonita, mísseis, bombas, uma armadura e... Levantando pesos.
Ainda assim, a luta entre os dois heróis é divertida, tem bons momentos, é ação competente, mas isso não satisfaz Snyder, e logo, surge Apocalypse, o medonho híbrido do DNA de Zod e Luthor (eu não sei qual dos dois é parente do Abomínavel de O Incrível Hulk, mas é a única explicação que encontrei para um híbrido de Zod e Luthor se parecer com um gigantesco monstro cinzento) com a única intenção de causar destruição.
Com uma ameaça desse tamanho, será que o homem de aço e o cruzado encapuzado serão capazes de deixar suas desavenças de lado para salvar Metrópolis, e, mesmo que o façam, será o suficiente?
O que eu posso garantir, é que nem toda a megalomania do grande duelo final, e todas as referências a O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller são o suficiente para tornar Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça o filme que ele poderia, merecia e deveria ser.
O longa ainda será um grande sucesso de bilheteria, se Transformers - A Era da Extinção chegou ao bilhão de dólares, Batman e Superman não devem ter problemas para superar a marca, mas se esse longa for o modelo do universo cinematográfico da DC, então, francamente, eu fico com os dois pés atrás com relação ao que vem por aí.
"-Por que você acha que precisaremos lutar?
-Só um pressentimento."
quinta-feira, 24 de março de 2016
Resenha Série: Demolidor Temporada 2: Episódio 13: A Cold Day in Hell's Kitchen
Atenção! Pode haver spoilers.
Demolidor, Elektra e Stick conseguiram escapar do Tentáculo. Ainda assim, os três sabem que a organização criminosa jamais lhes dará sossego agora que sabem que a ninja assassina é o Céu Negro de sua devoção.
Enquanto Stick sabe que a única forma de deter o Tentáculo é matando Elektra, e Elektra sabe que a única forma de deter o tentáculo é matando Nobu, Matt deseja apanhar o imatável cabeça da ordem, despi-lo de seu poder, e expô-lo como um homem comum. O que, para o idealista advogado católico, fará os seguidores de sua liderança debandarem.
É um plano otimista, mas Elektra parece disposta a segui-lo junto com Matt, especialmente depois de o advogado amarrar Stick a uma cadeira para mantê-lo longe dela.
O problema é que enquanto Matt e Elektra planejavam sua jogada no médio prazo, o Tentáculo não perdeu tempo, e imediatamente colocou seus vastos recursos a trabalhar em nome da vingança contra o Demolidor.
Após espancarem o sargento Mahoney e ameaçarem a vida de sua mãe, os agentes da organização conseguem uma lista de todas as pessoas que Matt já salvou, sequestram todos e os fazem reféns para atrair o demônio de Hell's Kitchen até uma armadilha.
A isca se torna particularmente mais eficiente quando Karen Page está entre as pessoas salvas pelo Demolidor.
Com a vida de dezenas de inocentes em risco, não resta alternativa a Matt, senão cair na armadilha para tentar manter todos em segurança.
A despeito de ser um grande combate final de Matt contra Nobu e o Tentáculo, o final da segunda temporada de Demolidor conseguiu a proeza de ser um desfecho muito superior ao bom encerramento da temporada de estreia.
Enquanto o season finale do ano um da série era desenhado ao longo dos doze episódios iniciais culminando numa aguardada luta de Matt contra Fisk, o encerramento do segundo ano é mais orgânico, mais corrido, soando todo mais urgente e improvisado.
Essa correria toda, porém, não faz com que a equipe de Demolidor seja descuidada com as relações entre os personagens, e o peso de cada um dos coadjuvantes na resolução de todo o drama engendrado.
Nós podemos ver Foggy aceitando um emprego na firma de Jeri Hogarth (Carrie Anne-Moss, egressa de Jessica Jones), vemos Melvin Potter fazendo um traje para Elektra e, dando um passo em direção à sua persona dos gibis, o Gladiador, mostrar o seu próprio, tanto na roupa de proteção que usa sob a camisa quanto no poster de gladiadores na parede da oficina e nos designs na mesa onde ele apanha o novo bastão de Matt, aliás, o novo bastão é finalmente a versão do bastão de Matt nos gibis, com o cabo flexível por dentro e o lançador de arpéu. Ainda há espaço para vermos a nobreza do sargento Mahoney, para Karen se mostrar novamente uma mocinha repleta de determinação e recursos, espaço para Stick, para Frank Castle voltar à casa onde foi feliz pela última vez, e então queimá-la e, claro, há espaço para Elektra e Matt se unirem como pareciam estar evitando fazer a todo o pano desde o quinto episódio.
E nada disso é excessivo, tudo ocorre com uma bem-vinda fluidez, e de uma forma que, ao contrário do bom desfecho da primeira temporada, que, sejamos francos, todos sabíamos como terminaria, deixa a audiência sob tensão durante todo o tempo.
A cena em que Matt e Elektra estão encurralados entre dezenas de ninjas e mais Nobu, e Matt diz para ela que eles deveriam fugir juntos, é genuinamente tocante, e nós sabemos que é sincero.
Quando Matt aventa uma existência sem vida civil, ele só pode vê-la ao lado de Elektra. Ela é a única pessoa que o viu por inteiro, e o aceitou e amou sem julgamentos ou melindres.
Por isso é muito mais doloroso quando, em uma cena análoga aos quadrinhos de Frank Miller, Elektra é assassinada com sua própria adaga Sai, brandida por Nobu, mais catártico quando Matt espanca impiedosamente ao ninja, derrotando-o além de qualquer sombra de dúvida (graças à dica de Stick) e muito mais tocante quando, no funeral da Ninja, Matt fala sobre as flores que ela preferia, e confirma a Stick que sim, valeu a pena amá-la.
Com momentos particularmente inspirados, como o Justiceiro oferecendo cobertura à Matt, Stick garantindo que Nobu permaneça morto, e a conversa entre Karen e Ellison sobre bloqueio de escritor, Demolidor encerra sua segunda temporada dando um passo adiante do que fora o excelente ano um, estabelecendo Demolidor como a melhor adaptação de um quadrinho para a TV, e uma das melhores adaptações de super-heróis para qualquer mídia graças à uma equipe de produção que levou seu trabalho à sério, soube entender e desenvolver seus personagens, dar-lhes vida e profundidade e entregar um show que, desde ontem, quando assisti ao desfecho da temporada, já me deixou ansioso pelo ano três.
Com uma nota vagamente melancólica em seu desfecho e promissoras sementes plantadas para o futuro, Demolidor se despede em altíssimo nível, deixando um vazio muito difícil de preencher.
Não demore a voltar, Matt. Acho que falo por todos os fãs de quadrinhos e de bom entretenimento quando digo que sentiremos tua falta.
"Olhe dentro de seus próprios olhos e me diga que não é heroico e que não suportou ou sofreu ou perdeu as coisas que mais lhe importavam. E mesmo assim, aqui está você. Um sobrevivente de Hell's Kitchen, o lugar mais conturbado do mundo. Um lugar onde covardes não duram. Então, você deve ser um herói."
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Resenha Série: Demolidor Temporada 2 - Episódio 12: The Dark at the End of the Tunnel
Atenção! Há spoilers!
Do primeiro momento em The Dark at the End of the Tunnel nós somos brindados com um flashback que dá o tom do episódio. Nós viajamos pelo passado de Elektra, quando a ninja foi treinada, em sua infância, por Stick, aprendendo a lutar e a matar.
Deste flashback, corta para a luta entre os dois nos dias de hoje, com uma Elektra enfurecida busca vingança de Stick após ele mandar matá-la. O duelo é interrompido, primeiro por Matt, e depois pelo Tentáculo. Um grupo de ninjas ataca o trio, mas antes que o embate alcance seu desfecho, as luzes se apagam e os vilões desaparecem levando Stick com eles.
Começa uma corrida entre o demônio de Hell's Kitchen e a ninja assassina para ver quem chega primeiro ao velho mestre cego. Matt, para resgatá-lo, ou Elektra, para matá-lo.
Enquanto isso, Karen acompanha o resgate dos corpos após a explosão do barco do Blacksmith. O sargento Mahoney garante à jovem que o Justiceiro está entre os mortos, e que é apenas questão de tempo até que o corpo seja identificado.
Ao mesmo tempo em que Karen tem um belo momento com Ellison, a incentivando a escrever um artigo póstumo sobre o verdadeiro Frank Castle, o homem por trás do flagelo do submundo, Matt e Foggy têm uma conversa definitiva, pingam is e riscam tês, dando sua parceria por encerrada, já que a abertura de Nelson no julgamento de Frank Castle ganhou os ouvidos das grandes firmas legais.
Antes de se separarem em definitivo, porém, Foggy tem uma última grande dica para Matt. Uma que o coloca no rastro de Stick.
Quando Matt chega ao covil do Tentáculo, porém, ele encontra um grave problema. Os ninjas da organização percebem que, se não usarem suas armas, o Demolidor não é capaz de ouvi-los.
O que coloca o diabo da guarda de Hell's Kitchen em uma posição delicada pra dizer o mínimo.
É muito bacana a forma como Stick ensina Matt a enfrentar os ninjas ultra-silenciosos do Tentáculo enquanto é torturado por Hiroshi.
Quem também não tem exatamente um momento agradável diante de si é Karen, que ao procurar o coronel Schoonover para ouvir alguém com uma palavra gentil a respeito do Justiceiro, encontra muito mais do que procurava.
Assim como Elektra, que ao seguir Matt no encalço de Stick, não encontrou apenas seu antigo mentor, mas também, seu papel na vida.
Elektra descobre que o Céu Negro que o Tentáculo tem buscado há séculos é uma pessoa.
Ela própria.
E que Stick passou sua vida tentando voltá-la para o bem, mas sempre esbarrou na própria natureza assassina da jovem. Elektra enxerga o sentido nisso, e a única coisa entre ela e o Tentáculo são as memórias cálidas que ela ainda guarda de seu mestre e o amor que sente por Matt.
Conforme Elektra faz sua escolha, descobrimos que Schoonover é o tal Blacksmith, e Schoonover descobre que Frank Castle não morreu.
Sensacional episódio. Ao contrário do que ocorreu no ano um, quando o penúltimo episódio foi uma espécie de calmaria antes do final da temporada, The Dark at the End of the Tunnel taca fogo no mundo.
A revelação da identidade de Blacksmith é sólida, coerente, e fecha o círculo de vingança de Frank Castle de maneira elegante e coerente.
mesmo a decisão de Frank de matar seu ex-oficial comandante é bem sacada (Karen apela para a consciência de Frank, enquanto o traficante o compele a torturá-lo, mas Frank resolve a questão com um balaço no meio do crânio.), a relação de Karen e Frank foi um dos pontos altos da temporada.
Demolidor, por sinal, se estabeleceu como uma série com coadjuvantes brilhantes ao longo dos últimos vinte e cinco episódios. É difícil não se importar com Foggy, Karen, Ellison, Stick, e as caras novas, Frank Castle e Elektra, sem sombra de dúvida se perfilam às demais nesse sentido.
Se o Justiceiro ganhou em Demolidor sua melhor encarnação em uma mídia além dos quadrinhos (ouso dizer que a atuação de Bernthal tornou seu Justiceiro melhor que as versões dos quadrinhos), a equipe criativa da série também faz maravilhas por Elektra.
A forma como ela quase é seduzida pela oferta de Nobu, mas a nega no último momento, foi particularmente excitante, assim como a presença de Stick e seu momento de ternura com Matt, dizendo "Estou orgulhoso de você", apenas enriquecem o bolo de Demolidor.
A melhor parte?
Ainda falta um episódio para o final.
"-Um tiro, uma morte. Isso foi o que você me ensinou."
Resenha Série: Demolidor Temporada 2 - Episódio 11: .380
O nível havia caído suavemente no episódio anterior, conforme muitas tramas paralelas tomavam tempo simultaneamente quebrando o ritmo da história, mas em .380 as coisas voltaram aos eixos e Demolidor ascendeu novamente ao altíssimo nível de toda a segunda temporada.
O episódio já abre com a ótima sequência da invasão do Tentáculo ao Hospital Metro General, onde os ninjas assassinos vão para recuperar os adolescentes drenados no misterioso ritual d'A Fazenda.
A sequência de luta do Justiceiro contra os ninjas, que culmina com o resgate aéreo de Claire é excelente.
Enquanto Matt enfrentava ninjas, Karen enfrentava um depoimento da polícia após sobreviver a um "ataque do Justiceiro". Na verdade, como vimos no episódio anterior, Castle de fato salvou Karen de ser morta pelo tal Blacksmith, que estava tentando incriminar Frank e, ao mesmo tempo, amarrar as pontas soltas do assassinato da família Castle.
Isso junta Karen e o Justiceiro para uma investigação conjunta e busca de pistas que os levem ao misterioso traficante.
Com a vida de Karen em risco, o Demolidor deixa o Tentáculo momentaneamente de lado para, ele próprio, empreender uma investigação pelo submundo atrás do responsável pela morte da família de Frank, e também pelo atentado à Karen e pelo ferimento de Foggy.
No Metro General as coisas também se complicam já que, após uma polpuda doação de fundos, a administração do hospital parece disposta a varrer pra debaixo do tapete o ataque do Tentáculo (e o fato de que um dos ninjas responsáveis pelo ataque parecia já ter sido morto antes), um acobertamento que é a gota d'água para Claire.
Enquanto o Justiceiro usa a si próprio e a Karen como iscas para obter informações sobre o Blacksmith, Matt consegue as suas através de outra egressa da primeira temporada:
Madame Gao (Wai Ching Ho).
A traficante de heroína do conluio do Rei do Crime é a maior prejudicada pela ascensão do Blacksmith, e Matt não precisa realmente torcer o braço da velha para conseguir fazê-la falar.
Os dois vigilantes voltam a se encontrar no clímax do episódio, no píer 41 do porto de Nova York, onde uma grande remessa de heroína está chegando para o Blacksmith.
Mas será que o sujeito que vem se mantendo fora do radar da polícia de Nova York, da promotoria e até das outras gangues, é tão fácil de encontrar?
Em .380 encontramos o ponto mais próximo do equilíbrio de Penny and Dime. A ação é explosiva, com boas cenas de luta, as tramas andam paralelamente sem se sobreporem, há sequências de violência feroz como a luta de Frank contra os assassinos na lanchonete e momentos de genuína emoção.
É interessante como Jon Bernthal e os roteiristas e produtores conseguiram tornar o Justiceiro um personagem tão rico.
Da carranca enxovalhada de Frank Castle saem ameaças veladas, xingamentos desdenhosos, relatos de partir o coração e palavras de sabedoria, tudo com a mesma naturalidade.
A conversa dele com Karen na lanchonete, quando ele fala a respeito de amor, e de como apenas quem está próximo o suficiente é que pode te magoar é belíssima. Da mesma forma, quando Matt, claramente desgostoso com a forma como a lei atua após ver Wilson Fisk comandando a prisão e a promotoria pública acobertando os próprios erros, aventa a possibilidade de permitir que Frank mate o Blacksmith, "só dessa vez", é o proprio Justiceiro quem avisa ao advogado que essa é uma linha que se cruza apenas uma vez.
Pra fechar o capítulo, o misterioso ritual do Tentáculo chega ao seu pico, com os jovens alimentando o que quer que seja o misterioso jarro com sangue, e a desavença entre Elektra e Stick alcança um ponto extremo.
Faltando dois episódios para o fim da temporada, algumas relações se estreitam enquanto outros laços são rompidos, e haja fôlego para o que vem pela frente.
"-Sabe qual é o problema com mártires? Os melhores acabam mortos."
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Resenha Série: Demolidor Temporada 2 - Episódio 10: The Man in The Box
Após desmantelar a macabra fazenda de sangue do Tentáculo, e conseguir com o sargento Mahoney o envio das vítimas para o hospital Metro General, onde Claire pode garantir que as vítimas sejam admitidas sem registro, o Demolidor não tem muito tempo para celebrar o pequeno sucesso.
Não bastasse ter se deparado com o "fantasma" de Nobu e levado uma coça, a fuga do Justiceiro da prisão coloca as autoridades em alerta máximo, especialmente após a promotora Reyes receber ameaças contra a sua família assinadas com o raio-X do crânio de Frank Castle.
Conforme uma nova guerra parece explodir em Hell's Kitchen, com todas as pessoas implicadas na morte da família do Justiceiro sendo assassinadas e Foggy sendo ferido no fogo cruzado, Matt resolve ir até a fonte do problema, já que parece bastante claro para o herói que o Rei do Crime está por trás da libertação prematura do vigilante.
Enquanto Elektra é atacada em seu caminho para fora de Nova York por um matador enviado pela pessoa mais improvável para assassinar a assassina, Karen continua sua investigação tentando desesperadamente chegar à verdade sobre o Justiceiro e a identidade do misterioso Blacksmith com Matt tentando fazer o mesmo enquanto defende seus aliados das investidas do Tentáculo.
The Man in The Box é o episódio mais fraco da temporada, e eu não vejo como fazer um elogio maior à série do que esse.
Um programa que pode se dar ao luxo de ter como ponto baixo um episódio tão cheio de ação, reviravoltas e drama, está muito acima de tudo mais o que é produzido na TV e, volto a dizer, não apenas com super-heróis e personagens de quadrinhos, mas das séries em geral.
The Man in The Box possui alguns problemas de ritmo, desenvolvimento e até edição, resultado da grande quantidade de acontecimentos do episódio, se todos esses eventos não fossem importantes como são, esse problema poderia ser maior, por sorte, cada nova camada adiciona algo à trama.
O ponto alto do episódio, sem sombra de dúvida, é a entrevista de Matt com o Rei do Crime na penitenciária, quando o advogado desperta o que há de pior em Fisk, precisa suportar um brutal ataque de fúria do mafioso para salvaguardar sua identidade, e recebe uma pesada jura de vingança do vilão.
A conversa afeta tanto a Matt que ele se vê disposto a abandonar seu emprego, sua identidade civil e sua vida para se focar em proteger Hell's Kitchen em tempo integral. Ele chega a começar a fazer isso, mantendo guarda no telhado do Metro General para proteger Foggy e as vítimas do Tentáculo, o que rende outro bom momento, a conversa dele com Claire, que tenta colocar um pouco de juízo na cabeça do demônio de Hell's Kitchen.
Ao final do episódio, ficamos com várias perguntas:
Quem é o Blacksmith, ele está conectado ao Tentáculo? O que diabos foi colocado no sangue das vítimas drenadas na Fazenda para deixá-las da forma como estão ao final do capítulo?
E uma certeza:
Os três últimos episódios serão cabulosos.
"-Pra mim chega, Claire. Chega de lei. Chega de amigos. Na melhor das hipóteses, me distraem. Na pior, eu os coloco em risco. De agora em diante, eu preciso me concentrar.
-Você pode sentir que é um navio perdido no oceano, mas de você se isolar assim, é o que será. Está cortando sua própria âncora."
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quarta-feira, 23 de março de 2016
Resenha Série: Demolidor Temporada 2 - Episódio 9: Seven Minutes in Heaven
Atenção! Há Spoilers.
A segunda temporada de Demolidor chegou ao seu nono episódio com tanta coisa acontecendo que eu estou ficando com a desconfortável impressão de que as pontas soltas não serão todas amarradas nos próximos quatro episódios me deixando com uma dolorosa espera de um ano por desfecho.
De qualquer forma, as pontas são todas muito interessantes, e a série segue ótima em todos os episódios, com picos habituais de excelência.
Seven Minutes in Heaven é um desses picos.
Muito graças a presença de Wilson Fisk (Vincent D'onofrio).
O caminho do Rei do Crime, do season finale do ano um até a última cena de Guilty as Sin nos é mostrado no início do capítulo, com Fisk aprendendo sobre a vida na prisão, e rapidamente se adaptando à sua nova realidade.
Se inicialmente o vilão parece claudicante e ensimesmado, não tarda para que as interações com outros condenados, como o traficante Dutton (William Forsythe), reacendam o que há de pior e mais poderoso em Wilson.
Enquanto o Rei passa a trabalhar para tornar sua estada na prisão mais palatável, do lado de fora as coisas vão mal para o Demolidor.
Matt é procurado por Foggy, ainda emputecido após a bagunça durante o julgamento de Frank Castle. Por mais que nós gostemos do herói, é impossível não entender os motivos para a fúria de seu amigo. Foggy sequer queria pegar o caso, só o fez por causa da manipulação de Karen e Matt, quando assumiu o caso, seu sócio desapareceu por causa de suas operações paralelas com Elektra, que chegou a pôr a perder sua melhor chance de desacreditar a acusação ao ameaçar o legista do caso, e, não bastasse tudo isso, o réu despirocou durante seu depoimento, mandando o trabalho de Foggy pelo ralo.
Para sua surpresa, porém, Matt reage de maneira bastante fria, não apenas aceitando a ideia de parar as atividades da firma dos dois, mas também disposto a romper a sociedade, e deixar que Foggy siga seu caminho rumo ao sucesso sem que ninguém o atrapalhe.
O rompimento dos dois deixa Karen à deriva, mas a jovem se recusa a descansar sem saber o que houve com a família de Frank, isso a leva de volta a Ellison e ao Bulletin, para continuar cavando em busca da verdade.
Enquanto Frank Castle ao chegar à prisão, recebe de Fisk uma proposta que não é capaz de recusar, Matt volta suas atenções ao Tentáculo, e vai em busca do contador da Roxxon, Gibson, para descobrir o que a organização criminosa secular planeja em Nova York. Isso leva o diabo da guarda de Hell's Kitchen o mais próximo do inferno que ele jamais esteve, à medida em que, sob a fortaleza do Tentáculo, há coisas que Matt Murdock simplesmente não pode compreender.
Provavelmente o melhor episódio da temporada desde Penny and Dime, Seven Minutes in Heaven conta com cenas sensacionais como a feroz e sangrenta luta de Castle em um corredor apinhado de detentos e um segundo round entre o Demolidor e Nobu (isso mesmo. Nobu está de volta.), abrindo caminho para as facetas mais sobrenaturais do universo do Demolidor, tudo isso embalado pela presença de Wilson Fisk, mostrando que, embora a série tenha se valido bem de uma quantidade maior de conflitos e inimigos, um bom personagem sempre tem espaço.
"-Você está morto...
-Isso não existe."
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