Bem vindos a casa do Capita. O pequeno lar virtual de um nerd à moda antiga onde se fala de cinema, de quadrinhos, literatura, videogames, RPG (E não me refiro a reeducação postural geral.) e até de coisas que não importam nem um pouco. Aproveite o passeio.
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Resenha DVD: Corra!
Eu sou um notório detrator de filmes de terror em geral. Os considero, em sua maioria, grandes porcarias, a ponto de, aqueles que não são ruins, já merecerem alguma forma de elogio apenas por se destacarem dos demais. Eu não estava nem um pouco interessado em assistir Corra!, cujo trailer vi em algum momento no início desse ano, ou no final do ano passado em uma ida ao cinema qualquer.
Me pareceu outro desses êxitos financeiros dos estúdios, onde todos os envolvidos fazem dinheiro já que os longas são baratos e rápidos de fazer, frequentemente levando a grandes ganhos percentuais para os produtores. Injetar cinco milhões de dólares em um filme, e faturar cento e setenta e cinco milhões, é um tremendo negócio.
Acabou que, no sábado, eu me vi voltando pra casa com o tempo fechando, e resolvi passar na locadora. O único filme que eu não havia assistido na prateleira de lançamentos era, justamente, Corra!, e eu pensei "Ah, que diabos".
O longa escrito e dirigido por Jordan Peele (parceiro de Keegan-Michael Key em Keanu: Cadê Meu Gato?!) começa com uma sequência tremendamente tensa para estabelecer o tom da história: Um homem negro (Lakeith Stanfield) anda por ruas de um subúrbio norte-americano qualquer tentando encontrar um endereço enquanto reclama ao telefone que todas aquelas ruas parecem iguais, quando, após desligar, percebe um automóvel branco o seguindo. Na rua deserta, o veículo pára junto à calçada, fazendo o jovem mudar de direção para evitar passar pelo carro enquanto resmunga para si mesmo que o fará porque sabe como negros são tratados em lugares como aquele. Subitamente a situação escala de maneira brutal, deixando claro que lugares aparentemente seguros, podem não sê-lo.
Corta para o jovem Chris (Daniel Kaluuya).
Ele está se preparando para fazer uma viagem com sua namorada, Rose (Allison Williams), após cinco meses de namoro, eles irão até o interior para conhecer os pais da jovem. Chris está preocupado em saber se, a família de Rose, que é branca, sabe que ele é negro.
Rose o tranquiliza, dizendo que não falou nada porque seus pais não são racistas, e ele não tem com o que se preocupar, reforçando que seu pai teria votado em Obama pela terceira vez, se pudesse.
Chris está genuinamente apaixonado por Rose, e é por isso que ele resolve ignorar seus instintos, e os avisos constantes de seu amigo Rod (LilRel Howery), e fazer a tal viagem. Talvez ele se case com Rose, e conhecer os pais da jovem será uma tarefa inevitável em algum ponto, então...
Ao chegar a bela e isolada propriedade dos Armitage, Chris conhece Dean e Missy Armitage (Bradley Whitford e Cathrine Keener), pais de Rose. Eles são gentis. Quase gentis demais. Inteiramente devotados a fazer com que Chris se sinta confortável e acolhido. A dedicação dos dois à tarefa é quase sufocante. Mais desconfortável, porém, é a presença da empregada Georgina (Betty Gabriel), e do caseiro Walter (Marcus Henderson), cujo comportamento rígido e tom excessivamente cordial fazem pensar nos robôs de Chapolin Colorado que pontuavam suas frases com um "Pi-Piiiiiiii".
Por estranha que a situação possa parecer, Chris tenta racionalizar a coisa toda dentro de parâmetros meramente raciais. Os pais de Rose estão se esforçando demais para tentar não parecerem desconfortáveis com a questão racial. Walter tem uma tesão recolhida por Rose, Georgina não se sente bem em ver um homem negro namorando uma branca... Mesmo o comportamento estapafúrdio de Jeremy (Caleb Landry Jones, o Banshee de X-Men: Primeira Classe, cuja falta eu senti em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido e Apocalypse) são coisas que Chris vai tentando digerir em nome de seus sentimentos por Rose.
Mas então, na primeira noite, Chris pensa em sair e fumar um cigarro no jardim, mas coisas estranhas acontecem, e depois há uma festa, e ela é ainda mais estranha... E então...
Bem, Corra! é um suspense, então longe de mim entregar o ouro.
O que há de ser dito é que em seus dois primeiros atos, quando está edificando o suspense de sua trama, Jordan Peele o faz de maneira soberba.
Há pistas de que algo está errado o tempo todo, e elas são entregues de maneira que o racismo esteja sempre nas entrelinhas, seja o racismo mais rasteiro, do branco que não gosta de negros, ou os considera inferiores, até o racismo paternalista e condescendente do branco que acha que os negros precisam de ajuda, passando pelo racismo (nem sempre) paranoico dos negros com relação aos brancos, tratado de maneira satirizada pelo personagem de LilRel Howery e sua crença inabalável de que todos os brancos querem escravos sexuais negros.
O terço final de Corra! não é tão redondinho quanto os dois primeiros, ele carece do lastro que as ideias raciais oferecem aos setenta minutos iniciais do filme, que transpiram tais argumentos, ainda assim, é uma tremenda montanha russa, repleta de sequências de deixar na ponta da cadeira em seus minutos finais, misturando terror e ação de maneira bem dosada.
Jordan Peele também faz bom uso de seu elenco, Daniel Kaluuya tira o protagonismo de letra, enquanto Allison Williams é linda e adorável, Brad Whitford e Catherine Keener têm uma gentileza em seus anfitriões que jamais carece de um toque ameaçador, garantindo que o filme jamais se torne confortável de assistir quando eles estão em cena.
E ainda que haja momentos para deixar o longa um pouco mais leve (particularmente as participações de Rod), o longa cozinha a audiência em fogo brando por uma hora e quarenta minutos de tensão muito bem orquestrada, deixando claro que o background cômico de Peele não interfira com o que ele deseja que o filme seja, de fato (a despeito do que a frase no pé da capa do DVD possa sugerir).
Com tantos predicados, fica difícil não recomendar Corra!.
Qualquer pessoa que goste de um bom filme irá aproveitar ao assistir, e fãs de suspense, em especial, sem dúvida têm um prato cheio no longa.
Vale a locação.
"Agora você está no lugar profundo..."
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Resenha Série: Stranger Things, Temporada 2, Episódio 3: The Pollywog
Nós não precisamos esperar muito para ver o que estava escondido dentro da lata de lixo de Dustin no final de episódio anterior.
O estranho girino a quem o moleque batiza de D'Artagnan (Ou Dart), aquela lesma interdimensional vomitada por Will no season finale da primeira temporada, cresceu para se tornar um girino de alguma espécie de criatura do Mundo Invertido que Dusty confunde com alguma espécie de réptil ou anfíbio, e a presença da criaturinha logo divide opiniões dentro do grupo.
Não é necessário ser um gênio pra saber que esse negócio não pode acabar bem. Escutem Will. Ele esteve preso no Mundo Invertido, ele é, mais ou menos, pai do D'Artagnan, e se ele não gosta do bagulho, todos deveriam ouvi-lo.
Quem, talvez, não devesse ser ouvido, é Bob.
Durante uma carona pra escola, Bob resolve inspirar Will a enfrentar seu pesadelo com o Monstro de Sombra como ele próprio fizera na infância com um pesadelo recorrente, Senhor Baldo, se recusando a fugir e ordenando que a criatura fosse embora, o problema é que o pesadelo recorrente de Bob não era uma criatura do Mundo Invertido, real o suficiente para aparecer na filmagem que Will fizera do Halloween na noite anterior, para desespero de Joyce.
Quem também se desespera é Nancy, cada vez mais envolvida com a ideia de fazer justiça para Barb, ela chama Jonathan para, juntos, colocarem em prática um audacioso plano para contar a verdade sobre o destino de sua amiga para a família Holland.
E não param de surgir problemas da dimensão paralela. Hopper encontra um padrão nas lavouras apodrecidas ao redor de Hawkins, e resolve voltar ao laboratório para tentar arrancar algumas respostas de Owens, não sem, antes, se desentender novamente com Onze, que continua sem entender a preocupação de Hopp com sua segurança e a proíbe de sair da cabana para encontrar Mike.
Novos flashbacks mostram o início da relação dos dois com uma sequência fofa onde a guriazinha e o xerife limpam a cabana onde ela irá morar.
Isso, no entanto, não é o suficiente para impedir a guriazinha de se rebelar e ir atrás de Mike na escola, mais ou menos ao mesmo tempo em que todos se dão conta de que Dart não é uma nova espécie de anfíbio descoberta por Dustin, mas sim um penetra interdimensional que, percebendo-se em perigo, logo foge da vista de todos após passar por uma pequena metamorfose.
Como desgraça pouca é bobagem, Onze encontra Mike justamente quando Max está tentando fazer as pazes com o moleque, dando a impressão de que ele e a ruivinha estão juntos.
Um pequeno parêntese para aplaudir Millie Bobby Brown, aqui. A expressão dela diz tudo a respeito de como Onze se sente furiosa por ter sido substituída como quinto elemento do grupo de nerds mirins.
Enfim, em meio a toda essa confusão, Will tem outro rompante e é transportado para o Mundo Invertido, lá, ele tenta aplicar a tática "molezinha" de Bob no Monstro de Sombras, e as consequências disso podem ser devastadoras pro pimpolho.
O terceiro capítulo da segunda temporada de Stranger Things deixa claro que, por mais divertida que a série seja, Hawkins é um lugar perigoso, e as coisas que acontecem nessa cidadezinha de Indiana têm consequências graves. Ninguém está imune aos perigos que deixam o laboratório, e isso gera uma tensão que faz maravilhas pelo programa.
Um episódio com todos os elementos que fazem de Stranger Things um grande sucesso.
"-Nós não precisamos de mais ninguém. Eu sou nosso paladino, Will é nosso clérigo, Dustin é nosso bardo, Lucas é nosso ranger e On é nossa maga."
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
O Novo Trailer de The Last of Us Parte II
E foi meio na surdina, sem avisar nada pra ninguém, que a Naughty Dog e a Sony revelaram, de supetão, o segundo trailer da segunda parte de The Last of Us.
O vídeo de quase cinco minutos é cru e brutal, mostrando uma situação tensa vivida por personagens desconhecidos.
Não há menção ou aparição de Ellie ou Joel.
Confira:
The Last of Us foi o melhor game de 2013, com belos gráficos, jogabilidade redondinha e uma narrativa que dá surra de pica mole em muito filme Hollywoodiano, o game mostrava Joel e Ellie, fazendo uma viagem através dos Estados Unidos em um mundo devastado por uma pandemia global de origem fúngica que tornava os hospedeiros do cordyceps em espécies de zumbis.
A relação conflituosa entre Joel e Ellie, com o tempo, ganhava novos contornos,conforme eles viajavam tentando sobreviver a todo o tipo de privação e perigo.
A sequência ainda não tem data de estréia divulgada, mas deverá ser centrada em Ellie cinco anos após o game original. Não há maiores detalhes sobre a trama.
O vídeo de quase cinco minutos é cru e brutal, mostrando uma situação tensa vivida por personagens desconhecidos.
Não há menção ou aparição de Ellie ou Joel.
Confira:
The Last of Us foi o melhor game de 2013, com belos gráficos, jogabilidade redondinha e uma narrativa que dá surra de pica mole em muito filme Hollywoodiano, o game mostrava Joel e Ellie, fazendo uma viagem através dos Estados Unidos em um mundo devastado por uma pandemia global de origem fúngica que tornava os hospedeiros do cordyceps em espécies de zumbis.
A relação conflituosa entre Joel e Ellie, com o tempo, ganhava novos contornos,conforme eles viajavam tentando sobreviver a todo o tipo de privação e perigo.
A sequência ainda não tem data de estréia divulgada, mas deverá ser centrada em Ellie cinco anos após o game original. Não há maiores detalhes sobre a trama.
Resenha DVD: A Múmia
Quando a Universal anunciou seus planos de criar um universo compartilhado de monstros do cinema, eu achei a ideia idiota.
Isso, claro, foi na época de Drácula: A História Nunca Contada, um filme que, longe de ser horrível, estava longe de ser bom o suficiente para gerar sequer uma continuação, que dirá uma franquia.
Ledo e Ivo engano o meu.
A Universal, aparentemente, descartaria o Drácula de Luke Evans, o lobisomem de Benicio DelToro e tudo o mais, pra recomeçar do zero. Pra recomeçar de A Múmia.
Não A Múmia de Arnold Vosloo e Brendan Fraser, mas uma nova múmia, que seria o primeiro passo de um novo universo compartilhado.
O Dark Universe.
Sério.
Tem até um logo que aparece depois do logo da Universal no filme, juro.
A Múmia chegou a ser imaginada, lá atrás, como um longa mais puxado pro terror, mesmo. Menos aventureiro e cômico do que os três filmes dirigidos por Stephen Sommers na virada do milênio. Essa ideia, aparentemente, ficou pelo caminho.
A Múmia ganhou o rosto narigudo de Tom Cruise, a beleza exótica de Sofia Boutella, e a direção de Alex Kurtzman (cujo currículo como roteirista me faz pensar que ele é o responsável pelas partes que eu não gosto em vários filmes do tipo "poderia-ser-ótimo-se-não-fosse-por-isso-aqui").
No longa, conhecemos a história de Ahmanet (Boutela), princesa do Egito destinada a se tornar a rainha que se vê traída por seu pai, o Faraó, que se casa novamente e tem um filho homem que a escanteia na linha sucessória.
Ahmanet não é de deixar barato, tendo dedicado toda a sua vida a se tornar uma rainha, ela não está disposta a abrir mão do poder, e, para conseguir seu trono, se envolve com as artes ocultas e firma um pacto sombrio com Set, deus egípcio da morte.
Ela consegue que seu pai, madrasta e irmão caçula morram, mas não se satisfaz apenas com isso. Ela arma o tabuleiro para trazer Set ao mundo dos homens como um deus vivo e imortal, que regerá o Egito e o mundo ao seu lado por toda a eternidade.
Seus planos porém, são frustrados.
Ahmanet é condenada à pior de todas as punições por seus crimes, é embalsamada viva, e levada muito além das fronteiras do Egito, até a Mesopotâmia, onde é sepultada em uma prisão espiritual por mais de cinco mil anos.
Corta para os dias de hoje.
No Iraque, o sargento Nick Morton (Cruise) e seu companheiro, o cabo Vail (Jake Johnson) são batedores do exército dos EUA na região.
Eles se aproveitam de sua posição privilegiada para andar nos calcanhares dos insurgentes e roubar todas as antiguidades que conseguem e vender por grandes quantias no mercado negro dos colecionadores.
De posse de um mapa roubado da arqueóloga Jennyfer Halsey (Annabelle Wallis), Nick e Vail conseguem chegar à uma antiga cripta onde encontram o sepulcro de Ahmanet, e não tarda para que, após a chegada de reforços, todos estejam a bordo de um avião com destino a Londres de posse do sarcófago da antiga princesa.
Obviamente, é uma péssima ideia.
Ahmanet, livre de seu sepulcro, usa seus poderes místicos para derrubar o avião, e iniciar seus planos de domínio global ao lado da encarnação de Set.
Seu escolhido para ser o recipiente da essência do deus da morte?
Nick.
Começa, então, mais uma aventura do agente Ethan Hunt para impedir o fim do mundo, mas usando outro nome, e, tipo, tem uma múmia ali, e tal.
É difícil ir muito além disso.
O longa é mal escrito assim, mesmo. O roteiro de David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman, Jon Spaiths, Jenny Lumet, e do diretor Alex Kurtzman é simplesmente horrível. Uma aberração tão grande que poderíamos definir como um filme de super-herói sem super-heróis, usando monstros, mas sem terror, emprestando pedaços de dezenas de outros filmes de terror existentes, de Um Lobisomem Americano em Londres até A Noiva de Frankenstein (que vai virar filme no Dark Universe, estrelado por Angelina Jolie), mas tentando equilibrar isso com um filme de ação estrelado por Tom Cruise.
O resultado é tão ruim quanto parece.
Pra piorar, ainda existe uma super organização secreta responsável por vigiar os monstros do mundo, e ela é chefiada pelo doutor Henry Jakyll (Russell Crowe), que passa a maior parte do tempo em seu escritório tentando não se transformar em Edward Hyde, e quando falha e se transforma dá início a uma sequência quase constrangedora para ele e Cruise.
O longa obviamente não funciona, o roteiro tipo colcha de retalhos somado à direção de Kurtzman, que parece pouco mais do que apenas ter alguém coordenando o produto que o estúdio acha que o público deseja, gera um resultado que é absolutamente canhestro, deixando todo mundo sem pai e nem mãe no final do desastre.
O final do filme, obviamente, acena com a possibilidade de uma sequência, já que, A Múmia é apenas a pedra fundamental do Dark Universe, a questão é:
Será que depois de ver A Múmia, nós queremos ver mais alguma coisa do Dark Universe?
Assista apenas se tiver muita curiosidade mórbida, mas não pague por isso.
Espere passar na Tela Quente.
"-Onde está seu senso de aventura?"
Resenha DVD: Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
Foi em 2003 que a Disney conseguiu uma proeza que poderia parecer impossível:
Transformar um brinquedo de parque temático em um filme.
Mais do que isso, em um bom filme.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra era um deleite. Leve, divertido, descompromissado, o longa transformou Johnny Depp em astro, e o brinquedo da Disneylândia em franquia cinematográfica bilionária.
Juntos, os quatro primeiros filmes da saga, somaram quase quatro bilhões de dólares em bilheterias pelo mundo inteiro, garantindo que a casa do Mickey não sossegaria sem colocar um novo Piratas nas salas de exibição de quando em quando.
Após um hiato de seis anos desde Navegando em Águas Misteriosas, o capitão Jack Sparrow, criação máxima da carreira de Depp ressurge para mais uma aventura.
Henry Turner (Brenton Thwaites), filho de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley), está viajando pelo mar há anos estudando cada lenda e procurando por cada segredo dos sete mares, tudo para tentar descobrir uma forma de acabar com a maldição que liga seu pai ao Holandês Voador.
Ele procura pelo Tridente de Poseidon, o artefato mais poderoso dos sete mares, com domínio sobre todas as maldições do oceano. Em suas buscas, ele acaba encontrando, na Caverna do Diabo, pelo capitão Salazar (Javier Bardem), antigo caçador de piratas a serviço da coroa espanhola que foi ludibriado por Jack e aprisionado na caverna anos atrás.
Salazar deseja vingança, e ele poderá deixar a caverna e buscá-la assim que Jack se separar de sua bússola mágica que sempre aponta para o que ele mais deseja.
Pode parecer estranho que Jack se desfaça de um artefato tão incrível, mas, após falhar miseravelmente em um assalto, e ser abandonado por sua tripulação, Jack está disposto a qualquer coisa por uma garrafa de rum, até mesmo trocar uma pelo seu mais precioso bem.
Como desgraça pouca é bobagem, Jack sequer consegue beber o rum, já que é aprisionado quase que imediatamente após fazer a troca.
Isso o leva à prisão, a mesma onde está Carina Smyth (Kaya Scodelario), uma jovem astrônoma e horologista autodidata cuja sapiência a fez ser acusada de bruxaria e condenada à morte.
Quando Jack e Carina estão prestes a serem executados simultaneamente, Henry surge para um audacioso plano de fuga, pois apenas com a ajuda de Jack e Carina, ele tem alguma chance de encontrar o tridente e salvar Will da maldição, entretanto, salvar o pirata mais notório do Caribe da morte é apenas um pequeno passo no caminho, já que Salazar está livre para navegar pelos sete mares com sua tripulação de fantasmas e levar destruição a todos os piratas do mar enquanto procura por Jack.
É onde surge o capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush), cuja frota está sendo açoitada por Salazar, e barganha com o capitão fantasma a captura de Jack pela manutenção de seus navios.
Começa então um jogo de gato e rato pelo oceano, com os grupos tentando chegar primeiro ao tridente, que dará domínio sobre o oceano a quem quer que o empunhe.
Conforme eu disse lá em cima, A Maldição do Pérola Negra era um filme muito, muito divertido.
E, dali pra frente, cada longa foi pior que o anterior.
O Baú da Morte foi um filme com bons momentos, mas, no geral, bem inferior ao primeiro. No Fim do Mundo ao menos tinha o Davey Jones de Bill Nighy, e Navegando em Águas Misteriosas tinha Penélope Cruz e Ian McShane, e meio que era só isso.
C ada longa foi parecendo mais e mais com o brinquedo do parque de diversões que originou a franquia, muito divertido para quem está dentro, no caso Johnny Depp, não tanto para quem está só assistindo.
A Vingança de Salazar consegue a proeza de ser consideravelmente pior do que seus quatro antecessores, a despeito da óbvia qualidade da produção, repleta de efeitos visuais (a tripulação de Salazar é muito bem feita, com fantasmas com pinta de afogados em diferentes estágios de decomposição, mas os tubarões que eles usam como cães de caça deixam um pouco a desejar, e o jovem Jack que aparece em um flashback é bem esquisito), cenários e figurinos claramente qualificados, a direção de Joachim Rønning e Espen Sandberg é bastante estéril, e o roteiro de Ted Elliot, Terry Rossio, Stuart Beattie e Jay Wolpert é pouco mais que uma desculpa pra costurar uma série de sequências de ação algo aborrecidas, e Brenton Thwaites é provavelmente o pior coadjuvante que Depp já teve na série, ainda que Scodelario seja muito boa (num sentido amplo) e Geoffrey Rush continue sendo bom demais pra essa franquia.
Bardem, por sua vez, tem pouco o que fazer, exceto sumir sob a máscara de pixels e o vômito escuro que volta e meia lhe escorre da boca enquanto ele amaldiçoa Sparrow. A trilha sonora de Hans Zimmer segue empolgante, e há uma ou outra boa tirada com a ignorância dos bucaneiros, no plano geral, porém, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é um produto pra crianças assistirem no domingo de tarde muito pálido na comparação com a excepcional matiné que deu origem à série.
O grande acerto do longa, talvez, tenha sido da Disney do Brasil na hora de batizar o filme para o nosso mercado. O título original, Homens Mortos Não Contam Histórias era bom demais para um filme tão genérico. A Vingança de Salazar, raso, direto, e vazio, faz, com certeza, muito mais justiça ao conteúdo do longa.
Se as crianças gostarem de piratas, alugue para deixá-las ocupadas por umas duas horas, outrossim, espere passar na TV a cabo.
"-Eu não estou procurando por confusão.
-Que maneira terrível de se viver..."
Resenha Cinema: Thor: Ragnarok
Apesar do que o público em geral possa dizer, eu sempre gostei dos filmes do Thor.
O primeiro longa, lá de 2011, era uma correta fita de origem que, se ressentia de mais tempo para desenvolver a relação entre Thor e Jane Foster e para dar um fecho mais redondinho para sua trama, mas que funcionava a contento. O segundo longa, Thor: O Mundo Sombrio, de 2013, a despeito de ser o mais pichado pela crítica e pelo público, me ganhou. Era uma violenta salada de referências, tinha humor, ação e doses de drama, e, pra mim, tinha sido muito mais divertido do que os outros dois filmes de super-herói lançados naquele ano: O Homem de Aço e Homem de Ferro 3, chegando a entrar na minha lista de preferidos de 2013.
Uma coisa que esses dois filmes tinham em comum, além de Tom Hiddleston roubando a cena, era o fato de que Thor funcionava melhor quando o roteiro fazia graça com o deslocamento social do deus do trovão em nosso mundo.
O Thor que quebrava canecas no restaurante e pendurava o Mjölnir no suporte de guarda-chuvas da casa de Darcy era muito mais humano e relacionável do que o furioso deus-guerreiro que ia a Jottunheim matar Laufei porque sim.
A inadequação da divindade bárbara mística/medieval em nosso mundo era sempre uma válvula de escape bacana para histórias que, em um universo habitado por playboys bilionários filantropos em armaduras tecnológicas, soldados da Segunda Guerra com super-poderes e gigantes verdes enfurecidos, conseguiam se sobrepôr em estranheza.
Provavelmente o diretor Taika Waititi via as coisas dessa mesma maneira, e resolveu fazer de Thor uma comédia de ação e aventura cósmica da mesma estirpe de Guardiões da Galáxia, deixando que Chris Hemsworth chafurdasse na comédia física para se tornar, finalmente, o protagonista de seu próprio filme.
Porque previamente, o deus do trovão sempre foi facilmente eclipsado por Anthony Hopkins no tocante a talento dramático, e especialmente por Hiddleston, intérprete de Loki, que esbanja carisma na pele do deus da trapaça.
Entre esses dois, Thor parecia quase um acessório do roteiro de seus filmes, o sujeito que estava ali para salvar o dia por dever de ofício, e não por vontade própria, agindo como um herói agiria porque era seu trabalho e não porque ele queria.
Taika Waititi parece decidido a mudar isso e tornar Thor um herói pela qual a audiência esteja disposta a torcer.
Thor: Ragnarok abre com o deus do trovão encarcerado em Musphelhein, domínio de Surtur (Clancy Brown), o senhor dos reinos infernais. Ele está lá em razão de sua busca, através dos nove mundos, por pistas a respeito de suas visões em Vingadores: Era de Ultron, mas acaba sendo atraído de volta a Asgard após perceber que há algo de errado no comportamento de seu pai, Odin (Hopkins).
Nenhuma surpresa.
Todos nós nos lembramos que, ao final de Thor: O Mundo Sombrio, Loki havia tomado o lugar do Pai de Todos após forjar sua própria morte, e agora rege Asgard sem a mesma diligência de seu pai.
Thor retorna ao lar para encontrar Skurge (Karl Urban) ocupando o posto de Heimdall (Idris Elba) no comando da ponte do arco-íris enquanto Asgard celebra o deus da trapaça em monumentos e peças de teatro (uma hilária representação da morte de Loki no segundo filme, com Matt Damon, Luke Hemsworth e Sam Neil interpretando Loki, Thor e Odin) com "Odin" atendendo ao espetáculo comendo uvas e prenunciando as falas.
Não tarda para que o deus do trovão desmascare seu irmão e volte à Terra para procurar pelo pai de todos.
Após uma breve audiência com o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), Thor e Loki vão ao encontro de Odin, que revela que sua ausência no trono de Asgard causou o retorno de Hela, a deusa da morte (Cate Blanchett, linda de morrer).
Hela se alimenta do poder de Asgard, se torna mais forte a cada segundo, e é mais forte do que Thor, Loki e os dois juntos. Ela destrói o Mjölnir como se fosse feito de vidro, e toma o rumo do reino eterno lançando Thor e Loki para um lixão do cosmos: Sakaar.
Em meio a dezenas de portais dimensionais, o planeta Sakaar é domínio do Grão-Mestre (Jeff Goldblum), um déspota cheio de bons modos que organiza grandes torneios de gladiadores e sobrevive de mão-de-obra escrava (apesar de não gostar dessa palavra).
Assim que chega a Sakaar, Thor é cooptado pela catadora 142 (Tessa Thompson), na verdade, uma Valquíria exilada após sofrer a maior das derrotas nas mãos de Hela milhares de anos atrás, e levado ao Grão-Mestre, onde é transformado em um lutador de arena junto com outros exilados, como o kronan Korg (Taika Waititi, hilário), o insetoide Miek, e o grande campeão da arena de Sakaar: O incrível Hulk (Mark Ruffalo).
Preso no reino do Grão-mestre, sem seu martelo, Thor precisa encontrar um jeito de retornar a Asgard e impedir que Hela comece a levar adiante seus planos de dominar todo o universo, mas para isso, ele precisará sobreviver ao seu confronto com o incrível Hulk, e da ajuda de pessoas que não parecem dispostas a abraçar sua causa.
Ao assumir-se como uma comédia de ação, Thor: Ragnarok acerta a mão e entrega o que provavelmente é o filme mais divertido da Marvel desde o primeiro Guardiões da Galáxia. Embora haja muito fanboyzinho com vocação pra fiscal de piada torcendo o nariz para o humor escrachado do longa, é fácil perceber porque a Marvel escolheu essa abordagem para o Thor após as tentativas de levar o personagem mais a sério não terem sido bem-sucedidas.
Se Thor fosse um filme isolado, sem necessidade de se conectar ao restante do universo Marvel, provavelmente seria mais plausível criar o épico de 300 milhões de dólares imaginado por Matthew Vaughn lá atrás. Não é o caso. Não é assim que a Marvel faz cinema, e por mais que haja gente que não goste, o resultado financeiro não acena com necessidade de mudanças, de modo que o importante é encontrar uma forma de tirar a melhor experiência possível do personagem dentro da fórmula Marvel.
Taika Waititi fez isso.
Ele torna o roteiro de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost em um colorido carnaval de referências espaciais/mitológicas numa trama que brinca, de maneira leve, com a ideia do que faz um herói ser um herói, e cada pessoa procurando seu lugar no mundo porque, sob toda a pirotecnia e as piadas de Thor: Ragnarok, esse é o cerne do filme:
Thor, Loki, Valquíria, Hulk/Banner, até mesmo Hela e Skurge, estão todos tentando encontrar seu lugar no plano das coisas. Cada um deles tem uma ideia de quem devem ser, de quem querem ser, mas ainda não sabem ao certo como, ou porquê.
Thor provavelmente é quem melhor ilustra essa busca, ainda que o faça através de comédia muitas vezes pastelão. O Thor de Waititi é um idiota social, e nós gostamos dele por isso. Ele constantemente diz que "isso é o que os heróis fazem" antes de tomar alguma atitude potencialmente suicida e cheia de bravura, embora apenas ao final do longa, ele entenda porque os heróis agem dessa forma. Claro, ainda há tempo para que ele pareça sério ou solitário, mas isso dura pouco, e fica pouco em nossa memória, e nem importa, a mensagem é transmitida de maneira mais do que satisfatória por um elenco extremamente à vontade. Chris Hemsworth obviamente está se divertindo ao tirar sarro sem dó nem piedade de si próprio, Hiddleston sempre deixou claro o quanto é fácil para ele interpretar o deus da trapaça, e Hopkins segue tirando Odin de letra (ganhando até um momento para brincar de ser Loki). A Hela de Cate Blanchett mantém a média da Marvel, é sensacional logo que aparece, e vai se tornando menos e menos interessante conforme a filme anda, e é uma pena que não tenham dado à bela e talentosa atriz mais oportunidades, tanto de explorar o background de Hela e compor uma personagem mais profunda e interessante, quanto para interagir com Hiddleston e Hopkins, ainda assim, é sempre um deleite ver Cate Blanchett em cena.
O restante do elenco também está bem, Mark Ruffalo manda bem tanto como Hulk quanto como Banner, Tessa Thompson é bonita e fodelona, e Jeff Goldblum está ótimo como o afetado Grão-Mestre.
A trilha sonora, como de hábito, é quase invisível de tão discreta, e só se sobressai, mesmo, a Immigrant Song que embalou os trailers e aparece no filme para duas grandes sequências de ação.
Por sinal, quem se preocupava com Waititi comandando sequências de ação, o temor era infundado. O diretor neo-zelandês o faz com galhardia, cenas como a cavalgada das Valquírias montadas em pégasos fazendo uma carga contra Hela, ou todo o combate entre Hulk e Thor na arena de Sakaar deixam claro que não falta estilo ao cineasta, que torna Ragnarok o filme da Marvel com mais assinatura de seu diretor depois de Guardões da Galáxia.
Ao oferecer um respiro e uma nova abordagem ao deus do trovão, Waititi conseguiu o que a Marvel Studios ainda não havia conseguido fazer em seis anos de tentativa:
Tornou Thor a estrela de seu filme, e fez com que a audiência fique ansiosa por vê-lo novamente.
Certamente vale a ida ao cinema. O 3D é absolutamente dispensável. Há duas cenas pró-créditos.
"-Asgard não é um lugar.
-É um povo.
-E Esse povo precisa de você."
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sábado, 28 de outubro de 2017
Resenha Série: Stranger Things, Temporada 2, Episódio 1: MadMax
Assisti ao primeiro episódio de Stranger Things logo que a série foi lançada, em meados de outubro do ano passado.
Me lembro de ter achado a premissa simpática, e ter imaginado que era algo que eu poderia continuar assistindo, mas por alguma razão, não continuei. Vi os três primeiros capítulos e só voltei a assistir à primeira temporada da série na semana passada, quando assisti aos cinco episódios restantes ao longo de dois dias.
Olhando em perspectiva, eu me arrependi de não ter continuado assistindo o seriado na época do lançamento. Apesar de achar que o hype foi um pouco excessivo, e ter a impressão de que muito dele veio da nostalgia oitentista de quem cresceu assistindo Os Goonies, Gremlins, E.T., Conta Comigo e Os Heróis Não Têm Idade, eu realmente gostei do programa, de sua salada de referências nerd aos anos 80, de seu elenco infantil e adulto.
Tanto gostei que de ontem pra hoje já assisti metade da nova temporada, que retoma os acontecimentos estranhos que ocorrem na cidade de Hawkins, Indiana.
MadMax, primeiro episódio da temporada, abre com um grupo de delinquentes juvenis fugindo da polícia após o que parece ser um roubo na cidade de Pittsburgh. O quinteto de jovens marginais tenta sacudir a polícia em uma van que não tem a menor chance na perseguição até que a carona do veículo realiza uma manobra para despistar os tiras, revelando, enquanto limpa um pequeno sangramento nasal, uma tatuagem em seu pulso onde se lê 008.
Claro, todos imaginavam que Onze não era a única criança especial do programa MK Ultra da série, mas saber que existe uma jovem com habilidades semelhantes à solta no mundo, e que podem haver mais, tem um potencial imenso para a mitologia da série e para suas possibilidades futuras.
Mas de volta a Indiana, em Hawikins, as coisas seguem mais ou menos da mesma forma. Quase um ano se passou desde que Will Buyers (Noah Schnapp) foi resgatado por Joyce (Winona Ryder) e Hopper (David Harbour) no mundo invertido, e Onze desapareceu após desintegrar o demogorgon.
Aparentemente, a única preocupação de Will e dos jovens Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin) e Mike (Finn Wolfhard) parece ser encontrar moedas para torrar no fliperama local jogando Dragon's Lair, Dig Dug e Centopede.
Aparentemente...
Mike segue tentando contatar Onze através dos canais de rádio de seu walkie-talkie, enquanto Will, conforme nós vimos ao final da temporada passada, parece estar sofrendo do que parecem flashbacks que o fazem ter a sensação de ter retornado ao mundo invertido.
Joyce segue levando seu rebento ao laboratório de Hawkins, agora dirigido pelo doutor Owens (Paul Raiser), que faz diversos exames no guri enquanto tranquiliza Hopp e Joyce a respeito de seu estado, aparentemente, apenas da boca pra fora.
Joyce, por sinal, não está apenas com o lado amargo da vida, namorando o senhor cara legal em pessoa, Bob Newby (o Sam Gamgee e ex-Goonie Sean Astin), um ex-colega do ensino médio que trabalha na Radio Shack local, Joyce tenta levar a vida mais normal possível enquanto lida com o trauma de quase perder seu filho mais novo.
O mais velho, Jonathan (Charlie Heaton), segue pajeando o irmão caçula enquanto mantém sua amizade com Nancy Wheeler (Natalia Dyer) que segue namorando Steve (Joe Keery).
Nancy, por sinal, vai sentindo cada vez mais o peso do segredo sobre a verdade a respeito do desaparecimento de Barb, especialmente após descobrir que os pais da sua amiga estão apostando tudo o que tem em tentativas de encontrar a jovem.
Enquanto Onze, conforme nós podíamos imaginar após o desfecho da primeira temporada, está vivendo sob a guarda de Hopp.
Quando dois novos alunos chegam à escola, o radical oitentista Billy (Dacre Montgomery, com direito a mullet e bigode), e a pequena Maxine (Sadie Sink), novos bagulhos sinistros começam a ocorrer na pequena cidade, com as crises de Will se tornando mais e mais frequentes, Hopper passa a receber relatos dos fazendeiros locais a respeito de envenenamentos nos campos.
Algo que pode, novamente, estar ligado aos experimentos do laboratório da cidade.
É bom ver que os irmãos Duffer não tiveram medo de acrescentar novos personagens a um elenco que já era bastante cheio, e o fizeram de maneira acertada.
Todos os novos jogadores no tabuleiro de Stranger Things parecem ter algo a acrescentar, ou ao menos potencial para nos deixar de pulga atrás da orelha. Enquanto Maxine parece uma grande adição ao quarteto de protagonistas nerds, e Billy e o doutor Owens parecem potenciais antagonistas, o Bob de Sean Astin parece gente-boa demais pra ser verdade, e eu não me surpreenderia se ele fosse um agente do Laboratório de Hawkins infiltrado na família Buyers.
A série consegue acrescer esses novos personagens sem deixar os que já conhecíamos no status quo, dando a todos espaço para crescer e se aprofundarem.
ótimo começo.
Que continue assim.
"-Provavelmente vai piorar antes de melhorar..."
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