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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Resenha Cinema: Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio


Me lembro como se fosse ontem quando um amigo me convidou pra ver Velozes e Furiosos no cinema.
Corria o ano de 2001, Osama Bin Laden já havia derrubado o World Trade Center, e o filme era sobre carrões tunados em corridas de rua clandestinas cheias de gostosas com pouca roupa. Era estrelado pelo brucutu Vin Diesel, que além da porcaria Eclipse Mortal, fizera uma ponta como Adrian Caparzo em O Resgate do Soldado Ryan, e a voz d'O Gigante de Ferro, na animação de mesmo nome em 99. Como o mundo podia estar mergulhando na Terceira Guerra Mundial, achei que valia a pena ir ao cinema e ver uma bobagem despretenciosa. E fui.
Achei o filme muito divertido. Uma versão bombada e menos hang loose do divertido Caçadores de Emoção, de 91. Saíam os surfistas ladrões de banco, entravam rachadores ladrões de cargas.
Repeti a dose, e assisti + Velozes + Fusiosos no cinema, em 2003. A sequência, sem Diesel, trazia de volta Paul Walker, deslocado no papel de malandro, sumia com todos os outros personagens da franquia, e apresentava Pearce, um canastríssimo Tyrese Gibson. Não era bacana como o anterior.
Em 2006 não vi Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio no cinema. Nem em DVD. Acabei vendo o filme na TV a cabo, e achei maneiro, não era nenhuma obra prima, e o personagem mais legal do filme, o Han, morria antes do fim da película. Mas era divertido, e ainda trazia uma ponta de Vin Diesel no final.
Voltei ao cinema em 2009 e vi Velozes e Furiosos 4. Confesso que ainda não entendi a cronologia da série. Nem se ela existe ou passa a ser ignorada de algum ponto em diante.
De qualquer forma, Velozes e Furiosos 4 é um filme decente. Não é genial, nem excelente, mas é bacana, divertido e despretensioso. O suficiente pra, nesse final de semana, me tirar de casa em um sábado chuvoso pra ver Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio, em que a turma dos carros envenenados acaba no Rio de Janeiro fugindo da lei nos EUA após libertarem Dom Toretto (Diesel).
É divertidíssimo. Não faz nenhum sentido, a geografia do Brasil é solenemente ignorada, existe um deserto pedregoso com lagos de águas verde-caribe no rio de janeiro. Esse deserto carioca é cortado por um poderoso trem! Todos os policiais brasileiros são corruptos, nossos bandidos falam português com sotaque americano, lusitano, ou são dublados ao estilo propaganda da L'oreal, quatro federais gringos sobem o morro e basta que saquem as armas pra que todos os traficantes morram de medo e recuem, a polícia civil carioca usa as viaturas mais tunadas do universo.
Ainda assim, o filme é divertidíssimo. A canastrice de Vin Diesel, Paul Walker, The Rock e companhia limitada não tem preço nem freio. Mas, ao mesmo tempo, também não há breques para as insanas (impossíveis?) sequências de ação de tirar o fôlego, pro bom humor, ás vezes involuntário, mas nem por isso menos engraçado, pras belas mulheres, e pra pancadaria épica entre Diesel e The Rock, cheio de músculos besuntados de óleo, e tensão homoerótica suficiente pra virar hit no bar Ostra Azul (Lembram do Bar Ostra Azul? De Loucademia de Polícia?).
Velozes 5 não decepciona quem sabe o que o espera quando compra o ingresso, a pipoca (miniBis), e a Coca-Cola (Fanta), e quem esperou até (um pouquinho) dos créditos passarem, sabe que vem mais por aí.
Que venha Velozes meia dúzia!

"-Eu te vejo em breve.
-Não, não vê."

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